No Sábado do dia 30 de Abril, foi realizado o 2º Encontro
D30 deste ano, em Brasília. O grupo costuma organizar diversos

eventos relacionados ao RPG na cidade. Sem muito alarde, porém com muita empolgação, os eventos costumam reunir um bom número de pessoas, que tem a chance de curtir um dia inteiro de RPG, Board Games e Card Games. No último encontro, rolou Tormenta RPG, Power Cars, Dragon Age, Bord Games , D&D 4E, Vampiro à Máscara, Legend of The 5 Rings, 3:16 – Carnificina entre as Estrelas, Dragon Age RPG, GURPS, Vampire Card Game.
O melhor disso tudo é que sempre aparecem iniciantes, curiosos sobre o hobby e dispostos a jogar RPG. Tive a chance de conhecer um desses novatos no último encontro. Carlos Eduardo Carvalho (Cadu Carvalho)é designer e acabou adotando o RPG como mais um de seus hobbies. Até já apareceu pra jogar Mouse Guard aqui em casa.
Segue um relato do próprio Cadu, com a visão de nosso novo RPGista sobre os dois jogos com os quais ele teve contato ainda no encontro:
“Cara, eu, a princípio, tenho vários elogios a 3:16. Achei o jogo bastante divertido; o tema militarista espacial lembra bastante coisasque eu joguei/assisti, como Starship Troopers (tanto o filme — aquela “pérola” do Paul Verhoaven — quanto a série animada), Starcraft, Gears of War e Halo (que joguei pouco, pois são jogos de XBox e eu sou da turma que está há algumas
semanas sem jogar online), Doom e Duke Nukem (esse eu joguei até cansar, mas são referências mais distantes; e o filme de Doom é tosco). Queria colocar nessa lista o Mass Effect, RPG espacial, mas tive muito pouco tempo com ele, e também Battlestar Galactica, que ainda não vi.
A experiência, comparada com Dragon Age, é um pouco diferente, eu senti que ele dá um pouco mais de liberdade ao jogador, principalmente por causa do trunfo das lembranças, que permitem que o jogador “construa” seu personagem ao longo do jogo (como, numa guerra, os soldados conhecem seus amigos pelas histórias que eles contam), enquanto o Dragon Age ainda parece seguir uma escola mais “clássica” de RPG.
(lembre-se de que eu sou novato, portanto qualquer coisa que eu fale que não condiga com a realidade deve ser sumariamente ignorada) =)
No dia, o mestre ainda estava testando o sistema, por isso a aventura não foi tão complexa — basicamente, uma missão que alguém
daria a baixas patentes —, mas trouxe ação, simplificada pelo uso do sistema de curto/médio/longo alcance. Isso ajuda a pegar logo os resultados de ataques, de acordo com cada arma, e a dinâmica permite que o jogo transcorra sem problemas, sem que os jogadores precisem gastar uma hora para matar um grupo inexpressivo de aliens. Só que, como só joguei uma vez, ainda não vi o crescimento do personagem, em que, de acordo com a performance do jogo, rende novas habilidades, armas e maiores patentes.
Quanto a temas (medieval/futurista), autores fantásticos como Tolkien e Spohr, e de ficção científica como Asimov e Orwell, têm seus lugares garantidos na minha estante. Se eu fosse pago para escrever um livro hoje, certamente seria uma ficção científica menos fantástica, como a do Asimov ou a do Arthur Clarke, mas mesmo essa ficção mais calcada na realidade não deixa de ser fantástica.”