Ventos da Guerra: Capítulo 27

Ventos da Guerra: Capítulo 27

PRIMEIRO DIA


As principais vias entre os blocos eram iluminadas e também patrulhadas pela polícia do campus. A universidade possuía riquezas que poderiam interessar aos ladrões, por isso o policiamento era rígido. Os atrasados alunos não podiam usar as calçadas  e Abimalek os guiou pela penumbra evitando os olhares dos vigias.

O acólito fez sinal para que os demais parassem. Um soldado estava bloqueando caminho que seguiam, mas não percebeu a presença deles. Eles estavam precariamente escondidos, atrás de arbustos ornamentais, sem poderem avançar. Abimalek já não sabia para onde seguir, mas não quis dizer isso aos amigos para não peder a posição de comando. Ele sussurrou aos demais que eles deveriam retornar, porém um tilintar de armadura anunciou uma desagradável surpresa: outro guardava se aproximava – desta vez  pela retaguarda – carregando uma lanterna.

Eles esgueriavam-se pelos arbustos tentando permanecer ocultos. Valkíria colocou a mão no cabo da espada, mas Allis fez menção para que ela se acalmasse. A lua estava minguante e um grupo tão grande de pessoas seria notado caso o guarda se aproximasse um pouco mais. De repente, eles escutam uma pedrinha sendo atirada pelas costas deles. Eles se viraram e notaram uma silhueta que os chamava, havia um beco próximo que serviria de escapatória. O beco era estreito e invisível devido à escuridão, Abimalek acenou para o sombra,  que sumiu através da passagem oculta. Eles alcançaram o beco, antes que o guarda chegasse e atravessaram a passagem saíndo do outro lado do prédio. O sombra se indentificou:

- Eu sou Marcus, também sou aluno daqui. Vocês sabem que alunos não podem transitar durante a noite sem autorização. Por pouco vocês não foram pegos.

- Obrigado. Se não fosse você… – disse o clérigo.

- Eu disse para nós voltarmos cedo. – frisou Hagen.

- Me sigam, agora vamos ter que pegar uns atalhos. Façam silêncio. Há muitos guardas circulando por aqui.

O aluno vestia roupas negras e se camuflava na escuridão. Eles andaram por passarelas ermas, cruzaram prédios silenciosos e pequenos bosques. A viagem foi tensa, pois era possível escutar o tilintar das armaduras e fachos de luz cruzando a noite.

- Estamos próximos! Só precisamos nos esgueirar pelas paredes daquele prédio, acham que podem?

Os calouros estavam completamente desnorteados, mas sentiam que estavam perto das suas camas. Um a um foram correndo para debaixo de um sobrado de varandas superiores arejadas. Eles estavam de frente a um pátio e Marcus os alertou que deveriam atravessar até o outro lado. Por precaução o guia alertou:

- Estamos muito perto. Preciso verificar se algum guarda está por aqui. Eu vou na frente e dou o sinal para vocês.

Marcus correu uns dez passou e agachou abruptamente. Fez um gesto brusco para que ninguém se mexesse.

- Fiquem todos juntos. – avisou. Vou dar o sinal.

Eles se agruparam numa formação compacta aguardando o aviso do colega. Marcus então gritou:

- TROOOTE!!!

E mais do que rápido, das janelas do andar superior jorraram baldes de água e farinha. Abimalek, Aurora, Hagen, Ualfo, Allis e Valkíria estavam oficialmente “batizados”. Tanto Marcus, quantos os alunos veteranos caíram na risada e acenderam as luzes. Os calouros limpavam a melequeira feita pela brincadeira de mal-gosto, quando viram os guardas se aproximar do aluno veterano.

- Valeu rapazes, não teria conseguido sem vocês! – saudou.

Agora que estava mais claro,  ficou nítido que as armaduras dos guardas eram imitações baratas e os sons eram feitos com correntinhas de metal. Os vigias atentos que os surpreenderam a cada passo eram também alunos veteranos. Toalhas foram jogadas lá de cima pelos zombeteiros para que os calouros se secassem.

- Eles são guarda? – perguntou Valkíria.

- Não, não são! Eles são alunos como a gente! Que nos sacanearam! – Allis respondeu irado.

- Bom! Então esses eu posso matar. –  anunciou a guerreira desembainhando a espada.

Os veteranos enfim perceberam que aqueles não eram alunos comuns: eles portavam armas. A noção de perigo aflorou na pele deles, que não ficaram esperando a guerreira perdoá-los. Valkíria sabia que não poderia caçar os três de uma vez, ela escolheu o Marcus para sentir o gosto da espada. O rapaz corria muito, mas ela havia sido treinada pelo pai para fazer o mesmo. O pai dela, Simack dizia “Filha, todo guerreiro precisa aprender a correr, seja para chegar no tesouro primeiro, ou para fugir do monstro que protege o tesouro.  Mas você eu vou treiná-la para correr pra cima dos monstros!”

Valkíria via Marcus cada vez mais ao alcance. A espada cortava o ar cada vez mais próxima da pele do veterano. Os demais já tinha se espalhado e ninguém estava disposto a defendê-lo. O homem saltou numa moita e Valkíria desferia a espadada mortal. A planta foi cortada e ela percebeu que Marcus havia desaparecido. Ela não notara o buraco estreito para onde ele tinha saltado com precisão milimétrica e ficou por algum tempo cortando a planta. Valkíria sentiu um sono pesado se abatendo sobre ela. Virou-se para trás ainda com espada em punho, mas as pestanas pesadas impediram-na de ver os três homens que a cercaram: a polícia do campus.

Os policiais também chegaram na vila dos estudantes, os veteranos eram os primeiros a estarem nas camas, fingindo sono profundo quando eles chegaram. Os demais alunos, que vieram ver os novos calouros vítimas do trote, se recolheram quando viram a polícia chegar. A polícia conduziu os calouros para o alojamento dos novatos, fazendo vista grossa tanto para a aparente saída noturna deles, quanto para o trote sofrido. Valkíria não dormiu com eles naquela noite.

xxx

Thon tinha jornada diária completamente distinta da dos colegas. Ele passou a madrugadinha visitando o jardim, vendo a grama crescer e o orvalho se formar. Cantarolou com os passarinhos que despertavam com o alvorecer. Dançou com as brisas do vento, recluso, repetindo os passos que sonhou sua mãe fazer. Saiu dali, comeu até saciar-se, descansou em confortáveis poltronas contemplando a beleza das artes da sala de repouso. Mais tarde, apreciou os quadros de artistas de várias partes do império. Depois do almoço, leu alguns livros na biblioteca, conversou com alguns cortesãos mais idosos na sala de chá, ouviu uma estória sobre passagens secretas do palácio de um guarda. À tardinha,  escutou piadas de um criado que cuidava de suas roupas e compartilhou o jantar com halflings fofoqueiros no refeitório, sem que estes soubessem que ele era o príncipe imperial. A noite pôde conversar um pouco com o tio Barn, para saber das notícias do reino. Thon tinha ampla liberdade de ir e vir no palácio, mas havia um lugar que sem a permissão paterna não haveria sentido visitar: o estábulo dos pégasos.

Barn gostou de ouvir as histórias de Thon e o sobrinho mostrou uma coisa interessante que tinha encontrado na viagem. Quando venceram os besouros-bombardeiros nas florestas de Suiren ele removeu as glândulas de um inseto, enquanto os amigos se recuperavam dos ferimentos causados na batalha. O tio achou muito interessante, mas fingiu conhecer as criaturas. No manuseio, Barn sentiu na pela a extram acidez daqueles líquidos.  Thon guardou aqueles itens com muito cuidado, poderiam ser usados como armas no futuro.

Curioso em saber com estava o progresso do sobrino, Barn pediu para que demonstrasse suas habilidades com a espada curta. Thon orgulhosamente contou que a arma mágica que pertencia ao pai, possuía um encantamento que a tornava mais forte contra seres que mudavam de forma. Barn sabia que o irmão dele havia dado de presente aquela arma ao filho justo por achar aquela habilidade pouco útil na prática. Sem querer desiludir o pequenino, decidiu ensinar ao sobrinho um modo mais agressivo de luta.

xxx

A aula estava marcada para às oito horas em um pequeno anfiteatro do centro de filosofia. Um belo relógio solar apontava a hora exata,  Hagen fora pontual. A professora dele, ainda não tinha chegado.

Allis estava preocupado, sua irmã havia desaparecido durante a noite anterior e não tinha dormindo no alojamento. Ele mal comeu no refeitório, os outros não estavam preocupados, pois acreditavam que Valkíria iria aparecer logo. “Que mal poderia acontecer?” diziam. Enquanto os demais se apressavam para as aulas, o dracomago não tinha pressa e via o refeitório se esvaziar. Alunos cada vez mais apressados saiam e servos limpavam as mesas. Ele retornou ao alojamento, bem depois que todos haviam saído. Sua irmã estava por lá,  jogando a armadura e a espada no baú de pertences.

- Valkíria?! Onde você esteve? – perguntou ele com um misto de surpresa e espanto.

- Tomando banho!

- A noite toda?

- Tenho que ir pra aula. Tchau, Segundo.

- Espere…Você sumiu do nada ontem. E aparece assim hoje. O que aconteceu?

- Sei lá, dormi na grama. – respondeu tranqüila.

Allis achou  a irmã dele muito estranha e ficou no quarto. Hagen ainda esperava a professora chegar. Abimalek encontrou seu professor, Nym, ansioso para saber o que um elfo de Celine poderia oferecer. Abimalek chegou com a mente aberta, o professor não era um sacerdote, mas vinha de um respeitado centro de estudos do mundo e catalogara milhares de espécies diferentes. Nym preparava uma turma de observadores de campo que pesquisariam plantas ayorianas, negligenciadas pelos elfos devido o isolamento. O professor tinha a aparência juvenil dos elfos, mas crescia em majestade com sua vasta erudição, suplantando em larga margem as tradições recebidas pelos sacerdotes da fauna e da flora. Abimalek identificava as plantas pelo nome e pelos usos e sentia a energia delas. Nym as conhecia por: nome, apelidos, habitats naturais, sazonalidade, pragas, reprodução, cultivo, preparos e valor no mercado. O acólito humano sentiu que ter sido escolhido pelo elfo dourado não era acaso, foi obra da Deusa.

Enquanto Abimalek assistia às aulas, Ualfo estava em outra sala no mesmo centro. Alguns pesquisadores queriam entender melhor a estranha fisiologia fremlin. A criatura poderia regenerar prontamente golpes letais, mesmo com armas afiadas. As pontas perfuravam a pela da criatura e quando retiradas, nenhum ferimento visível era notado, como se a carne do monstro fosse feita de um fluído pastoso que reocupava o lugar assim que o corpo estranho saísse. O fremlin tinha excelente digestão, comendo insetos, vermes e vegetais em quantidade. Ualfo mostrou aos curiosos humanos que poderia guardar alguns objetos dentro de uma bolsa na sua barriga, além de regurgitar pequenos objetos engolidos, que ficavam em segurança dentro de um dos estômagos primários. Os eruditos que o examinavam deliberavam sobre exames mais aprofundados. Ualfo só então percebeu a enrascada em que se meteu.

Hagen esperava sereno a professora, quando viu a velha halfling chegando comendo uma maça. A fruta era enorme nas mãos da halfling, que parecia estar alheia ao compromisso com o novo aluno. Quando ele percebeu que ela o havia visto se posicionou no centro do pequeno anfiteatro. A professora guardou o restante da  maçã numa bolsa que trazia e perguntou:

- Que horas você chegou?

- Precisamente na hora marcada, senhora.

- Por quê?

- Porque foi o combinado.

- Nossa aula encerrou-se por hoje rapaz. Esteja amanhã aqui no mesmo horário.

Hagen ficou aturdido, mas não transpareceu. A professora pegou a maçã e voltou a se deliciar com o suculento fruto. O guerreiro, então decidiu passar o restante do dia desenvolvendo os movimentos da sua arte marcial, já próxima de atingir o grau máximo.

Valkíria encontrou seu mentor, Lionel, no ginásio. Os demais alunos do curso estavam pouco à vontade com o ambiente pouco acadêmico.

- Suas moscas mortas! Acharam que academia é apena para exercitar as mentes? Corpo e mente precisam andar juntos. Se  vocês querem ser pesquisadores de campo, estudar animais e monstros precisam estar fisicamente preparados. Quem não estiver apto fisicamente, saia imediatamente! Estudar animais é tarefa para aventureiros. Olhos abertos, ouvidos atentos e músculos fortes! Valkíria, você vai liderar o grupo de treinamento!!! – vociferou em tom marcial.

Os alunos ficaram tensos e dois deles desistiram. Lionel trouxe várias mochilas carregadas com pedras e deu para cada um deles.

- Quero cinco voltas em torno do campus, carregando as mochilas, pois não é possível um aventureiro sobreviver sem elas. Quem chegar aqui vai aprender a arrumar uma mochila de verdade. Estão esperando o que seus molengas? Corram, corram!!!

Aurora estava do outro lado do campus. Seu professor, o sacerdote Malus, não teria mais alunos no semestre, apenas ela e por isso marcou as aulas no próprio gabinete. Aurora ouviu no refeitório que a expressão “ninguém consegue terminar o curso com aquele professor”, com Malus tinha sentido literal. O índice de abandono beirava á totalidade e as fatalidades consumiam os alunos restantes.

A princesa yoriana tinha conhecimentos arcanos sobre necromancia e sabia muito bem o risco que correria quando desceu os degraus pegajosos que levaria à aula. A entrada em ébano era decorada com dizeres de boas-vindas: “Traga o seu pó para dentro”. A porta estava entreaberta e luzes etéreas de velas de libra criavam uma atmosfera tétrica. Decidida a não se intimidar, Aurora tomou a varinha mística em mãos e conjurou um globo de luz acima dela. A luz do globo, mais vibrante que a das velas, despachou as sombras para longe e trouxe clareza para uma sala, apinhada de livros velhos em mesas empoeiradas e esqueletos humanos montados em suportes.

Malus era visível agora, mas estava sentado em um banco, de costas para a ousada feiticeira que arruinara a “iluminação natural”. Ele estava sem o manto e tinha o corpo envolto em faixas pustulentas como uma múmia. Ele desenrolava as faixas e as jogava ao chão, revelando as chagas da lepra.

- Por que você não se cura destas feridas? – questionou Aurora, se aproximando dele.

- Porque eu preciso sentir o outro lado. Como se pode entender a morte senão passando pelas suas experiências. Ajude-me a tirar as faixas e sua aula começará mais depressa, menina.

Aurora, sem demonstrar medo, mais visível asco, ajudou a remover as bandagens e pele morta. O professor aproveitava o momento de comunhão entre ambos, para cantar louvores ao deus dele, Arden, Senhor da morte da pós-vida. Quando as faixas foram removidas, as feridas foram lentamente cicatrizando. Ela trouxe o manto dele e o cobriu. Coberto, o velho decrépito apontou o dedo torto para um banco, fazendo menção para que a aluna se sentasse.

- Você não está aqui pelo poder, eu sinto isso. Muitos magos procurar manipular os dons da morte, mas pelo seu rosto jovem e sem marcas do tempo, vejo que teu amargor é profundo na alma.

- Sim de fato. Minha avó morreu, você deve ter ouvido falar dela…

- Smirah, grã-sacerdotisa de Ellis, o signo do amor. A rainha de Yoria, escolhida pelo Deus-Bem para libertar o povo da tirania! - exclamou em tom teatral.

- Você conhece a história dela. Porém, ela se sacrificou para trazer a alma do meu pai que estava aprisionada, desobedecendo à vontade do Deus-Bem.

- Sim, não se pode servir dois deuses. Ela deveria saber disso. – ele riu com sarcasmo.

- Ela seguiu a divindade que estava no coração dela.

- A rainha esqueceu que Avalon é Deus do Bem e de JUSTIÇA. E um deus da justiça não deixaria impune os que o desobedecem.

- Minha avó era pessoa mais sábia que eu conheci. Por mais que o Deus Avalon acredite que ela o tenha traído, ela fez por um bem maior. Salvou a vida do filho. Meu pai havia perecido no cumprimento do dever. Ele lutou por nosso deus e mesmo assim caiu em desgraça. Ela não pôde admitir que ele sofresse por algo que não teve culpa.

- Não cabe a nós, julgar os deuses. Devemos escolher um para obedecer, pois um dia nós seremos julgados por nossas escolhas.

- É por isso que eu vim aqui Malus! Se minha avó conseguiu salvar a alma do meu pai,  eu poderei salvar a dela. E você é o sacerdote de um deus do além. Eu preciso obter o conhecimento para resgatá-la.

- Tarefa difícil. Porém eu gostei da sua ambição. Muito melhor que esperava de um mago ordinário. – disse com um sorriso frouxo. – Se você for bem lapidada poderá direcionar sua revolta para propósitos grandiosos. Vê aquelas placas? São as tábuas da morte, leia todas elas! Será sua tarefa nesta semana.

Aurora levou algumas placas. Mestres e aprendiz haviam se surpreendido um com o outro. Tanto para o bem, quanto  para o mal.

Allis chegou à sala de aulas para suas lições de idiomas. Não era um aluno solitário, mas poucos se interessavam por Al-motass, um língua de um povo muito distante. De todos, Allis estava menos motivado em ficar em Ayoria, o local onde começou a sua jornada, pois não sabia como estava a sua terra natal e o que seu irmão William estava aprontando por lá. O professor Urien tinha excelente oratória, mas Allis estava dispersivo.

O dracomago além de ignorar as aulas, também ignorava a relação que Urien teve com o sumiço da irmã gêmea dele na noite anterior.

Valkíria havia sido levada pelos policiais do campus, liderados por Urien com mão de ferro. Sonolenta, ela não percebeu onde tinha sido levada. Quando despertou, os capturadores estavam vestindo máscaras e mantos índigo, Urien lançou feroz ameaça contra a guerreira, firmemente presa.

- Você achou que poderia desestabilizar a ordem do campus com suas violentas barbáries? Não se pratica violência dentro destes muros! – sibilou segurando o queixo da indefesa guerreira.

- Eu vou matar vocês! – respondeu ela despertando do sono mágico.

- Não, você não vai. – disse soltando o rosto dela.

Uma vela foi posta na altura dos olhos de Valkíria, por um policial.

- Olhe atentamente para a luz bruxuleante da vela. – disse a voz. A chama é o seu ímpeto violento. Quando a flama se dissipar, sua hostilidade se esvairá com ela.

- Eu vou mat…ma…mmm- gaguejou a guerreira olhando pra a chama que prendia-lhe a atenção.

- Esta marca feita com a cera desta vela, vai penetrar sua fronte e fazê-la respeitar esta instituição. Dentro desses muros, você será mansa e renegará a violência. – disse conjurando um encanto.

- Renegar… violência…matar…não. – balbuciou a guerreira.

A regenerada aluna foi deixada no mesmo local onde tinha sido capturada, não lembrando de nada. 

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Uma resposta para “Ventos da Guerra: Capítulo 27”

  1. Joffison diz:

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    titio Malus, vou pertubar vc ainda.

E você, o que pensa?