Quando eu mestro, procuro manter um certo nível de controle sobre o “realismo” da campanha. Pode parecer chato, mas alguns mestres controlam as flechas, as cargas dos itens, as moedas de ouro e outros detalhes da ficha dos jogadores. Com maior ou menor grau, creio que os mestres e jogadores acabam fazendo este tipo de controle.
Um dos fatores que demandam controle contábil é a parte de tesouros. Além de ser usados para compras de equipamentos, muitos jogadores acabam usando o tesouro para fazer alguns itens mágicos ou preparar rituais. Neste aspecto, os magos saem em grande desvantagem, pois precisam consumir mais recursos que os demais. Se tem um laboratório de poções, precisam de ingredientes e repor frascos quebrados. Se tiverem uma biblioteca, precisam de livros e tinta. Se querem fazer um objeto mágico, todo uma lista de ingredientes raros (e caros ) precisam ser obtidos.
No fim, o mago é um saco de onde o ouro escapa e os demais jogadores, como dragões, amontoam-se em suas pilhas de ouro. Mas se pensarmos um pouco, ser guerreiro também tem custo e isto pode refletir bastante na condução de sua sessão, se for uma campanha mais longa. Enquanto a varinha do mago, ou o cajado do clérigo perde cargas com o uso, as armas e armaduras ficam como novas, a despeito dos impactos que sofram. Continue reading
O carro com o dragone enjaulado chamou a atenção dos aldeões pelo tamanho impressionante daquele leão metálico. Dois leões da montanha vinham logo atrás puxados por Hagen e Valkíria vigiados de perto por Espuma. Thon assoviava uma canção para anunciar o feito glorioso deles, motado em Cereja conduzia o grupo para o casarão de Lorde Griffin.

Por que o Livro do Jogador tem tanta importância nos cenários? Apesar de ser um livro de regras, os manuais básicos de D&D (em qualquer edição) trazem as raças dos jogadores o que implicitamente impõe quais serão as raças importantes de qualquer cenário publicado no futuro para aquele sistema. Tal determinação acaba sendo uma restrição para os cenários construídos. Quem quiser criar uma ambientação é tentado a colocar um local para cada uma das raças existentes no LdJ no seu mundinho.
Uma das coisas mais legais para o jogador de RPG é ter um desenho do próprio personagem. Porém, como nem tudo é perfeito, para muitos, desenhar com qualidade superior a bonecos palitinhos é uma tarefa impossível.
Voltando a série, onde comento com pormenores os 6 valores de habilidades de D&D (