O MESTRE QUE NÃO ESTAVA LÁ
Thon acordou abalado com a imagem macabra que vira na noite anterior. Apesar de ter se irritado com o homem que o fez dançar, a ponto de desejar retaliação, ver aquela cabeça decapitada em uma bandeja não era algo que gostaria que tivesse ocorrido. Ter sido responsável por uma morte banal, fez com que ele sentisse remorso e impotência. Agora ele compreendia porque Hagen sempre desejou sigilo na jornada.
Eles estavam de volta na cabana onde foram recebidos e todos, bem cedo, já empacotavam os equipamentos nas mochilas e verificavam as armas para ver se nada faltava, cada flecha foi contada, cada adaga foi conferida. Thon procurava esconder um pequeno problema com o seu equipamento, sua armadura élfica, recém recebida, possuía uma falha. Não que os elfos tivessem a fabricado de maneira errada, o problema surgiu quando ele enfrentou a erynie, ainda em Deshnok. As chamas que ela evocou foram mais graves do que todos pensavam e o mithril da armadura, que tinha protegido Thon de uma morte imediata pagou o preço pela ousadia de reter o calor das chamas infernais. A princípio, Thon não tinha percebido a falha, mas com o passar das semanas, aquela deformidade foi ficando cada vez mais perceptível para ele, a ponto de ter que evitar combates diretos. Thon esperava chegar a sua terra natal para que pudesse encontrar ferreiros que pudessem consertar o estrago. Continue reading →