No RPG cyberpunk still alive

No RPG cyberpunk still alive

Nesse final de semana que antecede o natal, estreou nos cinemas do país o filme “TRON : O legado”, uma continuação do filme dos anos 80, “TRON: Uma odisséia eletrônica”. Em sua primeira versão, TRON foi precursor em diversos aspectos, tanto como primeiro CG movie, quanto como uma obra pré-cyberpunk. Muitos dos elementos básicos do cyberpunk encontram-se no primeiro filme, de maneira leve, como não poderia ser diferente em uma produção da Disney. A pitada cyberpunk de TRON pertence a seu universo virtual, um ciberespaço distópico, com direito à luta contra uma autoridade tirana e tudo. Se o primeiro filme vem antes do cyberpunk, o novo aparece depois da morte do gênero. Se o cyberpunk está morto? Nem duvide, pergunte ao Elfo.

Como subgênero da ficção científica, famoso nas mãos de William Gibson com seu aclamado Neuromancer, O cyberpunk tournou-se demodê. Ao menos no que se refere à literatura, ao cinema e á  música,  não parece mais haver espaço para aceitar as antigas premissas e principalmente a estética do velho cyberpunk. Muito do punk se perdeu, mas a filosofia básica, o ”do it yourself”, concretizou-se, tornando-se um dos conceitos mais básicos que rege a maneira como internautas de todo o planeta interagem com a rede virtual. A cultura cyber tornou-se cada vez mais presente em nossa sociedade. Nosso comportamento, estética, a maneira como nos relacionamos é fortemente influenciada pelo cyber, que adaptou-se e modernizou-se junto conosco. “Tron: Legacy” é uma obra  cyber. Tecnologia, design e música cyber para celebrar a modernidade.



Mas, o mundo do RPG possui uma reserva atemporal. E é ali que o cyberpunk continua vivo. Às vezes ele aparece com alguma

roupagem nova como em, Interface Zero, de Matt Conklin & Cia, que teve uma vesão para Savage Worlds publicado pela Gun Metal Games ainda nesse ano de 2010. Em outros momentos ele é o mesmo cyberpunk das origens como em,Remember Tomorrow, de Gregor Hutton, lançado pela  Box Ninja ainda em 2010. O velho Shadowrun completa 20 anos e ainda está por aí.

É bem verdade que no Brasil o destino do gênero cyberpunk anda relegado a planos secundários, mesmo no mundo do RPG. Mas, que outro gênero rpgístico, além da fantasia de DnD, não está?

Mas, se você arranha no inglês e aprecia o gênero, não deixe seus implantes enferrugarem, os RPGs cyberpunks continuam vivos, ou melhor, ativos, plugados, conectados…

 

 

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4 Comentários para “No RPG cyberpunk still alive”

  1. Heder diz:

    Esse tipo de assunto sempre me faz pensar… O QUE, exatamente, é preciso para um RPG Cyberpunk? O que poderia definir a atmosfera com o peso que ela foi definida nos anos 80? Esquecendo a idéia de “requentar” os clichês do gênero?

  2. 12aphael diz:

    Não concordo que o cyberpunk morreu, pelo contrário está mais vivo que nunca. Temos nada mais que ícones como GUNNM nas mãos de James Cameron que logo se tornará um filme, Cowboy Bebop já confirmado com Keanu Reeves no papel, falando em Keanu, o que falar da revolução que MAtrix trouxe nessa década que passou e o que dizer de Ghost in the Shell, Ergo Proxy, Equilibrium, As continuações de Exterminador do Futuro, Repo-men, Substitutos, e o mais novo, Tron: Legacy. E não vou nem mencionar nos jogos. O cyberpunk ñ é somente consolidado no punk nem tanto no cyber. E sim eventos padrões em um determinado cenário. Como um mundo apocalíptico, recursos escarssos, guerras, mudanças nas leis, o anti-herói. Tudo isso aliado ao futurismo, tecnologia, trilhas sonoras marcantes e um modo de contar história bem peculiar, algo novo porém auto-explicativo, como se fosse contar uma história dizendo ” Numa galáxia mt mt distante” e a partir daí o telespectador que se resolva, adote o que está vendo como uma realidade.

E você, o que pensa?