Todos os pensamentos na categoria ‘Contos’

A torre: um drama real

Pensado por Danielfo Em janeiro - 12 - 2010

O sol está ainda longe do poente e  ilumina bem a torre vermelha de quatro andares, no alto da colina da velha catedral. Dois ladinos chegam oportunamente na hora menos guarnecida. Um tesouro se localiza em uma daquelas salas. Os ladinos percebem que as portas de ferro são instransponíveis e o portal para o calabouço da torre está lacrado. Não há sinal de que alguém os espreite das muitas edificações silenciosas em volta deles.

Os jovens observam o alvo,  ocultando-se aos dos vigilantes ocultos da torre vermelha. Movem-se dissumulados,  sem chamar atenção dos  olhares que poderiam estar nas contruções vizinhas.  Aqueles olhos, mesmo sem vínculo com a chamativa construção principal, poderiam arriscar o objetivo dos ladinos se achassem que a aproximação deles lhes fosse  hostil.

O acesso direto é impossível, mas há um modo de entrar: uma placa rígida se projeta na parede de uma construção vizinha. Os ladinos não perdem tempo, sobem na placa, e com um pouco de esforço, escalam a parede íngrime com a ajuda da borda de uma janela e atingem a sacada. Leia o restante do pensamento

Conto de Halloween: O espectador

Pensado por Danielfo Em outubro - 27 - 2009

dark-cloudDensa fora aquela noite de lua cheia, daquele outono remoto. Na imensidão do céu, o vazio escuro da abóbada celeste, nenhuma estrela pontilhada ousara romper o véu de treva, apenas o vulto selênico se revelara misterioso e como a aranha, se ocultara em teias tempestuosas. Incomum fora aquela tormenta de raios fulgentes quebrantando no horizonte. O urro do trovão se ouvira cada vez mais próximo, o som do martelo celeste tremeluzira minha bebida, que me confortara no acampamento em noites gélidas.

Da minha altivez, eu admirara meus domínios, mero pântano no limiar da civilização, que com bravura e labor transmutaria em viçosa terra. Meus homens me seguiram e juntos, realizara meu sonho, tornara-me meu próprio senhor. Nós erguêramos uma capela e celebráramos culto, sem um sacerdote eu mesmo rezara o que sabia de cor. Construíramos palhoças, dormíramos ao relento, até que o rio fora desviado e o charco drenado. Com determinação, de maneira mágica o torreão fora erguido, em um tempo que se julgara impossível na época. Leia o restante do pensamento

Old Boys

Pensado por Danielfo Em julho - 31 - 2009

Onde eu deixei aquela poção da juventude

Onde eu deixei aquela poção da juventude

Ditrich é um grande feiticeiro, após muitas décadas, seus feitos são conhecidos em toda região. Além de combater monstros subterrâneos, expulsar demônios, enfrentar dragões vermelhos e ter se tornado mago real, é um bom pai e avô mimador. Pela matina, o mago conjura sua famosa magia de limpeza, “Metrossexualizar-se” e em uma rodada está pronto para ir ao castelo do rei. Conjura uma carruagem, com quatro pares de cavalos brancos, e segue pelas estradas reformadas até o palácio real.

As belas damas que o cortejavam  já não mais se interessavam por ele. Mesmo com sua melhor magia de embelezamento, não conseguia atrair mais que olhares respeitosos das jovens plebéias. Outrora, era possível enxergar o fogo no olhar daquelas pequenas, ansiosas por estar nos braços de Ditrich, o Belo. Já o cocheiro mágico seguia impassível na rota programada, ainda teria algumas horas antes de desaparecer; ele chamava mais atenção do que o recluso conjurador. Leia o restante do pensamento

Por que os elfos são raros?

Pensado por Danielfo Em maio - 15 - 2009

elf_by_sandaraPensem bem, uma raça que vive por séculos: belos, poderosos, sábios e imortais. Invejados e amados com igual veemência. Já se perguntou por que os elfos não dominaram todos os cenários de RPG em que se encontram? Ambientações por aí lançam vários argumentos: invasões por elfos negros, saída do mundo para uma terra além-mar, um grande dragão assolando a terra; sempre uma desculpa fantasticamente esfarrapada para evitar o inevitável, mas esqueceram do óbvio…

Xharlion e Allissa se apaixonaram em um eclipse lunar de verão e começaram a namorar. Logo os sprites espalharam a notícia, que chegou aos ouvidos do pai dela, Sylvar Arjen Ryevar, que conversando com as árvores, descobre que o elfo é duzentos anos mais velho que a filha. Preocupado com a diferença de idade o pai se posiciona contra o relacionamento. Não permitiria que a sua bela filha se envolvesse com um elfo,  que partiria para o Oeste bem antes dela, deixando-a solitária por séculos, até que a própria tomasse o barco. Leia o restante do pensamento

RPG, da ordem ao caos

Pensado por Danielfo Em abril - 22 - 2009

Tempos de decadência

Tempos de decadência

Hoje resolvi investigar as causas primárias, as bases de formação lúdica que trariam afinidade entre brincadeiras do passado e jogos do presente. O RPG, no Brasil, é um fenômeno dos anos 90,  mas em um passado não tão remoto, os jogos de imaginação não se resumiam ao mero role-playing. Havia vários outros jogos.

Na infância “oitentista”, existiam  action figures os bonecos.  Quem teve algum (coisa que naquela época era muito comum), deve se lembrar que os meninos simulavam uma reconstituição alternativa dos episódios da TV e em uma brincadeira coletiva, todo mundo acrescentava um pouco da sua criatividade à “estória”. Brincar com bonecos não era muito diferente de brincar de RPG. As meninas também tinham sua parcela de jogos de interpretação, mas me arrisco a dizer que brincar de casinha era bem mais focado em interações sociais do que em ação. Enquanto os meninos brincavam com os Personagens, as meninas brincavam com os NPCs (LOL).  Mas independente das tramas que eram construídas, ambas tinham suas complexidades de interação.

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As 7 piores profissões da fantasia medieval (7ª) – O pescador

Pensado por Danielfo Em fevereiro - 26 - 2009

Semana passada peguei um leviatã!

Semana passada peguei um leviatã!

- Te devo uma por me livrar a pele daquele estripador, Seith!
- Saudações aos Deuses por me trazerem em boa hora. Não me permitiria vê-lo desvanecido Alex! Atormentador seria se vossa força plena não se fizesse. Em treva Doros preso se encontra e perdemos a maça. Onde está o gnomo?
- Foi com o corpo do maluco que você  flechou, acho que ele irá investigar quem aquele ‘cara’ era?
- Requererás que Endranplik seja prudente e nos encontre em nossa nau. Hei de relatar algo de eminente relevância!
-Elfos! Faaalam como se tivessem todo tempo do mundo!

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O Pensotopia

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