Lajedos & Lagartos – Cavalhada

Esse conto é ambientado no Nordeste Fantástico de Lajedos & Lagartos.  Continuação do conto Poento Vermelho.


Dona Honorina estava aperreada. Tinha ficado viúva faz nem três anos e ter o filho único correndo perigo era mesmo que matá-la de vez. Uma viva de corpo e morta de alma. Seria o mesmo que eu perdesse Inácia, antes de me casar.

Icó era longe que só a peste para chegar numa carreira. Vesti minha véstia. Montei em Trovão e escolhi as montas dos outros. Estrela, para Da Luz, e o manso Janeiro para Seu Ernesto. Pilora, gostava do burro Sereno, mais devagar que os cavalos, mas de passo firme.

 Estavam os três me esperando, ali perto do curral das vacas. Da Luz me passou a munição e as armas, guardadas no quartinho de ferramentas da casa grande. No ombro de Pilora, estava Jerônimo, o papagaio inseparável, que ele trouxe da Bahia quando foi visitar a mãe dele. Diziam que a mãe dele batia bumbo e que o papagaio sabia alguns catimbós. Nem sei se levá-lo era sinal de sorte ou de azar, mas eu tinha mais no que me atarefar.

 - Vamos galopando até os cavalos não aguentarem e adispois vamos correndo? – ingadou-me Da Luz, com aquele jeito de menina.

- Para chegar em Icó e cair com a língua de fora, que ideia mais aprumada, Da Luz – disse Pilora. – Graciliano deve de tar escondido pelos matos, carece dessa pressa não!

- Se ele mandou aquele telegrama, mesmo que esteja escondido, Pilora, não deve estar seguro. Quanto tempo um homem aguenta sem comer nem beber, pelos matos, temendo até os vultos? – ponderou Ernesto, segurando o crucifixo, colocando-o por dentro da roupa.

- Eita povinho sem fé? Seu Graciliano é vivo, deve ter encontrado uma saída. Ele não é tão mole quanto vocês estão pensando. O aperreio dele deve ter sido grande. Vocês sabe que esse povo da Coluna quando chegam o que fazem. São como cangaceiros – falei.

- Piores, Firmino Seridó. Da outra vez demos sorte. Eles tem muita bala, tem treinamento do exército – Da Luz montou Estrela e continuou falando, prendendo os cabelos – se pegarmos eles de calças arriadas de novo, botamos eles pra correr. Dou um tiro no meio dos olhos do mais bem fardado e o resto corre três dias e três noites.

- Sem querer desmerecer tua mira, Da Luz, dessa vez eles já vão estar instalados e nós que estaremos chegando. Teremos que ter a força de Gideão para passar por eles – falou Ernesto, ainda atrapalhando para subir no cavalo.

- Pode ser que Da Luz ainda possa usar o plano dela – Firmino ajudou a Ernesto montar. – Eu não quero ir pela estrada, vai estar muito visada por aquele povo. Ninguém é besta de não proteger as entradas da cidade. Essa Coluna anda ligeiro e não tem nada de besta. Agora se a gente for pelos matos, vai cortando caminho seguindo a trilha do Sol, dá pra gente chegar na fazenda também.

- Tu é doido Seridó? – Gritou Pilora, que chega Jerônimo se espantou, batendo as asas. – Nunca que vamos chegar por dentro. É mais fácil esbarrar com cangaceiros ou pisar em cobra.

- Pode ficar sossegado. Eu conheço bem essas terras. Muito fazendeiro de Icó vem com o gado bem pertinho daqui. A rota é bem conhecida pelos vaqueiros e também pelos romeiros. Dizem que há um poço sagrado no meio do caminho da duas cidades. Se não chegarmos lá a tempo, não é por falta de milagres. – disse, tomando a frente da cavalhada.

- Já conversamos demais, eu já estou é montada. Avia, Seu Firmino! -ela ria, mas tinha nos olhos castanhos inequívocos sinais de preocupação.

Nós despedimos de Dona Honorina antes de partir. Ela nos deu a bênção. Quando galopamos olhei para trás, vi que ela estava parecendo que ia cair, mas se firmava. Tinha o coração na mão. Jurei para mim mesmo proteger o filho dela com a minha vida. Aquela santa mulher já sofrera demais nos últimos anos. Não merecia mais um desfecho trágico na vida.

Mirei o sol virando e corremos pelas caatingas. Me orientava pelas serras na paisagem. As serras de longe são todas azuis, sinal de que o céu e terra sempre estão próximos. Quando chegamos perto, as serras retomam sua cor. As serras são tão misteriosas quanto os céus. E só as serras, tão altas, que azulam, sabiam que o ocorria depois daquelas sete léguas.

Lajedos & Lagartos – Poente Vermelho

Esse conto é continuação do conto Caetana, e iniciado em Coluna de Fogo. Uma mini-série de contos ambientados no Nordeste Fantástico de Lajedos & Lagartos.


 Como previmos, Icó fora um alvo fácil. Quando souberam da nossa chegada, a polícia fraca desabou acovardada ante nosso destacamento; foram os primeiros a sumir. As elites, fugiram pelas estradas, e muitos esconderam até os móveis nos temendo.

O padre, depois do que disseram que fizemos em Piancó, não levantou uma palavra contra nós. Temos água e jabá, conseguido na cidade, graças às doações do proletariado. Dinheiro será questão de tempo encontrar, revirando os casarões abandonados.

Mandei derrubar as fiações, não quero que alertem os soldados desse regime corrupto. Grupos de camaradas estão vigiando cada uma das estradas. Do centro, aproveitei para vigiar a cidade do alto do teatro, que nos dá privilegiada posição, e é iluminado por eletricidade. Posso me orgulhar de dizer que nunca errei um tiro. Quem se atrever a vir até aqui, estará em desvantagem.

O Camarada Sérgio, encontrou um fio de telégrafo, paralelo ao que havíamos derrubado. Mandei que fossem investigar, de onde viria o fio. Poderia haver um telegrafista. Poderia uma mensagem de socorro ter sido mandada e encurtar a nossa estada nessa acolhedora localidade. O Tenente Prestes não apreciaria essa obstrução nos planos.

Precisei me certificar. Destaquei um grupo investigatório composto de oito homens. Sete simpatizantes da causa. Sérgio, para comandá-los.

O sol morria no horizonte, nada dos homens voltarem. O tempo que estavam usando nessa simples missão era superior ao tempo que levamos para capitular a cidade inteira.

Os moradores diziam que andam feras antigas por essas capoeiras. Crendices. Eram oito homens. Um deles era Sérgio, segundo tenente, melhor da turma. Devem ter se perdido, ou encontrado alguma jovem atraente.

Anoiteceu. As luzes das casas iam se apagando. Sentia o cheiro do medo vindo dos moradores. Seria outra assalto fácil. Carregar as mulas e retornar para a Coluna. Afinal, quem nos faria frente?

Lajedos & Lagartos: Caetana

Este conto é uma continuação de outro, A coluna de fogo e serve para ambientar os jogadores de Lajedos & Lagartos dentro do Nordeste Fantástico.

Também é uma homenagem ao Dia da Mulher, cuja importância no meu jogo também é evidenciada.

 


Dona Honorina recebeu o telegrama do filho desesperado. “A coluna está em Icó. Mande os tropeiros.” dizia a mensagem telegrafada. A senhora sertaneja, após a morte do esposo, comandava as terras e os empregados.

 Ela sabia bem o que aquela mensagem significava: saques e destruição. A Coluna marchava pelo sertão comendo tudo feito a saúva, nada deixavam para a semente. Homens desalmados e guiados por uma ideologia estrangeira como zumbis.

 Tal com os cangaceiros, o primeiro bando era pouco numeroso. Estariam sondando a cidade. A casa grande era um alvo fácil. Graciliano, sozinho, era impotente ante os invasores. Ela olhou para Pilora e cenho de preocupação era conhecido. O mulato foi num pé e voltou noutro. Trazendo as pessoas de mais alta confiança.

 Firmino, o vaqueiro da fazenda. Tinha o mapa do Cariri ao Seridó como escrito na palma da mão. Ele poderia guiar o grupo de resgate tão ligeiro que tiraria os invasores de tempo.

 A afilhada de Honorina, Maria da Luz. A cabocla e caçadora sozinha desmantelou o bando de Corisco Sete Estrela que ousou invadir Uiraúna. Cada tiro, dois mortos.

 Ernesto, primo carnal de Graciliano, que acabara de ser expulso do seminário. Mesmo que irmão, insistiu em salvar o primo. Ninguém poderia demovê-lo da empreitada. Graciliano, o salvara de morrer afogado no açude, quando criança. No coração de Ernesto, tal gratidão ainda estar por ser paga.

 E Pilora, ruim de recado, mas bom de serviço. Ligeiro como um pé de vento.

 Firmino, montado em Trovão, puxou a cavalhada, a galope, na planície árida sertaneja. Pelos atalhos nas caatingas, levariam menos de meio-dia de viagem, chegando na tarde alta. Vendo-os sumir nos ermos do horizonte, Dona Honorina recebeu uma visita conhecida, mas indesejada. No alpendre, sentada na mureta, a Caetana se deixava revelar aos olhos da senhora.

 A onça fitava-a. Mesmo firme, se sentia gelada nos ossos, como se estivesse na invernia da Borborema. A visitante rugiu e o hálito afastou de vez o sol. Honorina procurou uma das cadeiras de balanço do alpendre e arqueou-se sobre ela, com o coração apertado. A Caetana chegara para avisá-la, e ela compreendeu perfeitamente o alerta:

-  A Senhora eu não posso levar, mas levarei um dos teus – disse a onça que sumiu num salto que alcançou as parcas nuvens.

A velha ergueu-se e foi até o altar, no corredor, ajoelhou-se e rezou para que Nossa Senhora protegesse seu filho, a afilhada Da Luz, o sobrinho mesmo que filho, Ernesto e os demais tropeiros das garras da Onça Caetana.

Meu encontro com Ariano Suassuna

Todos já estão carecas de saber que estou desenvolvendo Lajedos & Lagartos, o RPG Cabra da Peste. Quem acompanhou desde o começo ou baixou a versão rascunho sabe que um dos pilares do jogo é a obra do Ariano Suassuna. De minha parte é uma audácia sem tamanhos ousar compilar toda a cultura nordestina assim na caradura e transformá-la num jogo de contar histórias. Como saber se estava realmente no caminho certo? Só consultando o criador da obra: Ariano Suassuna.

Foi uma honra sem tamanho encontrar a lenda viva.

Ariano foi de uma gentiliza encantadora. Certamente foi a pessoa mais velha que eu tive que explicar o que era RPG! Ele ficou muito interessado no jogo que usou a Pedra do Reino como um dos livro de base.  Ele folheou o meu humilde rascunho. Leu a introdução do texto e corrigiu os versos que eu tinha feito para o jogo, explicando o que era RPG, para que ficassem fiéis à métrica das sextilhas dos cantadores.  Ariano aperfeiçoou o meu texto, cantou o meu poema, o que mais eu poderia querer?

Ariano folheando a nova versão 0,2 de Lajedos.

Aproveitei a oportunidade para tirar dúvidas em alguns conceitos que me utilizo no jogo, pois quero que fiquem fiéis a nossa cultura. Após  explicar o que pensava, ele ficou muito encantado com o caminho que estava seguindo e me disse que eu estava indo no caminho certo. Ele inclusive brincou que quem estava aprendendo era só ele, já que ele não sabia o que era RPG até o momento.

A maior lição que aprendi foi de simplicidade

Recebi as bênçãos de um Imortal  que inclusive me contou detalhes secretos do seu livro! E de quebra, Ariano ainda me confidenciou algo que fiquei quase em lágrimas: ele adorou o nome do jogo. Para Ariano, Lajedos & Lagartos casou perfeito com a obra dele. Ele me disse que um lagarto em um lajedo era simplesmente a cena de abertura da primeira adaptação da peça O Auto da Compadecida para o cinema e que aquilo tinha muita carga para o que eu estou construindo. Muitas pessoas criticaram a escolha do nome do jogo. Agora o nome escolhido está sacramentado.

Aguardem pessoal, a versão seguida está sendo feita com muito carinho.

Lajedos & Lagartos: de volta ao barco

Depois de alguns problemas técnicos no computador, festas de fim de ano, filmes horríveis que me causaram traumas,  falo mais uma vez sobre o Projeto Lajedos & Lagartos. Nada a ver com as ameaças que recebi, que me acusavam de jogar a toalha.

Desde o lançamento da versão 0,1, disponível para download no site desde outubro passado, passei a revisar o texto e assimilar as críticas e sugestões recebidas por e-mail para aprimorar o projeto. Criar um jogo de RPG é muito fácil, deixá-lo tragável é bem mais complicados.

A versão rascunho esta infestada de erros, o que provocaram-me calafrios na segunda leitura. Com mais tempo, estou reestruturando o texto para deixá-lo mais claro ao leitor.  Além disso, esta versão trará algumas mudanças de regras. Alguns poderes das Carreiras de Personagens serão modificados, visando um maior equilíbrio.

O jogo vai aumentar um pouquinho de tamanho ( o original tem 88 páginas). Preciso incluir alguns antagonistas principais, faltantes da versão 0,1. Pretendo com esta versão passada a limpo, ter um material preliminar para o jogo definitivo. Também desejo começar os preparativos para grupos de playtests que darão subsídios para a versão final.

Minha meta é deixar a segunda versão disponível para baixar em março. Depois é pensar em financiamento coletivo – vaquinha – ou fazer promessa para Padin Ciço. O que for mais fácil.

Lajedos & Lagartos-Cavaleiros da República Velha

Conforme prometido, estou disponibilizando a versão em pdf da aventura de Lajedos & Lagartos, intitulada Cavaleiros da República Velha, que mestrei no HQ- PB. A aventura é didática e serve para pegar o clima do jogo, testando regras do sistema, ainda em desenvolvimento.

Cavaleiros da República Velha trás elementos dos cordeis, das estórias de Trancoso e causos políticos, tudo misturado, como é a proposta do jogo. Esta é uma aventura que pode ser jogada por personagens iniciantes de quaisquer Carreira (entre o 1º e o 4º Degrau). Recomendo entre 4-5 jogadores.

Sem mais delongas, segue o link para baixar:

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Lajedos & Lagartos: Passando a limpo

Duas semanas depois de disponibilizado o Rascunho de Lajedos & Lagartos, cuja intenção era fazer com que as pessoas conhecerem o Nordeste Fantástico, chegou o tempo de produzir a versão 0,2.

 Quem teve coragem de baixar o jogo para ler- foram mais de duas centenas – deve ter percebido que, como  jogo, ele ainda estava muito cru(como livro está mal passado). Não foi falta de aviso, pois foi disponibilizada a versão inacabada e não revisada. Creio que com algum esforço seja possível mestrar, mas acredito que o Conversador terá algumas dúvidas com a versão disponibilizada.

  No corre-corre daquelas 7 semanas de produção, deixei bastante coisa escapar, perdoável para uma versão de divulgação, mas não é o esperado para uma versão final. Estou, agora em equipe, realizando a revisão do texto (erro tem de moi) e da redação do jogo (víixe). Não se preocupem senhores, dessa vez vou dar os merecidos créditos a quem está comigo.

 Eu já realizei dois testes de jogo, o último ainda em andamento, usando a Aventura Cavaleiros da República Velha (que em breve disponível). Percebi  e foi alertado dos seguintes pontos:

  • Thiago Massari – webmaster do Pensotopia – já havia me alertado, logo no princípio, que o jogo deveria ter, bem fáceis, as tabelas para rápida consulta. Fiz? Fiz não… No combate, isso fez uma falta enorme. Na versão 0,2 vai ter.
  • A amiga Beltaverneira do Blog O Clérigo(um salve para toda a equipe de lá)- me alertou de um erro bestíssimo: faltou a numeração das páginas. Ela derrubou as folhas no chão e penou para montar o quebra-cabeça. No manuseio de livro, na versão impressa, a numeração fez falta tremenda. Achei que capítulos numerados também podem ser úteis.
  • Na revisão, notamos que a regra fundamental do jogo, A regra da Soma, não está tão clara assim, principalmente para quem não joga baralho. Ficou dúbio o que é o valor da carta (quanto ela vale no jogo) e a numeração da carta ( o valor que está impresso na carta). Isso pode atrapalhar bastante.
  • Um dos colegas do último playtest reclamou de um possível desequilíbrio entre as Proteções Pinote e Providência. É melhor não ser acertado, do que evitar parte do dano. Logicam ente isso implica que Pinote é melhor do Providência. O que deveria reequilibrar isso seriam os ataques de bolo, que acertam em área, mas não está bem assim. Na versão 0,2 este ponto estará revisto.
  • Marcos Silva, do Pensotopia, apontou uma omissão no Auto dos Degraus, na hipótese de haver poucos jogadores. Será algo que será revisado, mas não do jeito que Marcos quer. Se achou ruim Fuja ou se Vingue.
  • Faltaram alguns equipamentos que julgo essenciais, por pura falta de tempo: animais fieis. Cão, jumentos e cavalos estarão na versão 0,2. No Nordeste, os animais domésticos são mais importante que gente.
  • Antagonistas. Na minha análise prévia, já cataloguei mais de 100, entre monstros, espíritos e gente mais ruim de que merda. Por isso, só colocarei alguns no livro básico, deixando o resto para o Manual dos Coisa Ruim – o bestiário de Lajedos & Lagartos.
  • A ficha ficou quase 100%. Mas ainda não está perfeita. Na parte onde o jogador anota o dano, a cruz será usada para distinguir o que é dano real, de dano temporário.
  • Estamos trabalhando na arte do jogo, para que a versão 0,2 tenha pelo menos alguns desenhos dos personagens e novas ilustrações.

 Para não falar só de defeitos técnicos, preciso falar também dos elogios. Independente das pessoas gostarem ou não do jogo, a ponto de o jogarem, creio que atingi meu objetivo principal: despertar o rpgista para o riqueza da cultura nacional.  É possível sim, transformá-la em algo divertido sem que ela perca a própria identidade.  O melhor foi que recebi elogios em relação ao produto, e não a minha pessoa.  Como não tenho uma vida virtual agitada, sei que quem falou, foi mais sincero do que os amigos, que tendem a nos proteger.

 Um dos meus objetivos secundários também foi atingido. Boa parte dos Nordestino que entraram em contato comigo, ou eu com eles, meio que desencantaram. Todo mundo apareceu com uma história fantasiosa de um parente, ou com uma sugestão de autor, ou causo pra contar. Outros relembraram expressões que usavam, mas devido à educação formal recebida abandonaram, mas agora sabem que podem. O tom Armorial do jogo deu uma enaltecida nos nossos costumes e  cultura popular.

Os relatos que tive foi que a ideia louca do jogo provocava risadas. Mas não uma risada de zombaria. E sim um riso de uma criança adormecida. Aquela risada que criança dá, quando faz algo merecedor de uma grande surra , mas apenas se fosse pega (quem é do tempo que menino danado apanhava sabe o que eu digo).  Durante os testes, o riso correu frouxo. O jogo foi divertido para os presentes.

 Lajedos & Lagartos é isso: uma grande travessura. Quem joga merece até uma surra, por deixar de estar jogando um jogo grandioso e respeitado. Sou traquina, sou treloso,  para esquentar meu couro, vão ter que me pegar. E eu quero ver quem me pega, seus rpgs de …

A Ficha de Lajedos & Lagartos

Depois de sair a versão 0,1 de Lajedos & Lagartos,  disponibilizo também no blog, a ficha de L&L (finalização feita pelo meu amigo Diósthenes do Grupo Arena). É a mesma versão  que já estava dando bandeira no twitter do blog e no meu Orkut+. Mas agora resolvi fazer algumas considerações de preenchimento.

Lajedos & Lagartos tem uma ficha de fácil preenchimento, porém com diversos detalhes, que não vão assustar quem está acostumado com D&D, GURPS ou Storyteller (ing), mas pode amedontrar os jogadores de outros sistemas. Eu acho que ela tem um ar de escola velha. Os fãs do movimento me digam. Podem baixar logo no link abaixo:

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Pia a ficha.

Preenchendo a Ficha

A ficha é dividida em quatro partes.

Cabeçalho – informações descritivas do Personagem.Nome: é o nome do personagem, não é o teu, tá danado que alguém vá esquecer o próprio nome?

Tendência: Se é Direito, Sonso ou Ruim.

Carreira, Degrau, Raça, Estado: tá na cara o que são.

Aparência: São informações detalhadas (para o Nordestino) acerca da sua forma física e idade.

ABC: é o grau a de alfabetização do personagem.

Sequelas: incialmente em braco, aqui você vai colocando as cicatrizes que a vida te dá.


Lado Esquerdo – onde ficam os atributos.

É só preencher com a carta que você escolheu para cada um dos seis atributos. Escreva qual foi  a carta no quadrado, e rachure o naipe.


Meio da Ficha – bônus de ataque, defesas, vantagens, fuleragens e antecedentes.

Na tabela, do lado esquerdo, estão as Cartadas do Jogo: Peleja, Raiva, Tapia e Mistério. Ao lado, o atributo que tem  a ver com elas. Você escreve o bônus que tem ao lado, para cada cartada.

Na tabela, do lado direito, estão os valores de Proteção, que é quanto é preciso tirar para afetar seu personagem de cada forma.

Vantagens e coisa e Tal: é para vantagens e outras anotações importantes.

Fuleragens: É para as fuleragens que você tem.

Antecedentes: Marque, conforme as cartas que você descartou no processo de criação. Cada um dos quatro antecedentes, está associado a um naipe. É só rachurar a bolinha, nem precisa escrever.


Lado  direito -Relação de perícias, armas, equipamentos e marcador de ferimentos.

Perícias Lá de Nós: Você marca nos parênteses, quais dos quatro grupos você tem acesso e marca, preenchendo as bolinhas, as perícias que você tem.  O nível dois na perícia é só pra quem pode, não pra quem quer.

Sangue cheio: Você escreve quanto sangue tem, e vai anotando quanto perde quando apanha.

Armas: São as armas carregadas e quanto dano provocam.

Troços: São os bregueços que você carrega.


Qualquer pitaco que acharem útil podem sugerir. Vou lá.

Lajedos & Lagartos: Versão 0,1

Depois de muito tempo de pré-produção, sete léguas de desenvolvimento, milhares de tostões gastos e um playtest, com muito sufoco apresento:

Lajedos & Lagartos

RPG Cabra da Peste

Está e a versão 0,1. Porém não se engane, tem muita coisa para uma versão de apreciação. Veja ou baixe no endereço abaixo:

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Por essa semana eu coloco a ficha e a aventura que usei no 5º HQPB.