Seu mundo na Redbox

Fiat Lux. Alea jacta est. Diferentemente da maioria dos blogs, no Pensotopia não é um noticiário do RPG. Já existem tantos blogs se preocupando em deixar o leitor atualizado que é melhor me dedicar a outras coisas, porém esta notícia vale a divulgação. Vou copiá-la ipsis litteris:


Olá a todos!

Conforme divulgado no ano passado vamos dando prosseguimento ao nosso concurso cultural “O SEU MUNDO NA REDBOX” versão 2012.

Com ele vamos selecionar dentre todos os inscritos um cenário para ser publicado para o OLD DRAGON em 2013. Como se trata de um concurso grande, onde esperamos uma boa participação dos mestres e jogadores da nossa comunidade (afinal que mestre não possui o seu cenário caseiro desenvolvido em jogo com seus jogadores?), estabelecemos um regulamento simples mas preciso para nortear as coisas durante toda a duração do concurso que será longo, de fevereiro à novembro.

Durante as etapas vamos analisar algumas coisas que achamos fundamentais para os autores que trabalham conosco. Desde a precisão e o poder de síntese da fase 1, como a velocidade de escrita das fases de prazo apertado no final do concurso, em todas as etapas haverá algo que desafiará os nossos competidores.

A escolha será feita com o voto popular. Todos os inscritos serão mostrados numa só página e receberão votos ou serão avaliados com notas (ainda analisamos a melhor forma) e apenas os favoritos do público avançarão à próxima fase.

Por hora, conheçam o regulamento do concurso e se preparem para o início das inscrições em fevereiro. Vocês terão quase 1 mês para se inscrever, mas é sempre bom já ir pensando como descrever sua idéia em apenas 140 caracteres (se você precisar de uma ferramenta para contar os caracteres e as palavras dos textos, sugiro este site)!

Boa sorte a todos!

 fonte: http://redboxeditora.com.br/redblog/concurso-o-seu-mundo-na-redbox/


O pessoal, no link acima, já divulgou o regulamento para participação e detalharão, em breve, as datas de inscrição.  Espero que os participantes deixem de lado a ideia de “homenagens à D&D” e criem algo original e que seja desenhado pensando nas regras do jogo. É nítida a distorção dos cenários de D&D quando o jogo migrava de edição.

Estava em tempo de Old Dragon ganhar o seu Tormenta. Vamos ver o que surgirá.

Lajedos & Lagartos: de volta ao barco

Depois de alguns problemas técnicos no computador, festas de fim de ano, filmes horríveis que me causaram traumas,  falo mais uma vez sobre o Projeto Lajedos & Lagartos. Nada a ver com as ameaças que recebi, que me acusavam de jogar a toalha.

Desde o lançamento da versão 0,1, disponível para download no site desde outubro passado, passei a revisar o texto e assimilar as críticas e sugestões recebidas por e-mail para aprimorar o projeto. Criar um jogo de RPG é muito fácil, deixá-lo tragável é bem mais complicados.

A versão rascunho esta infestada de erros, o que provocaram-me calafrios na segunda leitura. Com mais tempo, estou reestruturando o texto para deixá-lo mais claro ao leitor.  Além disso, esta versão trará algumas mudanças de regras. Alguns poderes das Carreiras de Personagens serão modificados, visando um maior equilíbrio.

O jogo vai aumentar um pouquinho de tamanho ( o original tem 88 páginas). Preciso incluir alguns antagonistas principais, faltantes da versão 0,1. Pretendo com esta versão passada a limpo, ter um material preliminar para o jogo definitivo. Também desejo começar os preparativos para grupos de playtests que darão subsídios para a versão final.

Minha meta é deixar a segunda versão disponível para baixar em março. Depois é pensar em financiamento coletivo – vaquinha – ou fazer promessa para Padin Ciço. O que for mais fácil.

Um novo D&D

E o beholder caiu em domínio público

Falar desta edição nova de D&D para mim é um suplício. Mais uma edição novamente, de novo! Antes começar esta, vou comentar as últimas, começando pela mais relevante de todas nas últimas décadas: D&D V.

D&D V começou com essa conversa mole de volta as origens e um discurso ecumênico. Chamaram os fãs: os velhos, os novos, os que acham-se velhos; os que não não gostavam do jogo, mas jogavam sempre; e as mulheres.

Nem preciso dizer que essa edição foi um marco histórico, mas assim como a volta dos 9 alinhamentos, teve dois gumes. Tiveram um monte de boas intenções. O jogo ficou com cara de antigo, mas eles também pensaram no futuro. Tentaram fazer um D&D que se manteria atual por décadas, mas três anos depois saiu um suplemento azul para ajudar os mestres a deixarem o jogo com com mais compatibilidade com seus tabletes. Na época ninguém deu muita importância ao iDungeons Master Guide, como foi apelidado. Este seria um marco para os rumos que D&D tomaria.

O D&D VI foi fortemente influenciado por essa tendência de virtualização. Muitos neo-clones já tinha sido lançados diretamente em aplicativos. O que gerou uma onda de protestos nos Vlogs de RPG que ressoou por anos. Mas muito dos indignados já jogavam apenas com livros virtuais desde os tempos do notebook.

D&D 7, quando foi lançado, teve uma maciça campanha nas redes sociais do passado ( até hoje me pergunto com se conseguiram aprovar aquela lei para seu perfil estar atrelado ao seu registro de identidade, mas isso não vem ao caso). Essa edição, de longe foi a mais fraca de todas. Eles compraram várias empresas menores de RPG para acabar com a profusão de “homenagens” que o jogo clássico sofria.  Com isso tentaram dar um gás à criatividade própria. Mas veio a Terceira Guerra Mundial: e não é que o petróleo acabou!

D&D 8th surgiu com glória, poucos anos depois da guerra. Um clima Aquarius tomou conta do mundo depois de mais um apocalipse gerado por nossa ignorância e fome por recursos. Os elfos e raças naturais foram enaltecidos nessa edição (finalmente acabaram as piadinhas de elfos gays).  Forgotten Realms foi realmente esquecido nessa geração, dando espaço para o surgimento de cenários novos. Eles fizeram um concurso mundial para lançar o novo cenário padrão, mas eu tinha perdido os arquivos do meu cenário Aexis durante os anos de guerra e não tinha acabado de refazer as equações da minha ambientação.

D&D 9th nos trouxe velhos conceitos, com caras de novos. Colocaram de vez a pólvora em D&D, o que foi uma total abominação. Mas com todos os Virtualcaster bem patrocinados pela grande empresa, quase ninguém reclamou. E ficou por isso mesmo. Apesar de todas as mudanças (que não gostei), houve um mérito. D&D gerou tanto ódio que as pessoas e bots* se uniram como nunca foi visto antes (talvez só menos ódio do que com o remake da série Crepúsculo).

NPC odiados pelo mestre

Bots são inteligências artificiais que interpretam os personagens não jogadores poupando os mestres sem criatividade. Implantados nesta edição, os bots passaram a ficar jogando sozinhos e começaram a se conectar através de magias planares que entravam em contato com os SACs da empresa. E foram levados a sério! Por sorte, o Protocolo TSR impedia um bot de mestrar. Foram registrados muitos casos de um DM mestrar só para bots!

Agora estamos às vésperas do lançamento de D&D X. O uso de X (10 em algarismos romanos) remete ao clássico D&D V que iniciou com a nomenclatura. Espera-se  grande mudanças, inserção de novas mecânicas de jogo, abertura para que novas tecnologias se integrem ao jogo, tudo isso para gerar mais anos de brigas, revoltas e diversão. Espero que antes de morrer, me sinta tentado a mudar de edição.

Imortais – O Crepúsculo dos Deuses

Deuses que brilham na luz

A primeira postagem de 2012 é um alerta: fujam para o Monte Olimpo.  Imortais foi primeiro filme que assisti no cinema neste ano apocalíptico.  As profecias estão se realizando.

Segundo alguns pitaqueiros, era a mistura de 300 + Fúria de Titãs.  300 foi legal. Fúria de Titãs, não consegui ver os primeiros 5 min.  Um outro amigo me disse que estava no mesmo nível que Lanterna Verde. Não está, Lanterna Verde é um Batman Dark Knight perto desse.

 O enredo do filme não interessa, assim como o de Fúria de Titãs. Ele tem fidelidade com a mitologia igual a zero. Se ao menos fosse como Troia (pasmem), mas nem isso. Quiseram fazer um God of War, mas todo mundo vê que é um filme bancado pelo American Army para recrutar soldados para invadir a bola da vez .

Como resumir este filme? Imagine que daqui a 1000 ano, a Indústria do Entretenimentoqueira contar a história do maior herói do início do milênio: Barack Obama.

 Os diretores decidem fazer algumas adaptações:

Quem viver verá

 A) Obama é asiático

 B) Forma um casal gay com Hillary Clinton, uma transexual

 C) É irmão de Osama Bin Laden,  separados nas montanhas do Havaí.

 D) No fim ele salva o mundo da destruição, destruindo metade do mundo no processo (99% de baixas civis)

 É por aí que caminha Imortais. Teseu virou o típico herói americano pós 11/09: tudo se resolve na pancada, conversa é para os fracos, os seus inimigos são muuuuuuito, mas muuuuito malvados (e sem rosto), você é movido pela vingança e usa o mesmo plano dos vilões para vencer ( matar todo mundo).

 Para as mulheres a mensagem é a seguinte:

 a) dourado é a cor da estação

b) virgindade é perda de tempo, dê seu primeiro beijo e a buceta ao mesmo tempo.

c) tenha amiguinhas de todas as raças.

d) E ponha sempre a culpa no seu irmão se seu pai ficar com raiva, assim só ele apanha.

Caverna do Dragão já tem seu arco

O filme é um manual de planos estúpidos. O rei Hipérion tinha força para conquistar a Grécia se o auxílio do arco de Hank Épiro, que só serviu para atrapalhá-lo. Se o imbecil não tivesse o plano de libertar os Titãs genéricos, teria tido sucesso.

 Zeus é um banana. Só faz atrapalhar e ninguém sabe o porquê. Aliás, sobre os deuses filme precisa de um adendo. Os autores fazem uma lambança cristã com os deuses gregos. Todos os personagens principais: Teseu, o herói, Hipérion, o vilão e Stravos, o amigo do herói, não acreditam nos deuses. Blá! Não que eles sejam ateus, mas porque ele não creem na bondade divina.

E desde quando isso existia na Grécia seus otários! Rezou para ganhar um cavalo no natal? Dançou. Deuses gregos só se comovem com oferendas e favores. Jesus só vai aparece mais de mil anos após com estas ideias de milagres promocionais. É incrível, mas todos os personagens principais se comportam deste jeito, como crianças mal-educadas: Zeus não me deu, não gosto mais. Vai te catar!!!

 Para não dizer que o filme não tem um pingo de esperança, há um herói de verdade nele. Stravos, interpretado pelo ator Stephen Dorff. O personagem é o único que trilha o caminho do herói (coisa que Teseu não faz nem por 1 segundo). Stravos é um cara que só pensa em si e que encontra Teseu, que traz uma missão importante, mas na qual ele não acredita, contudo segue-o. Stravos destrata a sacerdotisa virgem, mas depois adquire respeito por ela, mesmo ela sendo uma putinha como ele dissera anteriormente. No fim, ele abraça a causa e luta para salvar o povo heleno (coisa que Teseu não faz, pois está preocupado em ganhar xp) e se sacrifica para para tentar recuperar o arco de Hank Épiro e tentar entregá-lo a Teseu. Mas ai vem a cagada final, que fode o filme. A morte dele é em vão, e o arco não serve mais pra nada.

O Herói é o da esquerda

 E para tristeza geral de todos, é Teseu que recebe um lugar no firmamento, enquanto o verdadeiro herói morreu anônimo. Imortais é um retrato final da cultura americana hoje, onde os covardes voltam para casa recebendo os louros da vitória que não conquistaram.