Café Imaginário -Sessão de Jogo: DownTown -Parte 1

Testando um formato intermediário, o Café Imaginário entra na agenda da Aliança RPG, uma ação para troca de experiências RPGísticas em língua portuguesa. Nesse episódio, temos uma sessão de jogo onde os pensadores  Danielfo e  Marcos Silva juntam-se aos podcasters portugueses João Mariano e Ricardo Tavares para testar o RPG indie Down Town.

LINKS RELACIONADOS

-Down Town no Garagem RPG

-Podcast Jogador Sonhador

-Podcast Ludonautas

-Blog Sopa do RPG

-E falando sobre línguas…

 

-Bandas tocadas no episódio : Buraka Som Sistema

Duração: 65:00 min

ENDEREÇO DIRETO DO PODCAST
Acesse aqui: www.pensotopia.com.br

PENSAMENTOS SUGESTIVOS, CRÍTICOS, DUVIDOSOS E DISCORDANTES
Envie e-mails para: pensotopia@gmail.com

RSS e iTunes
Adicione o feed do Café Imaginário no seu iTunes ou no seu agregador.

INFORMAÇÕES

Aperte o botão PLAY abaixo ou clique em DOWNLOAD (clique com o botão direito do mouse no link e escolha a opção Salvar Destino Como) o arquivo no formato MP3 . Aproveite!

 

Jogos Demoníacos e o Politicamente Correto

O RPG sofreu um processo de caça às bruxas no fim dos anos 90, sendo associado à magia negra. Grande parte do preconceito inercial do público leigo ainda vem desta fama que foi imposta pela Vênus Platinada aos pobre rpgistas, que aos pouco conseguem recuperar o rótulo de Nerd.

Agora imaginem se não fosse o RPG que tivesse sido o centro das atenções, mas outros jogos.Como seriam as críticas nos editoriais se houvesse uma cruzada contra os jogos mais conhecidos do Brasil? Continue reading

No more Villains

Você já pensou em fazer uma aventura sem nenhum vilão? Talvez você não tenha pensado, mas já tenha feito isso várias vezes. Vilões são muito difíceis de introduzir em uma aventura.

Vilões só funcionam quandoa aventura é seqüencial, onde o potencial vilanesco pode ser introduzido. Mas quando a aventura é ocasional? Quem quebra o galho? Continue reading

Ventos da Guerra- Capítulo 46

CABEÇAS EM CHOQUE

Um gigante vindo de encontro a alguém era uma visão apavorante. As passadas daquele gigante trovejavam pela montanha. Mas era o gigante que estava apavorado. Hagen estava assustado também, mas dominou o próprio medo e colocou a mão no cabo da espada, com a mão inábil. Ualfo voou para o outro lado da fenda, deixando Hagen solitário encarando o gigante que vinha.

Era um gigante do tipo que vive no sopé das colinas. Um dos menores gigantes, contudo tinha o dobro da altura de um ser humano médio e bem mais pesado. Um gigante em carga poderia derrubar um cavalo, mas aquele sangrava. Tinha os olhos esbugalhados, mais que o normal para um gigante.

O gigante saltou. Pulou por cima de Hagen e caiu do outro lado da fenda, onde Ualfo estava. Os que estavam baixo só viram o gigante passar por eles deixando algumas pedrinhas e gotas de sangue caírem.  Ualfo entrou em desespero, gritou  e tentou voar mais alto.

- Não me coma! – gritou Ualfo, o que fez com que todos se apavorassem. Continue reading

RPG CON 2011 & RETROPUNK

Estamos a um mês da RPG CON 2011,  e se tudo der certo, teremos ao menos um pensador por aquelas redondezas para conferir o evento.  E como não podemos deixar de dar uma força, eis nosso post de divulgação.

O site do evento ainda estava no ar enquanto postava isso aqui. Assim, o site D3 System é o melhor lugar para se conseguir informações sobre a RPG CON 2011, até o momento.

Ao menos uma atração já temos confirmada,  e  promete ser um FIASCO, um fiasco positivo (se é que vocês me entendem). São as mesas de jogo promovidas pela  editora Retropunk. Que promete sessões dos já conhecidos 3:16 Carnificina entre as Estrelas (do qual falamos em nosso podcast) e Rastro de Cthulhu. Haverá mesas de Fiasco (é desse que estou falando), seu próximo lançamento e também o playtest de O Reino de Bundhamidão. Mais informações sobre as mesas de jogo no site da Retropunk.

Informações sobre o evento:

Quando? Sábado e domingo, 09 e 10 de julho de 2011
Que horas? das 09:00 h às 21:00
Onde? Colégio Santa Amália – Avenida Jabaquara, 1673 – Metrô Saúde – São Paulo
Quanto custa? Ingressos Antecipados R$ 15,00 na d3store, a partir de 02 de junho de 2011. No dia do evento: Inteira R$ 30,00 e Meia R$ 15,00; professores pagam meia-entrada.
O que vai rolar? Palestras, III Encontro de Blogs, Boardgame Con,  Feira de RPG Independente, mesas de RPG, Torneio Tentacular, exposições dos grupos e associações, Mesas Especiais, BotecoRPG e Metal RPGCON.

Jogadores novatos 3:16 e Dragon Age

316badge_brig
No Sábado do dia 30 de Abril, foi realizado  o 2º Encontro D30 deste ano, em Brasília. O grupo costuma organizar diversos eventos relacionados ao RPG na cidade. Sem muito alarde, porém com muita empolgação, os eventos costumam reunir um bom número de pessoas, que tem a chance de curtir um dia inteiro de RPG, Board Games e Card Games. No último encontro,  rolou Tormenta RPG, Power Cars, Dragon Age, Bord Games , D&D 4E, Vampiro à Máscara, Legend of The 5 Rings, 3:16 – Carnificina entre as Estrelas, Dragon Age RPG, GURPS, Vampire Card Game.
O melhor disso tudo é que sempre aparecem iniciantes, curiosos sobre o hobby e dispostos a jogar RPG.  Tive a chance de conhecer um desses novatos no último encontro. Carlos Eduardo  Carvalho (Cadu Carvalho)é designer e acabou adotando o RPG como mais um de seus hobbies. Até já apareceu pra jogar Mouse Guard aqui em casa.
Segue um relato do próprio Cadu, com a visão de nosso novo RPGista sobre os dois jogos com os quais ele teve contato ainda no encontro:

“Cara, eu, a princípio, tenho vários elogios a 3:16. Achei o jogo bastante divertido; o tema militarista espacial lembra bastante coisasque eu joguei/assisti, como Starship Troopers (tanto o filme — aquela “pérola” do Paul Verhoaven — quanto a série animada), Starcraft, Gears of War e Halo (que joguei pouco, pois são jogos de XBox e eu sou da turma que está há algumas

semanas sem jogar online), Doom e Duke Nukem (esse eu joguei até cansar, mas são referências mais distantes; e o filme de Doom é tosco). Queria colocar nessa lista o Mass Effect, RPG espacial, mas tive muito pouco tempo com ele, e também Battlestar Galactica, que ainda não vi.

A experiência, comparada com Dragon Age, é um pouco diferente, eu senti que ele dá um pouco mais de liberdade ao jogador, principalmente por causa do trunfo das lembranças, que permitem que o jogador “construa” seu personagem ao longo do jogo (como, numa guerra, os soldados conhecem seus amigos pelas histórias que eles contam), enquanto o Dragon Age ainda parece seguir uma escola mais “clássica” de RPG.

(lembre-se de que eu sou novato, portanto qualquer coisa que eu fale que não condiga com a realidade deve ser sumariamente ignorada) =)

No dia, o mestre ainda estava testando o sistema, por isso a aventura não foi tão complexa — basicamente, uma missão que alguém daria a baixas patentes —, mas trouxe ação, simplificada pelo uso do sistema de curto/médio/longo alcance. Isso ajuda a pegar logo os resultados de ataques, de acordo com cada arma, e a dinâmica permite que o jogo transcorra sem problemas, sem que os jogadores precisem gastar uma hora para matar um grupo inexpressivo de aliens. Só que, como só joguei uma vez, ainda não vi o crescimento do personagem, em que, de acordo com a performance do jogo, rende novas habilidades, armas e maiores patentes.

Quanto a temas (medieval/futurista), autores fantásticos como Tolkien e Spohr, e de ficção científica como Asimov e Orwell, têm seus lugares garantidos na minha estante. Se eu fosse pago para escrever um livro hoje, certamente seria uma ficção científica menos fantástica, como a do Asimov ou a do Arthur Clarke, mas mesmo essa ficção mais calcada na realidade não deixa de ser fantástica.”

Lajedos & Lagartos- A Coluna de Fogo

Como falei no artigo anterior, vou inciar uma série de contos com baseados na temática de Lajedos & Lagartos, onde, em cada um vou dar enfoque a uma das carreiras de personagem do jogo. Deste modo, poderia explorar os diversos lados do jogo e também da Cultura Nordestina, que costuma ser muito esterotipada apenas em cangaço e humor. Por isso, minha escolha para cartada inicial envolve o personagem que melhor retrata os nomes mais afamados do Nordeste: os escritores.

O personagem é o Doutor, senhor das ciências, mestre na burocracia, eminente força política local e autoridade judiciária. Apesar de todo esse poder mental, o Doutor é fraco em combate físico e muito dependente da amizade de outras Carreiras de Personagem. Um deles, Graciliano Raposo de Araújo Soares conta os aperreios que passou numa desgradável visita da terrível Coluna, que ronda o Nordeste expalhando o medo, em sua propriedade de famílai na pequenina Icó. Continue reading