Anzol, Caniço e Samburá: Pequenas ideias de aventura!

Vamos fisgar os jogadores!

Vamos fisgar os jogadores!

Olá pessoal. Estou com a ideia de dar início a um novo tipo de coluna. Esta será a versão tupiniquim das mini propostas no estilo Hook, Line, & Sinker criadas por Jolly Blackburn, fundador da Alderac, mas comuns mesmo é em livros da Palladium.

Nesta coluna, que se chamará Anzol, Caniço e Samburá (ou ACS para abreviar) a ideia será apresentar pequenas propostas para aventuras. Nada muito focado em sistemas ou cenários específicos, mas o bastante para que você, caro mestre em crise criativa, tenha um ponto de partida para desenvolver sua própria trama. Continue reading

Ventos da Guerra: Capítulo 27

PRIMEIRO DIA


As principais vias entre os blocos eram iluminadas e também patrulhadas pela polícia do campus. A universidade possuía riquezas que poderiam interessar aos ladrões, por isso o policiamento era rígido. Os atrasados alunos não podiam usar as calçadas  e Abimalek os guiou pela penumbra evitando os olhares dos vigias.

O acólito fez sinal para que os demais parassem. Um soldado estava bloqueando caminho que seguiam, mas não percebeu a presença deles. Eles estavam precariamente escondidos, atrás de arbustos ornamentais, sem poderem avançar. Abimalek já não sabia para onde seguir, mas não quis dizer isso aos amigos para não peder a posição de comando. Ele sussurrou aos demais que eles deveriam retornar, porém um tilintar de armadura anunciou uma desagradável surpresa: outro guardava se aproximava – desta vez  pela retaguarda – carregando uma lanterna. Continue reading

Ensaio sobre a cegueira

A perda da visão é um dos problemas mais incômodos para os personagens,  digo incômodo porque nos jogos de Fantasia é mais fácil curar problemas da visão do que atravessar uma ponte.  Mas e quando o clérigo não está lá nos para acudir?

Além das penalidades, óbvias, de ataque e dano, um personagem cego também não consegue se locomover direito se tornando um estorvo para o grupo, que se for formado de amigos leais, irão ajudá-lo.

No mundo real, você pode ser cego em um acidente que fira seus olhos ou por doenças que degenerem os tecidos oculares ou ainda por problemas relacionados à velhice. Mas nos RPG, não, você pode ser cego por magia, e cada uma terá os seus sabores. Continue reading

Teoria Quântica da Magia

Em qualquer civilização que se preze, não basta apenas viver a vida e saber fazer as tarefas de maneira adequada. Assim que os homens conseguem sobreviver aos perigos do mundo, logo começam a arranjar mais trabalho para si mesmos. E um dos piores desafios que o homem conseguiu arranjar foi se perguntar o porquê das coisas?

Em um mundo fantástico uma das perguntas mais intrigantes seria: por que a magia existe? Porém, num mundo fantástico, o porquê talvez nem fosse tão difícil de encontrar, “Por vontade divina” seria uma resposta muito aceitável, portanto a pergunta a se responder nem fosse de fato o “por que”, mas o “como”. Continue reading

Fantasia revisitada

Há alguns dias atrás publiquei o artigo, “O seu jogo é Medieval?” para fazer uma pequena reflexão de quanto nosso joguinho de RPG cotidiano foge completamente das aulas do ensino médio.  Tudo ocorreu super bem até que o Ambrosia deu sua contribuição sobre o tema, com um artigo solidamente argumentado, intitulado  “Olhares & Observações: Periodização no RPG“, que vale a pena ser lido.

Indo além da discussão inicial fomentada por mim e aprofundada pelo colega Felipe Velloso, chegamos a um ponto mais crucial para o rpgista do que a própria classificação do que seria Medieval. Quais as bordas da Fantasia?

Antes de cair em outra armadilha epistemológica, é melhor restringir o que se quer alcançar:  Fantasia é tudo aquilo que não corresponde  à realidade,  mas que é fruto da imaginação(Aurélio). Quando jogamos  temos a existência de magia, monstros, mistérios  e forças além da compreensão mortal. A época é irrelevante para a Fantasia em si, HE-MAN é fantasia mesmo tendo tecnologia futurista. Isso gerou uma profusão tão vasta de possibilidades que acabamos por classificá-las em sub-gêneros. Fantasia Medieval é apenas um sub-gênero de algo mais amplo e prolífico. Continue reading

Seu jogo é medieval?

Muitas vezes, por hábito, costumamos dizer que jogamos Fantasia Medieval, quando nos referimos ao estilo do famoso D&D.  Mais correto seria fazer como Gurps, que trata o seu módulo apenas por Fantasy, pois é um gênero que envolve magia e monstros mitológicos genéricos.

Como na prática, o estilo do seu grupo que vai acabar definindo se suas aventuras são realmente medievais, mais do que apenas o sistema, segue abaixo um roteiro para identificar que tipo de sub-gênero é o seu.

Compare também com as ambientações existentes no mercado. Continue reading