Fantasia Líquida:AD&D um jogo ultrapassado

Bauman

Conversando com alguns jogadores, cheguei a tardia conclusão , ( influenciado por  Zygmunt Bauman) que AD&D deixou de fazer sucesso porque sua mecânica não era mais capaz de refletir os anseios da atualidade e não porque se tornou obsoleto (o que pode parecer a mesma coisa).

Foi isso, a pós-modernidade matou AD&D.

Hoje queremos individualismo, ganhos rápidos e prazeres descartáveis. Isso não existe em AD&D.

1) A customização dos personagens era voltada, no máximo, para o que ele sabia fazer(perícias) e não para a forma de lutar(talentos). Perícias representam habilidades que são, em geral, empregadas apenas em determinadas situações e muitas demandam longo prazo para serem usadas. Talentos estão sempre disponíveis e são para uso rápido. Continue reading

Crônicas do Mundo Emerso

Há algum tempo atrás me indaguei se era realmente necessário que um cenário contivesse todas as raças contidas no livro do jogador.  Eis que por acaso, custando apenas 10 reais cada livro, me deparei com as Crônicas do Mundo Emerso.  Um universo de fantasia criado pela italiana Licia Troisi, que curiosamente  é formada em física, com especialização em astrofísica. Esta série de livros de fantasia mais famosa da Itália, tendo vendido por lá, 900mil exemplares! Por aqui, a série passou abaixo dos radares da blogosfera rpgística, com pouquíssimos fragmentos encontrados.

As Crônicas do Mundo Emerso contam a estória de Nihal, a última dos semi-elfos( achei semi-elfo melhor do que meio-elfo).  Desconhecendo a própria origem, a jovem é criado por Livon, o ferreiro, como pai adotivo.  Nihal é uma habilidosa espadachim, mas é derrotada pelo mago Senar. Como muitos jogadores, ela decide aumentar o portfólio de ataques aprendendo magia também, com a sua tia, a maga Soana e a vida dela começa a mudar. Um ser maligno, conhecido apenas pelo nome de Tirano ataca a terra de Nihal e a destrói, forçando-a migrar, juntamente com Senar e Soana para reinos ainda livres das garras do inimigo terrível. Continue reading

Queria ver era Arthur contra os Caetés.

A aventura vivida pelos navegantes portugueses a bordo de naus e caravelas, singrando os mares em busca de novas terras é sem dúvida fascinante.  Apesar de representar um grande avanço tecnológico para época, as embarcações que permitiam essas viagens e o modo como elas precisavam ser realizadas tornavam essa aventura extremamente arriscada. Os perigos eram muitos, desde de doenças a naufrágios.

Mas, o que levava tantos homens a se arriscar dessa maneira nessas viagens por mares desconhecidos?

O caso de Duarte Coelho talvez nos ajude a entender um pouco mais sobre isso. E nada melhor do que um bom romance histórico para que um RPGista aproveite o máximo dessa aventura.

Me deparei há algum tempo com os títulos do escritor brasileiro Aydano Roriz. Para o tema iniciado nesse post, tratemos especificamente do livro Nova Lusitânia — Antes de tudo, deve-se levar muito a sério a máxima de não julgar um livro pela capa, ela é muito feia e essa é a única reclamação que farei sobre o livro de Aydano.

O autor é um baiano que vive na Ilha da Madeira, Portugal, e que adora escrever sobre os Holandeses e sua relação com o Brasil colonial.

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RPG, Brincar ou jogar?

Você brinca ou joga RPG?

Ter o RPG tratado como um brinquedo incomoda você? Recentemente a notícia sobre a possível inclusão de D&D em um hall da fama dos brinquedos me levou a pensar em alguns aspectos relacionado ao hobby rpgístico. A premiação é organizada por umaespécie de museu para brinquedos em Rochester, Nova York. O velho D&D tem como concorrente esse ano, entre outros, um brinquedo chamado Magic 8. Pasmem, os dois jogos tem algo em comum, usam um dado de vinte lados. A Magic 8 nada mais é do que uma bola com um dado de vinte lados dentro. A “bola mágica” responderia suas perguntas com seus conselhos peculiares. O d20 presta-se ao papel de revelar a resposta “mágica”, contida em uma de suas muitas faces.

Brinquedo incrível essa Magic 8, não?

Se eu usasse a Mágic 8 pra jogar uma partida de D&D?

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Uma dose de quadrinhos contra a intolerância e o preconceito

E se uma revista em quadrinhos tivesse a improvável chance de diminuir o preconceito, tão bem cultivado nas últimas décadas, contra os povos do Oriente Médio, e até mesmo contra toda a cultura Islâmica? A tarefa parece  árdua, até mesmo par alguém com superpoderes. Talvez, isso seja um fardo pesado demais para um único super-herói. Se pra  essa missão um é pouco, neste caso, três está longe de ser demais. Senhoras e senhores, convoquemos “Os 99”.Os 99 - Super-heróis Islâmicos Continue reading

Quem quer jogar com M&M com George R.R. Martin?

“— Em nome de Robert da Casa de Baratheon, o Primeiro do seu Nome, rei dos Ândalos e dos   Roniares e dos Primeiros Homens, senhor dos Sete Reinos e Protetor do Domínio, pela voz de Eddard da Casa Stark, Senhor de Winterfell e Guardião do Norte, eu o condeno à morte — E ergueu a espada bem alto sobre a cabeça.”

“…o homem que dita a sentença deve manejar a espada…”

Às vezes lendo em português de Portugal, outras vezes ouvindo audiobooks, na voz do britânico Roy Dotrice, enquanto estou no trânsito, tenho nutrido um carinho cada vez maior pela obra de G.R.R. Martin.
Com quatorze anos de atraso, ou simplesmente em perfeita sincronia com essa realidade paralela vivida por nós aqui no Brasil, a editora Leya trás ao país o primeiro livro da série “As crônicas do gelo e do fogo”, “A guerra dos tronos” — Não preciso mais continuar lendo a série em português de Portugal!
Os Sete  livros que compõem a série  escrita por George R. R. Martin são um sucesso incontestável nos demais países onde foram lançados. A obra está sendo adaptada para uma série de tv que será exibida pela HBO em 2011.
Temos também algum material rpgístico inspirado neste tema. Uma das versões de 2006 fazia uso do sistema d20, publicado pela já extinta Guardians of Order. A versão mais atual é publicada pela Green Ronin Publishing, a mesma editora de Mutantes e Malfeitores. Esta última versão do RPG  leva o título da série, “A Song of Ice and Fire Roleplaying”, e foi premiado em 2009 com o segundo lugar na categoria de melhor conjunto de regras. Segue o link para o pdf gratuito com um fastplay do jogo, em inglês : free PDF of the Quick-Start . Continue reading

Lajedos & Lagartos: pré-produção

Os RPG mainstream são os responsáveis pela manutenção da blogosfera do RPG. Sem D&D e suas continuações, muitos sites especializado sequer existiriam. A influência dos grandes jogos pode ser observada na própria escolha de nome  de vários grandes blogs (.20,  Paragons,  Gurps Nation, entre outros). Mais raros são os blogs que conseguem se dedicar unicamente aos top sellers sem, eventualmente,  citar os RPG que correm por fora.

Sem preocupações em agradar o maior número de pessoas ao mesmo tempo, os sistemas independentes correm por fora levando a interpretação e a diversão por lugares onde ninguém já mais esteve. A lista de ideias malucas é vasta, e em geral um RPG indie trata de um ideia bem específica, embora a aplicação desta ideia leve a um tema amplo.  Resumindo, se os americanos e europeu podem, por que não nós?

Como nasce um cabra da peste? Continue reading

DIA DA MULHER

Para as mulheres

Para as mulheres

Hoje, 8 de março é a data que se comemora as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres assim como se reflete sobre as discriminações e a violência a que muitas mulheres ainda estão sujeitas em todo o mundo. Faço uma pequena homenagem para todas as mulheres, lembrando que o RPG também é um lugar onde elas ainda não ocuparam o próprio espaço, compondo uma evidente minoria.  Afinal por que é raríssima a presença de mulheres nos grupos e mais, por que é ínfimo ou mesmo inexistente um grupo de meninas.

Para mostrar as garotas que não só de heróis vive o mundo, faço uma pequena referência a algumas grandes heroínas da história. Continue reading

Contador de estórias

mesa-de-rpg-oriental2Um dia eu cheguei cansado do trabalho, a semana havia sido muito intensa. Os colegas da polícia civil haviam estourado algumas bocas de fumo e os entorpecentes estavam abarrotando a bancada do laboratório. Passei algumas horas “agradáveis” periciando o material e realizando alguns testes de identificação química. Quem quer que vendia o material, estava bem encrencado.

Ossos do oficio a parte, cheguei em casa cansado pra caramba! Entrei em modo de segurança! Beijei minha esposa, tomei um banho, engoli meu jantar, sobrei em uma curva e capotei em minha cama miseravelmente! Quando estava prestes a desativar os sistemas logo de uma vez, eu ouvi uma vozinha meiguinha-docinha-toda-cutchi-cutchi: Tiuooo, conta uma estória pra mim?

Raios!! Deportaram minha sobrinha Belinha para minha casa!? Pior, nem vi ela chegar… Enfim, olhei para o calendário e as férias escolares estavam apenas começando. Eu pensei: Sacripantas! Diacho! Agora f@#$, me ferrei! Mas o que disse foi: É claro meu anjo! Sente aqui na beirada da cama, que irei lhe contar uma bela estória… Continue reading

Lajedos & Lagartos: Escarcela do Conversador

Pro jogo ficar bonito
Tem que ter boa história
Cavalgar as caatingueiras
Os cavaleiros de glória
Procurando um tesouro
Esquecido da memória

Um grupo bem sortido
Fortuna e fama quer mais
Todos juntos bem unidos
Vencem até o Satanaiz
São herdeiros das heranças
Dos tempos medievais

Depois de passar perigo
E a botija escavar
Apruma os bisacos cheios
Para casa retornar
Encontrar a mulher querida
Pra com ela se casar

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