Ventos da Guerra: Capítulo 26

UNIVERSIDADE

Thon finalmente repousava em sua confortável cama, após meses de viagens dormindo ao relento ou hospedado em espeluncas cheias de piolhos que teimavam em parar nos peludos pés. O filho do imperador teve um sono restaurador, mas sua mente ativa não o deixava repousar por tempo demais. O halfling era filho de uma dríade – a finada imperatriz Anna – e nascera abruptamente quando o carvalho encantado da sua mãe fora desintegrado. Das cinzas da árvore, só restara o jovem halfling, nascido rapaz.

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Seu pai fora o primeiro a encontrá-lo e dadas as semelhanças raciais e a beleza feérica logo percebera que aquele garoto era o esperado filho dele. O recém-nascido, vindo quase adulto ao mundo, despertara daquele sono num susto. E como por magia, sabia falar. Em sua rápida formação no interior do carvalho,  o halfling fora absorvendo os conhecimentos captados pela mãe. Thon era fluente na língua local e nas distintas línguas raciais dos pais. Assim como Bred, Thon era um halfling mistiço, mas trazia de berço uma série de habilidades místicas naturias inatas. Uma incomum marca de sangue dríade, ser femino de rara beleza que não possuem macho na espécie e por isso se acasalam com outras raças. Continue reading

Resgatando a Espada

Esqueça tudo que você sabe sobre espadas, provavelmente você não sabe de nada.

Reclaming the Blade é um documentário que revela não só a espada, mas também as artes marcias esquecidas da Europa Medieval, a importância do cinema na preservação do mito envolta da arma e o trabalho de vários grupos para fazer a as artes dos guerreiros renascerem.

Este é o trailler sem legendas:

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Ventos da Guerra: Capítulo 25

CONDENADOS

Aurora saiu satisfeita com as respostas da jovem garota, que assustada confessou os detalhes que faltavam. Como o julgamento dos  sapateiros seria apenas na manhã seguinte, ela teve tempo de se encontrar com os demais e reunir as informações colhidas. Allis estava achando tudo muito engraçado, todo aquele trabalho para um caso que ele já sabia qual a seria solução, mas preferiu esperar ver como os yorianos engenhosamente resolveriam.

Os sete estavam perfilados na praça central, onde se realizou o julgamento público. O velho juiz era famoso por condenações rápidas. O magistrado acreditava que as rápidas penalidades infligiam um grave dano aos marginais da sociedade. Um orador leu o resumo da contenda que se passaria ali e chamou Claudius. O mercador de tecidos – relatou o ocorrido com ele no dia em que foi atacado pelos sapateiros. A população ouviu com atenção o relato do corajoso comerciante retornando de uma venda bem-sucedida em terras estrangeiras e se espantou com a descrição da armadilha traiçoeira que derrubou dele a carruagem. O povo se indignou quando soube que o coitado foi arrancado de dentro do coche e levado a um casebre distante e ficou estarrecido com o espancamento de um inocente indefeso. Nenhum yoriano toleraria novamente a opressão. Continue reading

Monstros Malignos:Trolls agindo como trolls

Um dos desafios que os mestres de D&D possuem em criar histórias interessantes é fazer que os monstros tenham comportamentos particulares. Você olha para seu gato e para seu cachorro ( mesmo que você não tenha, já deve ter visto um desses na vida) e consegue identificar padrões gerais de comportamento. Um cachorro se ralando nas suas pernas quando quer alguma coisa ou um gato pulando em você, fazendo festa, não são comportamentos que se possam esperar desses animais.

Então, qual a diferença entre os monstros? Hobgolins, orcs, ilithids, kobolds (e tantos outros) são malvados. O jogo disse, acabou, não tem esta frescura de relativizar o comportamente pelo ponto de vista.  Eles são maus!!! Doa a quem doer (assunto para um outro post). Todavia,  se você perguntar para qualquer um a diferença entre um hobgoblins, um troglodita e um orc, dificilmente alguém vai saber te responder algo diferente de pvs, dvs, xp, CA e outras estatísticas do jogo. Onde está o monstro?

O que pretendo é dar aos monstros identidade, detalhando habitat e socieade, me baseando nas características da criatura para  “temperar” um poouco as coisas.  No processo espero inspirar outros mestres a fazerem o mesmo. Afinal, os troll do meu mundo, não precisam ser iguais aos do seu. Porém,  os troll do norte  e do sul do seu jogo não precisam ser iguais. Você pode incluir variações regionais se não estiver à vontade  com as mudanças que sugerirei. Continue reading

Sobre a Arte de Jogar – Parte I

A idéia de escrever sobre a arte de jogar partiu de uma pequena brincadeira que o grupo do qual faço parte realiza desde 2004, uma espécie de Oscar dos jogadores, e que terá sua 4ª edição agora no fim de 2010, espero. Este evento é um misto de farra e crítica construtiva que nos faz repensar sobre a forma de jogar RPG. Entretanto, o que será descrito aqui, de forma alguma, pretende estabelecer a forma correta ou a melhor de se jogar RPG. Mostrarei apenas um pouco do nosso pensamento e uma forma de jogo que funciona para nós, mas uma forma que está em eterna transformação.

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Ventos da Guerra: Capítulo 24

MENTIRAS

Abimalek girou o chicote no ar abrindo um pouco de espaço entre os homens armados que o cercavam. Os agressores não se intimidaram, mas recuaram um pouco, dando-lhe espaço suficiente para correr para a parede da casa, saltar, pegar impulso nas pedras e se reposicionar entre o grupo que tinha ido cercá-lo e os demais que guardavam o refém. O salteador que segurava a madeira em brasa golpeou o clérigo, que esquivou-se. Abimalek havia tirado o foco do torturador da vítima e atraído para si como planejou. Outros três homens cercaram o clérigo e passaram a atacá-lo, o sacerdote revidava com o chicote, enquanto pensava em uma  nova estratégia. Continue reading

Urubu verde-amarelo 2

Vejam só como as coisas são por lá…

Recepção das seleções hermanas nos países de origem:

Paraguai

Paraguaios recebem medalha do presidente

Chile

Depois de perderem de 3x0, chilenos são recebidos com festa em Santiago

Argentina

20.000 Argentinos exaltam a seleção do país, depois de levarem de 4

e a nossa receptividade aos nossos jogadores…

Brasil

Seleção recebe apoio pífio, chegando escoltada pela polícia.

Vá lá que fizemos besteira, mas quem não sabe perder não merece vencer.

Agora voltaremos a nossa programação normal do blog.

Ventos da Guerra: Capítulo 23

FESTA DE DESPEDIDA

Durante uma semana os arautos anunciaram a grande festa, foi decretado feriado e os órgãos públicos ficariam fechados. A festa seria realizada no pátio do castelo real, que teria os portões abertos durante toda a noite. Pavilhões foram erguidos e bandeirolas e faixas fixadas na cidade, que logo se contaminou com o clima festivo.  Os convidados ilustres da festa passaram o dia provando roupas e relaxando. Valkíria recebeu sua roupa leonina, que havia encomendado com o alfaite Ernanys e estava muito feliz.

O povo se fez presente como há muito não se via, naquela festa que começou ao entardecer, numa época incerta como aquela, onde muitos estavam sendo chamados para compor o exército. O povo passava a valorizar mais a presença dos entes queridos, amigos e compatriotas em tempos difíceis. Muitos populares traziam sua própria comida e bebida para juntar aos pratos preparados pelos cozinheiros do rei Argel, contundo faziam isso mais por hábito local do que por necessidade. Continue reading