Ventos da Guerra: Capítulo 26
UNIVERSIDADE
Thon finalmente repousava em sua confortável cama, após meses de viagens dormindo ao relento ou hospedado em espeluncas cheias de piolhos que teimavam em parar nos peludos pés. O filho do imperador teve um sono restaurador, mas sua mente ativa não o deixava repousar por tempo demais. O halfling era filho de uma dríade – a finada imperatriz Anna – e nascera abruptamente quando o carvalho encantado da sua mãe fora desintegrado. Das cinzas da árvore, só restara o jovem halfling, nascido rapaz.
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Seu pai fora o primeiro a encontrá-lo e dadas as semelhanças raciais e a beleza feérica logo percebera que aquele garoto era o esperado filho dele. O recém-nascido, vindo quase adulto ao mundo, despertara daquele sono num susto. E como por magia, sabia falar. Em sua rápida formação no interior do carvalho, o halfling fora absorvendo os conhecimentos captados pela mãe. Thon era fluente na língua local e nas distintas línguas raciais dos pais. Assim como Bred, Thon era um halfling mistiço, mas trazia de berço uma série de habilidades místicas naturias inatas. Uma incomum marca de sangue dríade, ser femino de rara beleza que não possuem macho na espécie e por isso se acasalam com outras raças.
Bred Storm já era um imperador experiente naquela altura dos acontecimentos, comandando um reino de humanos de passado glorioso e sangue azul. Quando ele e os companheiros mataram o déspota feiticeiro Robert Wildwind, que havia se alojado no poder e destronado o último Imperador humano – Owen Gadur – o pai de Thon enfrentou muitos obstáculos internos . Após anunciar a vitória contra o mago e reclamar a coroa num ato impulsivo, ele recebeu o apoio popular de uma plebe que já havia adquirido muitos direitos e liberdades com o imperador Gadur. Muitos nobres cansados da instabilidade apoiaram a subida de um halfling ao trono, já a nobreza conservadora, acuada, recuou. Depois de sua coroação, em 1990, Bred enfrentara uma grande revolta do Baronato do Norte, uma grande guerra contra o reino de Jandy, tais vitórias consolidaram seu poder e liderança. Na década seguinte, seus inimigos ocultos tramaram uma deportação sem retorno para outro plano de existência, fracassada mas, que levou Bred Storm ao seu maior problema: provar que tinha sangue real, tarefa impossível para um halfling. O desafio das tradições do Rex Sanguinus obrigara o pequeno monarca à provar sua realeza derramando sangue azul na frente do desafiante. O halfling conseguira provar sua realeza à custa de um desejo contido em um anel mágico que havia recebido na sua viagem de retorno. O imperador provara seu valor e com isto conquistou a confiança dos sacerdotes de Martaud, Deus do Poder e Liderança, cuja profecia vaticinava a chegada um novo líder que restauraria o reino, vencendo desafios insuperáveis.
O último golpe foi a morte da imperatriz. Um plano tramado e executado pelo Visconde do Império, título concedido ao nobre que substitui o imperador nas ausências deste. O visconde tentou matar o Imperador, que foi salvo pela esposa. A luta teve poucos participantes, porém foi cantada como o réquiem das cinzas do carvalho.
Bred sabia que aquele filho – seu herdeiro – poderia ser vítima de algum tipo de retaliação futura de algum inimigo oculto. Ao invés de cobri-lo de carinhos, ele decidiu preparar aquele garoto para seu um vencedor. Foram chamados os súditos mais leais: Lothar – o paladino Defensor Nobre – o tio de Thon, Barn Storm – chefe de assuntos militares estratégicos- e David Holly da Casa Belune – reitor da universidade ayoriana – um humano de outro universo (com história longa demais para ser resumida aqui). Thon fora entregue a aqueles mestres. Seus contatos com o pai eram apenas esporádicos, mas a ligação entre os dois era profunda.
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Ainda na cama, Thon recordou que fazia um ano exato desde que Hagen retornara para Aexis, pousando justamente em Ayoria. Quando o guerreiro supremo celestial surgiu, Thon aprimorava suas habilidades ja fazia um ano. Aventurar-se com Hagen e os demais, o fez perceber que seu treino valeu a pena, mas não fora o bastante. Thon sentia que precisava aprender muito mais, porém também tinha direito de descansar e dormiu até mais tarde, para se recuperar-se da festa em sua homenagem que recebeu no dia anterior.
Os amigos tentaram esconder a estupefação com a chegada triunfal do filho do imperador na capital. Em Vitória foi organizado um desfile pomposo que conduziu o halfling ilustre e o grupo de amigos ao castelo imperial. As avenidas principais, repletas de arvoredos, revelaram uma cidade de arquitetura imponente e estátuas antigas. Enquanto na Cidade do Lago, em Yoria, as estátuas e bustos retratavam sábios, em Vitória, elas imortalizavam os imperadores. Contudo, era o palácio a jóia da coroa, nenhuma construção do mundo impressionava mais pelo luxo, ostentação, nobreza e beleza. E sobre o palácio, como que ancorada por fio invisível em uma das altas torres, uma nuvem cintilava prateada no céu.
Após o banquete lisonjeiro, Thon e os amigos se separaram. O halfling partiu para o merecido descanso e para os outros, planos tinham sido traçados. David Holly anunciou aos demais, que eles receberam bolsas de estudos na universidade da qual era reitor. O desejo do Imperador era de uma maior unificação entre os futuros líderes das nações aliadas. David era cerca de uma década mais velho que a maioria deles e velho conhecido do Ualfo, visto que o monstrinho andava a tiracolo com o arquimago e mestre-de-armas Tímonten. O reitor não tinha uma compleição imponente, apesar da armadura prateada que usava mais para fins cerimoniais, mas passava uma aura de confiança e honestidade que cativava as pessoas, sendo um importante aliado político do imperador, o verdadeiro mestre em costurar alianças.
O programa seria composto de uma semana de passeios para conhecer a instituição, da qual David fora o idealizador, e em seguida um semestre de estudos em matérias adequadas ao perfil dos novos estudantes. Com exceção de Thon, os outros foram apresentados às recém concluídas instalações da mais nova universidade do continente, que acumulava conhecimentos, reunia raridades e potencial humano há onze anos. Um prédio imponente foi construído em volta da antiga biblioteca imperial, tornada o núcleo do complexo educacional. O Magnífico Reitor Holly fez questão de apresentar aos novos estudantes as instalações do campus, voltado para as Artes e as Ciências da Vida e em paralelamente ao estudo do Misticismo, da Filosofia Natural e das Ciências Humanas. A universidade imperial ayoriana possuía: um museu de história natural, zoológicos, jardim botânico, galerias de artes, arena de esportes, laboratórios e anfiteatros. Durante o período de apresentação, eles se hospedaram na própria instituição, em ala reservada aos visitantes.
Ao final daquela semana de “reconhecimento” os novos estudantes foram conduzidos a um imponente auditório, onde seriam apresentados aos seus novos orientadores. David Holly sondara com maestria cada um deles durante aquela semana de passeios e apresentara as ordens do imperador para que os docentes deliberassem quais seriam os professores mais indicados a atender às necessidades de cada um dos novos alunos. O conselho docente indicou os nomes de alguns de seus membros para formar a banca de mestres. Os futuros alunos, devido a importância de cada um, poderiam vetar qualquer imposição, logo caberia aos mestres saber influenciar cada um deles para que isto não ocorresse. O reitor fez as apresentações de praxe e pediu que cada um dos mestres se apresentasse e se pusesse à escolha de um dos alunos. O primeiro professor se levantou e pediu a palavra ao reitor, que concedeu para este fizesse sua introdução:
- Eu sou Cavaleiro Urien, membro dos Defensores Nobres, Ordem de Cavaleiros que servem ao Imperador de Ayoria. Na Universidade eu ensino idiomas dos povos vizinhos do nosso império. O jovem dracomago Simack Allis II possuiu um arcabouço de conhecimentos únicos e não é interessante desvirtuá-lo da sua ideologia. Um caçador de dragões é um viajante por natureza, portanto é importante conhecer a língua de povos diferentes. O jovem jandita sabe falar nossa língua, mas não conhece a língua dos povos do deserto, que são fronteiriços ao sul do grande reino de Jandy. Eu me disponho a te ensinar Al-Motass. a língua das areias . Tu desejas aprendê-la? – falou usando um tom firme que impôs autoridade, mas sem demonstrar qualquer hostilidade.
- Sim. – respondeu Allis, completando o formalismo da cerimônia.
O Professor-cavaleiro retornou ao seu lugar, dando vez a o único elfo da mesa. O professor élfico fora convidado por David Holly para compartilhar conhecimentos de Celine. O elfo também estavam ansiosos em realizar estudos sobre o território ayoriano, já que os elfos estavam impedidos de entrarem nesse reino, em razão de um impasse diplomático de séculos , resolvido somente há poucos anos.
- Eu sou Nym Alean Alinar, elfo dourado e Professor de botânica tradicional, psicologia vegetal e fitoterapia. Ofereço os meus humildes serviços ao acólito de Arina, Abimalek Lafer. Em geral, os sacerdotes da Deusa da Fauna e Flora ignoram a beleza da criação da própria deusa, não compreendendo por completo como age e inteligência divina. O jovem acólito deseja aprender com os elfos mais uma vez? – disse fazendo referência ao contato que Abimalek teve com os altos-elfos, líderes do culto de Arina no feudo onde ele viveu.
- Claro! Eu quero! – disse empolgado desprezando o fato de saber que David Holly, tinha informado àquele professor do seu relacionamento com os altos-elfos em Jandy, pois David já tinha conhecido Abimalek quando este era mais jovem.
O elfo se recolheu dando lugar a o mais alto e robusto dos professores. O maduro homem possuía barba e cabelos loiros presos formando uma trança, revelando uma aparência que destoava dos demais. Tomando a posição central, ficando diante dos alunos ele sorriu de canto de boca:
- Muitos pensam que uma universidade se compõe apenas de teoria. Eu penso além, a teoria só se completa com a prática. Eu venho do noroeste de Ayoria e nestes tempos de guerra, nada melhor que conhecer bem o inimigo. É nas florestas e nos desertos onde se escondem os monstros e sabemos que eles são superiores a nós humanos. – e fez uma longa pausa. - Isto é uma informação teórica! Na prática eles têm que nos vencer! Por isso estou aqui na Universidade, para compartilhar minha habilidade de ver um ponto fraco no inimigo e transformar isto em uma fraqueza letal. Nós temos um vasto laboratório de estudo de muitos monstros e minha meta é treinar novos guerreiros para não sucumbirem ante os subterfúgios básicos e táticas rotineiras de ataques de monstros. Meu ensino tem foco prático: caçar monstros, infligir o maior dano possível à criatura oponente e trazer sua carcaça para estudo e desenvolvimento de melhores armamentos. Eu Lionel, da Casa dos Griffin de Serra Antiga, escolho Valkíria Drackmore Allis como minha aluna.
- Vou matar monstro? – perguntou ela ainda confusa com esta entrada no mundo acadêmico.
Lionel afirmou categoricamente. E ela comemorou deixando claro o consentimento.
Dentre a banca, uma professora menorzinha, quase não se via. Uma senhora halfling estava esperando o retorno do colega docente para que pudusse descer de seu banco e fazer a apresentação dela. Ualfo, Hagen e Aurora ainda restavam e a ansiedade deles poderia ser notada com clareza: Ualfo inquieto, Hagen, impávido e Aurora, em outro mundo.
- Eu sou Lila, a filósofa. Na minha cátedra oriento os alunos a conhecer mais sobre si e desenvolverem seus potencias segundo linhas éticas e morais de pensamento. O estudo da filosofia remete a um profundo autoconhecimento, isto os levará a maior jornada das suas vidas e poderá transmutá-los completamente. Será uma jornada a qual não os conduzirei, apenas indicarei um caminho a seguir. Hagen, você aceita o meu desafio?
- Sim, senhora. Eu aceito. – deu a palavra o guerreiro supremo.
A halfling retorna enquanto o reitor convoca o último professor. Um velho decrépito, vestindo uma túnica de lã preta desgastada e com as mãos e rosto partes enfaixados com linho. Debilitado, o professor fez um gesto para que Aurora viesse adiante. E com uma voz pigarrenta se anunciou:
- Eu sou Malus, antigo sumo-sacerdote do templo de Arden, o Deus da Morte e do Além… Eu vim aqui para compartilhar os segredos da podridão para os que tiverem coragem de olhar nos olhos pavorosos da morte. Tu queres andar em ambientes imundos, lidar com cadáveres infectos, manipular ossadas amigas e fazer tremer os espíritos dos ignorantes? Aurora – Princesa de Yoria – tu estás disposta a mergulhar no lodo das artes necromânticas e dominar as habilidades obscuras da tua alma, mesmo sabendo que isto pode carcomer tua carne, estilhaçar teus nervos, esfarelar tua vontade e apodrecer seu coração?
A princesa foi paralisada por um pavor irracional, mas movida por um motivo oculto, respondeu em voz baixa e trêmula:
- Estou sim. – disse visivelmente assustada.
- Gostei muito de sua resposta. – disse o professor, que caiu em uma gargalhada insana, revelando uma boca vazia com dentes solitários.
Após o riso macabro, o reitor pode encerrar a cerimônia, mas quando estava prestes a finalizar o processo, Ualfo se manifestou:
- E eu David? Quem é o meu professor?
- Bem, Ualfo…
- Não é aquela velha feia que tá ali não, não é?
- Aquela senhorita é Papéria, a nossa chefe da biblioteca. Qualquer aluno ou professor poderá entrar em contato com ela se quiser algum livro ou pergaminho. Eu já ia informar vocês desta parte.
- E o meu professor?
- Olha Ualfo…como é que eu posso dizer…Não há professor para você.
- Como não? Todo mundo ganhou um!
- É que a nossa universidade não ensina… monstros?
- O quê!? Isto é preconceito! Eu sou mago, preciso estudar também.
- Ualfo, são as normas, nós aceitamos apenas humanos, meio-elfos, elfos, anões, halflings e gnomos.
- Até gnomo!!! Gnomo é quase tipo um monstro caramba! Pô, David, tem que ter um jeito de me botarem aqui. Eu não tenho onde ficar em Ayoria, Thon me enxotou, meu chefia tá na guerra. Tô sozinho no mundo. – falou melodramático.
- Humm…eu não posso violar o regulamento, mas há uma maneira de fazê-lo ficar aqui.
- Você é o cara! Qual é?
- Só se você aceitar participar de alguns experimentos acadêmicos. Dou a minha palavra que eles não vão machucar você.
- Já não gostei disso. –resmungou baixinho.- Tá, eu topo!
Depois de encerrada a cerimônia, reaverem seus equipamentos, os novos alunos escapam daquele ambiente por umas horas. Eles se separaram para comprar suprimentos e andar pela região mais nobre da capital. Valkíria não precisou ir longe, o que ela deseja estava bem próximo dos portões universitários: um lugar para comer. Ela queria comer carne de javali. Como não sabia ler, foi se orientando pelos desenhos das placas. Quando viu um desenho que parecia um javali, em um lugar que parecia uma taverna, ela entrou. Sentou em uma mesa no meio da pequena taverna e pediu:
- Eu querer javali.
O dono da espelunca tentou argumentar que o animal não fazia parte do cardápio, mas a guerreira insistiu. Foi do lado de fora, arrancou a placa de madeira como se fosse um botão de uma rosas e jogou sobre a mesa onde estava sentada. Ela apontou o dedo para a figura e disse:
- Javali. – e com a outra mão mostrou um punhado de moedas de ouro.
- Ahh! Javali… - disse o atemorizado homem.
Parte dos fregueses saiu dali, alguns sem pagar. Outros tentaram se aproximar cautelosamente daquela guerreira de armadura pesada. O dono do lugar se esgueirou ruidosamente, chutando tamboretes e correu para o quintal e matou um porco. Como só os mais arruaceiros e valentões ficaram na taverna – agora chamada de taverna do Javali – Valkíria logo se entrosou e nem viu o tempo passar. Surgiu em pouco tempo um assado de “filhote de javali” e a guerreira alegre, pagou bebida para todos.
Os vagabundos embarcaram na mentira do javali e comeram e beberam tirando sarro da cara do pobre taverneiro que tentava ao máximo ludibriar a guerreira de espada na bainha. O fregueses cantavam, faziam algazarra e pediam mais javali. Allis, assim que retornou das compras, procurou a irmã nas proximidades e viu o que era feito ali. Valkíria não gostou da presença do intrometido, que tranqüilizou o taverneiro e logo foi atrás dos demais temendo que a irmã se metesse em confusão.
Quando Allis reuniu os restantes e os levou para a taverna, a cantoria já se ouvia de longe e pessoas já estavam caídas pelo lado de fora, na rua. Carne era assada em grelhas e o cheiro de gordura se alastrava atraindo mais servos que viviam naquela região da cidade, a despeito da hora, próxima ao anoitecer. Como as ruas daquela área eram quase todas iluminadas por uma tênue luz mágica, não seria problema para os “comensais” retornarem para seus lares mais tarde.Valkíria viu Allis chegando novamente e trazendo os outros e comentou com os “amigos”.
- Meu irmão Segundo, o cagüeta.
O grupo aproveitou então para jantar ali mesmo, mas a presença de mais homens armados e porte altivo intimidou os plebeus, que foram embora. Hagen lembrou que apesar da luz já era tarde e eles teriam que dormir na universidade. Como estavam próximos, ficaram jogando conversa fora. Saciados, rumaram até o portão de entrada, mas já estava fechado.
-Eu sabia! Não deveríamos ter ficado naquela taverna! – protestou Hagen.
- Javali gostoso! – disse a guerreira.
- Vocês que tão do lado de fora! Eu já to dentro! – frisou Ualfo, após passar pelas grades, afastadas demais para barrar um ser tão pequeno.
- Precisamos procurar outra entrada. – sugeriu o dracomago.
O clérigo, usando suas técnicas de chaveiro, abriu o cadeado que cerrava o portão sem que os demais notassem. Empurrando o portão, ele despistou :
- O cadeado estava só encostado! Agora vamos entrar. Lembrem-se que se alguém nos achar, vamos tomar uma advertência.
- Isso vai ser bonito para nossa cara! – exclamou Aurora enquanto colocava as mãos no rosto.
- Deixem comigo, eu conheço outro caminho para os alojamentos. – Abimalek os tranqüilizou.
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Fiz uma pequena correção no nome da bibliotecária.
Estou no aguardo do proximo artigo da coluna: Monstros Malignos.
Uma ideia excelente!