Posts Tagged ‘diários de campanha’

Ventos da Guerra: Capítulo 26

UNIVERSIDADE

Thon finalmente repousava em sua confortável cama, após meses de viagens dormindo ao relento ou hospedado em espeluncas cheias de piolhos que teimavam em parar nos peludos pés. O filho do imperador teve um sono restaurador, mas sua mente ativa não o deixava repousar por tempo demais. O halfling era filho de uma dríade – a finada imperatriz Anna – e nascera abruptamente quando o carvalho encantado da sua mãe fora desintegrado. Das cinzas da árvore, só restara o jovem halfling, nascido rapaz.

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Seu pai fora o primeiro a encontrá-lo e dadas as semelhanças raciais e a beleza feérica logo percebera que aquele garoto era o esperado filho dele. O recém-nascido, vindo quase adulto ao mundo, despertara daquele sono num susto. E como por magia, sabia falar. Em sua rápida formação no interior do carvalho,  o halfling fora absorvendo os conhecimentos captados pela mãe. Thon era fluente na língua local e nas distintas línguas raciais dos pais. Assim como Bred, Thon era um halfling mistiço, mas trazia de berço uma série de habilidades místicas naturias inatas. Uma incomum marca de sangue dríade, ser femino de rara beleza que não possuem macho na espécie e por isso se acasalam com outras raças. Read the rest of this entry »

Ventos da Guerra: Capítulo 24

MENTIRAS

Abimalek girou o chicote no ar abrindo um pouco de espaço entre os homens armados que o cercavam. Os agressores não se intimidaram, mas recuaram um pouco, dando-lhe espaço suficiente para correr para a parede da casa, saltar, pegar impulso nas pedras e se reposicionar entre o grupo que tinha ido cercá-lo e os demais que guardavam o refém. O salteador que segurava a madeira em brasa golpeou o clérigo, que esquivou-se. Abimalek havia tirado o foco do torturador da vítima e atraído para si como planejou. Outros três homens cercaram o clérigo e passaram a atacá-lo, o sacerdote revidava com o chicote, enquanto pensava em uma  nova estratégia. Read the rest of this entry »

Ventos da Guerra: Capítulo 20

FORÇA LEONINA

Como ninguém estava indo com ele, Ualfo voou para Élfica sozinho. Queria se mostrar útil para o mestre dele, que sempre confiava ao monstrinho a tarefa de observar os reticentes empregados. Hagen iria para a Cidade do Lago, ao sul. Os outros iriam para Miliciana, à oeste, só ele iria para o norte do reino, já próximo das colinas yorianas.

Havia um entroncamento que ele deveria tomar na Aldeia do Mercado – chamada simplesmente Mercado -  voltar para o lar dele em segurança. Yoria era um reino abençoado pelo deus do bem – Avalon – que transformou o lugar em paraíso de tranqüilidade, porém isto não impedia que os instintos naturais das criaturas que lá viviam, ainda deixassem viagens longas incertas. Por isso, mesmo podendo voar, o fremlin optou por continuar em vias seguras, do que cortar caminho pelas planícies.

Ualfo escutou um grito o chamando. Eram seus companheiros que iam lhe alcançando.  Eles estavam surpresos quando viram o monstrinho voando esbaforido e zombaram dele pela pressa  que não o levou a lugar algum. Hagen, correndo, a muito passara por ele e não vira o colega, cochilando dentro de uma moita. Achando gozada a situação, os amigos decidiram que era muito melhor acompanharem o peludo monstrinho até Élfica. Aurora, que já levava Thon na garupa de Mu, não fez questão de dar a mão para ele, que se acomodou facilmente em cima do caprino. Read the rest of this entry »

Lembranças
Memória
Atividade neural