De volta!

Opa!

Depois de algumas mudanças no site, trojans, mudanças de servidor e um tempo rodando sem chegar a lugar nenhum, estamos de volta, desta vez com um layout eternamente temporário.

GPS Infantil

Arena das Peças – Resenha Premonitória

É normal o clima de tensão durante os dias que antecedem algum tipo de encontro, festa ou evento que você organize. Por aqui, pela Paraíba, se organizar encontro de RPG é difícil, imagine um de Jogo de Tabuleiro Board Game.

Como não estou com paciência de ficar esperando as fotos do encontro ( que me chegam com tanto tempo de atraso que quase coincidem com um outro encontro), resolvi, sem nenum compromisso com a Ética jornalística, fazer a resenha do evento antecipada.

Ou melhor, uma resenha universal para todos os encontros de Board Game do Brasil

O Arena das Peças acontece no mesmo dia do Concurso da Caixa Econômica Federal. 

Se você não quer viver enfurnado num banco, vem por Arena você também, vem!

Um novo D&D

E o beholder caiu em domínio público

Falar desta edição nova de D&D para mim é um suplício. Mais uma edição novamente, de novo! Antes começar esta, vou comentar as últimas, começando pela mais relevante de todas nas últimas décadas: D&D V.

D&D V começou com essa conversa mole de volta as origens e um discurso ecumênico. Chamaram os fãs: os velhos, os novos, os que acham-se velhos; os que não não gostavam do jogo, mas jogavam sempre; e as mulheres.

Nem preciso dizer que essa edição foi um marco histórico, mas assim como a volta dos 9 alinhamentos, teve dois gumes. Tiveram um monte de boas intenções. O jogo ficou com cara de antigo, mas eles também pensaram no futuro. Tentaram fazer um D&D que se manteria atual por décadas, mas três anos depois saiu um suplemento azul para ajudar os mestres a deixarem o jogo com com mais compatibilidade com seus tabletes. Na época ninguém deu muita importância ao iDungeons Master Guide, como foi apelidado. Este seria um marco para os rumos que D&D tomaria.

O D&D VI foi fortemente influenciado por essa tendência de virtualização. Muitos neo-clones já tinha sido lançados diretamente em aplicativos. O que gerou uma onda de protestos nos Vlogs de RPG que ressoou por anos. Mas muito dos indignados já jogavam apenas com livros virtuais desde os tempos do notebook.

D&D 7, quando foi lançado, teve uma maciça campanha nas redes sociais do passado ( até hoje me pergunto com se conseguiram aprovar aquela lei para seu perfil estar atrelado ao seu registro de identidade, mas isso não vem ao caso). Essa edição, de longe foi a mais fraca de todas. Eles compraram várias empresas menores de RPG para acabar com a profusão de “homenagens” que o jogo clássico sofria.  Com isso tentaram dar um gás à criatividade própria. Mas veio a Terceira Guerra Mundial: e não é que o petróleo acabou!

D&D 8th surgiu com glória, poucos anos depois da guerra. Um clima Aquarius tomou conta do mundo depois de mais um apocalipse gerado por nossa ignorância e fome por recursos. Os elfos e raças naturais foram enaltecidos nessa edição (finalmente acabaram as piadinhas de elfos gays).  Forgotten Realms foi realmente esquecido nessa geração, dando espaço para o surgimento de cenários novos. Eles fizeram um concurso mundial para lançar o novo cenário padrão, mas eu tinha perdido os arquivos do meu cenário Aexis durante os anos de guerra e não tinha acabado de refazer as equações da minha ambientação.

D&D 9th nos trouxe velhos conceitos, com caras de novos. Colocaram de vez a pólvora em D&D, o que foi uma total abominação. Mas com todos os Virtualcaster bem patrocinados pela grande empresa, quase ninguém reclamou. E ficou por isso mesmo. Apesar de todas as mudanças (que não gostei), houve um mérito. D&D gerou tanto ódio que as pessoas e bots* se uniram como nunca foi visto antes (talvez só menos ódio do que com o remake da série Crepúsculo).

NPC odiados pelo mestre

Bots são inteligências artificiais que interpretam os personagens não jogadores poupando os mestres sem criatividade. Implantados nesta edição, os bots passaram a ficar jogando sozinhos e começaram a se conectar através de magias planares que entravam em contato com os SACs da empresa. E foram levados a sério! Por sorte, o Protocolo TSR impedia um bot de mestrar. Foram registrados muitos casos de um DM mestrar só para bots!

Agora estamos às vésperas do lançamento de D&D X. O uso de X (10 em algarismos romanos) remete ao clássico D&D V que iniciou com a nomenclatura. Espera-se  grande mudanças, inserção de novas mecânicas de jogo, abertura para que novas tecnologias se integrem ao jogo, tudo isso para gerar mais anos de brigas, revoltas e diversão. Espero que antes de morrer, me sinta tentado a mudar de edição.

Que Rpgista você é?

Essa foto peguei pelo RPG  Vale

Essa foto peguei no RPG Vale

Que tipo de RPGista é você?

 O RPGista – por mais que alguns não gostem de classes- podem ser encaixados em categorias. Gostamos disso. Sério! Há uma enormidade de artigos classificando os tipos de jogadores e de mestre. E qual é a sua classificação quando você não está jogando?

 A RAÇA

 Não tem jeito. O rpgista não consegue se comportar como um praticante de um hobby qualquer. Esse nosso senso de minoria nos torna extremamente sociáveis uns com os outros. Há inclusive um limitado sexto sentido entre nós (“Humm, aquele cara joga RPG”).

Os RPGistas observam relações extremamente incomuns nos dias de hoje: abrigo e camaradagem. Um rpgista faz o possível para agradar outro que esteja chegando na cidade. O novato recebe acolhida,  oferta de  grupo de jogo, ou informações que demoraria séculos para um recém chegado numa cidade obter.

 CREPÚSCULO (não é o filme)

 Há uma nuvem negra no horizonte, ameaçando o futuro do RPG. Muitos temem, uns ignoram, outros não acreditam. O fato é que o rpgista só é rpgista de fato quando está jogando. Se apenas ouvir falar e nunca jogar nenhuma partida na vida, não o será. Mesmo lendo milhares de blogs, ouvindo podcasts e até comprando livros, no play, no game.

A quantidade de jogadores que se consegue atrair durante sua vida rpgista é limitada. Geralmente, o dono dos livros corre atrás de um grupo e ao reunir os 5 ou 6 indivíduos para formar um grupo, ele para de se preocupar com isso. Afinal, as vagas são limitadas e tudo que um mestre não quer é um jogador em potencial “pingorando” vaga na sua mesa. Inconsequentemente, o narrador sepulta vivo um futuro rpgista. Fazendo um paralelo com as espécies, é possível ver que a capacidade reprodutiva de um rpgista é limitada. Conte quantas pessoas você já conseguiu fazer jogar. Contou, agora compare com a contagem dos seus colegas de grupo e veja quanto o seu grupo conseguiu. Tire a média.  Foi desapontador?

 Pode se imaginar que essa “reprodução” é exponencial, mas não é assim que acontece. O grupo é uma entidade fechada em si mesma. Quando o tamanho ideal do grupo é alcançado, ninguém mais se interessa (ou deve) chamar mais jogadores. O primeiro jogador chama, cinco pessoas para jogar com ele, mas esses cinco, não chamam cada um mais cinco. Não há nenhum perigo malthusiano no RPG.

 Para piorar, o tempo. Esta entidade dimensional conspira contra o grupo, afastando jogadores e desgastando amizades. Após anos de jogo, a turma pode se esfacelar. Conseguir formar, cada um, novos grupos é complicado. O rpgista é uma forma de vida frágil afinal.

 A MILITÂNCIA (Lutar ou se esconder)

Apesar de tanta empolgação sobre o futuro promissor do RPG no Brasil ( algo entre o Gamão e o Banco Imobiliário), o jogo ainda não atingiu uma massa crítica.  Ainda não alcançou o ponto de não depender mais de ninguém para se manter sozinho. É necessário sim empenho por parte dos praticantes para que o jogo não caia num espiral negra. Cada um age de várias maneiras: encontros, blogs, listas, fóruns, redes sociais ou simplesmente do modo tradicional ( você quer jogar RPG comigo?).

 Nesse plano, quem são os RPGistas que encontro (a classificação surgiu de um papo com meu colega Zé Wilson, que já escreveu por aqui quando Macapá tinha internet):

- Xérox, eu disse, Xérox!!!!

O Ente – joga RPG há muito tempo. Seu grupo vive isolado, sem contato com nenhum outros grupos. Ás vezes nem sabem que outros ainda existem. Certos grupos exteriores sabem da sua existência, mas é perda de tempo chamá-los para sair da floresta densa que se encontram. Eles passam um tempão, num monólogo interminável, defendendo sua desaparição da civilização. Estão felizes com o grupo sólido que construíram – mesmo que não joguem RPG faz anos –  e não se importam de não deixaram herdeiros.

- Nossas regras da casa ficaram ótimas!

O hobbit – Sabe que os outros jogadores existem, interagem vez por outra socialmente, mas não querem se aventurar em fazer nada diferente.  Se forem os últimos jogadores da terra, ficarão mais felizes ainda. Se o RPG acabar será só para os outros, não será para eles.

- Fundamos a Axe-Hammer Editora Independente!

O  anão – Querem ampliar o hobby de qualquer jeito. Os fins justificam os meios para eles. Os anões são muito preocupados com os aspectos comerciais e veem o RPG como um produto em primeiro lugar. Se acreditarem que a salvação se dará através de jogos usando palitos de dente, o farão. E aí de quem se opor a visão de mundo deles, são muito rabugentos.

- Não tenho tempo para jogar tudo isso.

O elfo - Acreditam que o hobby está amaldiçoado e precisam enfrentar a maldição até o fim dos tempos. Se opõem a visão dos anões e preferem manter o jogo de maneira gratuita e pura. Sabem que o mundo mudou e que nem sempre sua visão de mundo é mais correta, mas são apegados demais às tradições antigas para se curvarem aos novos tempos tão facilmente.

-Fim do RPG? Só se for para você!

O orc – ignoram os problemas do hobby. Quando informados, zombam que isso sequer existe. E se existir, que isso é uma tremenda baitolagem por parte de jogadores salvadores da pátria. O importante é jogar, quem não conseguir aproveitar, azar. Filosofia não é com eles, querem dados rolando e diversão!

- Traga para a mesa que a gente joga!

O  humano – Os humanos sabem que deve ser feito algo, mas não bem o que, cada uma agindo da sua maneira. São mais pés no chão, menos idiotas e mais realistas. Contudo estão diante de um turbilhão de novidades e contaminados por diversas visões mais antigas. Por diversas vezes, são ignorados pelos jogadores mais antigos ou tratados como neófitos. 

Jogos Demoníacos e o Politicamente Correto

O RPG sofreu um processo de caça às bruxas no fim dos anos 90, sendo associado à magia negra. Grande parte do preconceito inercial do público leigo ainda vem desta fama que foi imposta pela Vênus Platinada aos pobre rpgistas, que aos pouco conseguem recuperar o rótulo de Nerd.

Agora imaginem se não fosse o RPG que tivesse sido o centro das atenções, mas outros jogos.Como seriam as críticas nos editoriais se houvesse uma cruzada contra os jogos mais conhecidos do Brasil? Continue reading

Manchetes do Dia

Notícias sensacionalistas que você não costuma ler por aí.

O Clérigo realiza hoje missa campal.

Paragons declaram: Não queremos ser Epics!

Ladrões roubam grimório da  Spell RPG

Minas Morgul abre sua masmorra para a Revista Caras.

Dragões do Sol Negro iniciam campanha contra o câncer de pele.

Vila do RPG recebe status de cidade.

Defensores de Tóquio protestam contra a falta de combustíveis para seus Robôs Gigantes.

Hall os Valhala fazem manifesto contra violência no Brasil. Continue reading

Frescobol – O RPG das praias

 

Fisioterapeutas - os rpgistas marginalizados

Apesar de ser um hobby de nerd, 0 estereótipo do RPGista nem sempre é similar ao do Nerd  comum, dos que são representados nas comédias americanas. Tem o RPGista roqueiro, o cachaceiro, o erudito, viciado, o expert, o gamer, etc.

O RPG prova que é um currículo bastante interdisciplinar no Universo Geek. Mas é só no nosso Universo, não se iluda achando que o mundo tradicional vai achar isto normal. Podem tolerar, aceitar, não. Não  sem lutar até o último playboy!

Grande dificuldade de aceitação vem do fato das regras complicadas (para os mortais avessos à leitura) e também da dificuldade de visualização do que se passa no jogo, para quem está de fora. O que é de longe o que considero o mais complicado de explicar. É como descrever cores para um cego de nascença. Continue reading