Ah se eu soubesse algo sobre game design…
Como já divulgamos antes, criamos um espaço em nosso blog para nossos exercícios criativos envolvendo o RPG. Trata-se do Pensoindie, onde pretendemos divulgar de maneira mais organizada os resultados de nossos esforços amadorísticos, empregados na criação de RPGs.
No Pensoindie meu projeto atual são as “Crônicas do Ultramar”, notadamente a primeira das crônicas, que resolvi chamar de “A quinta expedição”. Já deve está mais do que claro que não sou game designer. Nem mesmo sei direito o que é preciso para ser um. No entanto, posso compartilhar algumas observações sobre a experiência amadora de se criar um jogo. Ao menos sobre o início do desafio, já que o projeto continua em andamento.
Lendo alguns artigos sobre o assunto, ouvindo alguns podcasts, principalmente o masterplan, acabei me deparando com algumas afirmações feitas por John Wick. Mister Wick é autor de alguns jogos como “Legend of the five rings”, “House of the blooded “e “The shotgun diares”. A proposta dele era a de que você deveria responder quatro perguntas iniciais quando começasse a pensar em desenvolver um novo jogo. Eu mesmo já havia me deparado com essas questões de maneira intuitiva. O problema é que meu método empírico trouxe junto outras questões, que talvez não fossem tão interessantes para o momento inicial do desenvolvimento do jogo. Esse tipo de confusão, onde ideias e questões se amontoam, acabam criando um “ruído” que atrapalha um bocado o andamento das coisas.
Resolvi escrever sobre minha experiência à medida que eu mesmo fosse encontrando respostas para essas questões.
Vamos a primeira questão essencial para o criador de jogos (acho que nesse caso, tanto os amadores quanto os profissionais).
Ouvindo um dos episódios antigos do podcast português 

A blogosfera está terminando o seu giro em torno do d20 solar, o ano de 2010 esta chegando ao fim. Após um ano falando de RPG e coisas afins, percebo (e muitos leitores-pensadores também) que durante o ano o Pensotopia passou por uma série de mudanças quase-estáticas, num lento processo evolutivo. Como na evolução, nem todas as mudanças são boas, outras são tão ruins que são erradicadas completamente, deixando poucas evidencias fósseis.
Graças às curas divinas ministradas por Abimalek, Hagen se recuperou bem dos graves ferimentos provocados pelo urso. Após dois dias, já conseguia marchar sem ser um estorvo para os demais. Mais do que a dor das feridas, o âmago dele o torturava. Aquela experiência de quase-morte o deixou confuso sobre o próprio propósito. Ele olhou para si e sentiu um vazio crescer como uma planta parasita. Não ter um propósito era algo que ele carregava dentro de si desde que havia retornado ao mundo, mas permitir que aquilo o consumisso para ele era uma forma de fraqueza. Porém, o tal vazio criava raízes profundas na sua alma e era inevitável senti-lo. Hagen não sabia como cortar aquela planta, e por orgulho, resolveu ignorá-la, da mesma forma que ignorava as luxações pelo corpo. 
Harry Potter, no cinema, já está quase no fim. Só não terminou logo porque alguém teve a brilhante ideia de pegar os livros enormes e dividir em dois filmes. Poderiam até ter feito isto em alguns dos filmes anteriores e feito mais grana.