Dunga é um anão

Para quem tinha dúvidas se Dunga é um anão ou halfling careca, aqui vai a resposta.

1º) O senso de moda é baseado na CA

Corselete de couro acolchoado, manto de proteção +1, calças de couro batido.

2º)Ele pragueja e xinga o tempo todo

É nossa porra! Para as montanhas!!!

3º ) Gosta de ficar isolado do mundo

Ala do hotel reservada à Seleção Brasileira

4º ) Devagar e sempre

Para quem só anda 6m por rodada chegar nas quartas de final está melhor do que o esperado.

5º ) Não tem medo de Gigantes

O olho que tudo vê e a boca que nem tudo fala

Ventos da Guerra: Capítulo 22

MODA SUSPEITA

Allis e Valkíria andavam pelas vielas de Miliciana até o Bairro da Fumaça, local onde os fornos da cidade se concentravam. Padeiros, oleiros e ferreiros viviam naquela região juntamente com seus familiares. Eles seguiram a pé pela via do ferro, uma importante rota da cidade, de grande trânsito de carroças. A estrada serpenteou por entre casas e prédios e os levou até a cidade baixa, já próxima à serra onde ficavam as minas de ferro.

Allis perguntou se alguém sabia onde morava Allis, o ferreiro, pai de Simack. O dracomago sabia que seu pai fora grande salvador yoriano, antes de se casar com a mãe deles e se tornar lorde em Jandy. Os homens mais velhos lembravam-se das comemorações para o guerreiro herói que resgatara a princesa Áurea do Castelo Vermelho, há cerca de 28 anos,  e que nascera  se criara naquele bairro pobre da capital. O jovem jandita percebeu, que entre os mais moços, o nome do pai dele,  já não era tão vivo e grandioso. Muitos homens jovens haviam lutado nas guerras entre Ayoria e Jandy, como aliados dos ayorianos, e sabiam que o antigo herói Simack tinha mudado de lado. Simack Allis II sabia que o pai sempre fora uma pessoa muito ambígua nas alianças que fazia. Em algumas de suas estórias Simack estava com Argel Punhos de Prata, noutras com Agamenon – Imortal – ou ainda, com Ramalid Ben Kazar – a Pérola Negra do Deserto. Simack Allis I enfrentou o arquimago Richard Manto Negro, foi corrompido por um demônio, despertou a Árvore da Vida de Argos, fez um pacto com a Deusa Arina, maculou as lágrimas de Íris em Tantra, entre tantos feitos notáveis. Por conta desta extensa carreira, Simack II sabia que era quase impossível fazer o pai se orgulhar dele, já que não se sentia capaz de superá-lo em glórias. Continue reading

Ensaio sobre a cegueira

A perda da visão é um dos problemas mais incômodos para os personagens,  digo incômodo porque nos jogos de Fantasia é mais fácil curar problemas da visão do que atravessar uma ponte.  Mas e quando o clérigo não está lá nos para acudir?

Além das penalidades, óbvias, de ataque e dano, um personagem cego também não consegue se locomover direito se tornando um estorvo para o grupo, que se for formado de amigos leais, irão ajudá-lo.

No mundo real, você pode ser cego em um acidente que fira seus olhos ou por doenças que degenerem os tecidos oculares ou ainda por problemas relacionados à velhice. Mas nos RPG, não, você pode ser cego por magia, e cada uma terá os seus sabores. Continue reading

Ventos da Guerra: Capítulo 21

ASSUNTO DE FAMÍLIA

Hagen dava voltas, já impaciente. Havia chegado em Miliciana há tempos e nada dos demais companheiros. O guerreiro resolveu ir ao encontro do seu avô, o rei Argel, o único familiar que se encontrava na cidade. O pai dele liderava um batalhão no norte. Genitor seria o termo mais adequado, já que Hagen nunca conhecera realmente o pai. O único diálogo paterno que eles tiveram foi no confronto de vida e morte no qual a Espada de Avalon – a relíquia destruída – foi restaurada. Naquele dia, as palavras daquele homem alado com asas cristalinas não fizeram o menor sentido. Ele falou de amor, mas de um amor que ele não compreendia: amor paterno. Com o avô, ele teve mais contato, soube que Argel o procurara enquanto treinara nos Sete Céus. Foi o rei-avô que o aconselhou a julgar melhor as ações do paladino Argon de Lentis. Talvez ele o entendesse.

O jovem ruivo acordou cedo e foi visitar o monarca. Lembrou que fazia cerca de dez anos que não sabia o que era uma família. De sua mãe, Carolina, ele guardava poucas lembranças. Quando pequeno, aos oito anos, fora do tirado dos braços maternos pelos três homens a quem ele futuramente chamaria de mestres. O treinamento fora intenso e Hagen se lembrou dos perigos que passara, os pavores que sentira o impedira de chorar de saudade. Hagen aprimorou o corpo, a mente e o espírito em três anos, ainda criança.  Durante a jornada, ele percorrera a estrada para o poder, um caminho cheio de dor que apenas em sofrimento levá-lo-ia aos portões dos Sete Céus. Perdido nas próprias memórias, deu-se por conta que estava quase em frente à porta do quarto do avô. Ele bateu à porta, despertando o rei de sono profundo. Continue reading

Urubu verde-amarelo

A Copa do Mundo de Futebol já começou e o Brasil já vai entrar em campo. Neste momento de mais de 190 milhões de brasileiros se preparam para fazer o que mais gostam: torcer contra o BRASIL.

Nós somos assim, temos raiva dos argentinos porque eles são nossa antítese. Como pode um povo torcer pelo próprio país daquela maneira? Mesmo quando estão por baixo, eles não vaiam o próprio escrete. Que imbecis são os nossos hermanos. Para o brasileiro,  não basta o time ser bom, ele tem que ser o que ele quer. Se não for, não presta, mesmo tendo uma escalação dos sonhos para qualquer treinador.  Porém, o técnico da Seleção Canarinho não é um treinador qualquer: ele é um burro. Continue reading

Lajedos & Lagartos: pré-produção

Os RPG mainstream são os responsáveis pela manutenção da blogosfera do RPG. Sem D&D e suas continuações, muitos sites especializado sequer existiriam. A influência dos grandes jogos pode ser observada na própria escolha de nome  de vários grandes blogs (.20,  Paragons,  Gurps Nation, entre outros). Mais raros são os blogs que conseguem se dedicar unicamente aos top sellers sem, eventualmente,  citar os RPG que correm por fora.

Sem preocupações em agradar o maior número de pessoas ao mesmo tempo, os sistemas independentes correm por fora levando a interpretação e a diversão por lugares onde ninguém já mais esteve. A lista de ideias malucas é vasta, e em geral um RPG indie trata de um ideia bem específica, embora a aplicação desta ideia leve a um tema amplo.  Resumindo, se os americanos e europeu podem, por que não nós?

Como nasce um cabra da peste? Continue reading

Ventos da Guerra: Capítulo 20

FORÇA LEONINA

Como ninguém estava indo com ele, Ualfo voou para Élfica sozinho. Queria se mostrar útil para o mestre dele, que sempre confiava ao monstrinho a tarefa de observar os reticentes empregados. Hagen iria para a Cidade do Lago, ao sul. Os outros iriam para Miliciana, à oeste, só ele iria para o norte do reino, já próximo das colinas yorianas.

Havia um entroncamento que ele deveria tomar na Aldeia do Mercado – chamada simplesmente Mercado -  voltar para o lar dele em segurança. Yoria era um reino abençoado pelo deus do bem – Avalon – que transformou o lugar em paraíso de tranqüilidade, porém isto não impedia que os instintos naturais das criaturas que lá viviam, ainda deixassem viagens longas incertas. Por isso, mesmo podendo voar, o fremlin optou por continuar em vias seguras, do que cortar caminho pelas planícies.

Ualfo escutou um grito o chamando. Eram seus companheiros que iam lhe alcançando.  Eles estavam surpresos quando viram o monstrinho voando esbaforido e zombaram dele pela pressa  que não o levou a lugar algum. Hagen, correndo, a muito passara por ele e não vira o colega, cochilando dentro de uma moita. Achando gozada a situação, os amigos decidiram que era muito melhor acompanharem o peludo monstrinho até Élfica. Aurora, que já levava Thon na garupa de Mu, não fez questão de dar a mão para ele, que se acomodou facilmente em cima do caprino. Continue reading