Para as mulheres
Hoje, 8 de março é a data que se comemora as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres assim como se reflete sobre as discriminações e a violência a que muitas mulheres ainda estão sujeitas em todo o mundo. Faço uma pequena homenagem para todas as mulheres, lembrando que o RPG também é um lugar onde elas ainda não ocuparam o próprio espaço, compondo uma evidente minoria. Afinal por que é raríssima a presença de mulheres nos grupos e mais, por que é ínfimo ou mesmo inexistente um grupo de meninas.
Para mostrar as garotas que não só de heróis vive o mundo, faço uma pequena referência a algumas grandes heroínas da história.

Artemísia lidera a batalha de Salamis
Artemísia da Cária
Artemísia foi líder de uma esquadra persa, no tempo do rei Xerxes. Ela atacou a liga naval ateniense. Os barcos dela foram vencidos pela poderosa frota. Artemísia porém conseguiu passar pelo cerco naval ateniense e enganando todos os gregos e se juntando ao Grande Rei ilesa. Os gregos chegaram a oferecer uma grande recompensa pela cabeça dela, pois não aceitavam a ideia de serem humilhados, com um ataque liderado por uma mulher.
A ironia é que eram os persas que aceitavam esta igualdade entre os sexos e não os ocidentais.
Boadiceia
Foi uma rainha celta que liderou os icenos e outras tribos da atual Inglaterra, contra os romanos no século I, quando estes não respeitaram os tratados entre o povo dela, após a morte do esposo. O historiador Dião Cássio disse sobre ela:
Boadiceia na sua carruagem de batalha
“Boadicéia era alta, terrível de olhar e abençoada com uma voz poderosa. Uma cascata de cabelos vermelhos alcançava seus joelhos; usava um colar dourado composto de ornamentos, uma veste multi-colorida e sobre esta um casaco grosso preso por um broche. Carregava uma lança comprida para assustar todos os que deitassem-lhe os olhos.”
Ela travou várias batalhas que incomodaram o exército romano, que organizou uma expedição para vencê-la. O local da derrota dela é desconhecido, mas a influência das vitórias são lembradas até hoje pelos ingleses a ponto de inspirar a própria rainha Vitória e se tornar um símbolo cultural da Grã-Bretanha.
Rainha Ginga

Rainha Ginga, usando um servo como assento para ficar na altura do líder portugues.
Nzinga Mbandi Ngola é nome de uma indomável e inteligente soberana de Matamba e Angola, no século XVII. Reuniu e liderou vários povos africanos na luta contra os portugueses, sem nunca ter sido capturada, sendo conhecida pela sua coragem e astúcia.
Enviada a Luanda pelo seu meio irmão e rei Ngola Mbandi, para negociar com os portugueses, foi recebida pelo governador geral e pediu a devolução de territórios em troca da sua conversão política ao cristianismo, recebendo o nome de D. Anna de Sousa. Depois os portugueses não respeitaram o tratado de paz, e criaram uma situação de desordem no reino de Ngola. A enérgica guerreira, diante da gravidade da situação e da hesitação de seu irmão manda envenená-lo, tomando o poder e o comando da resistência à ocupação das terras de Ngola e Matamba. Não conseguindo a paz com os portugueses em troca de seu reconhecimento como rainha de Matamba, renegou a fé católica, aliou-se aos guerreiros jagas de Oeste e fundou o modelo de resistência e de guerra que constituía o quilombo. Com sua política ardilosa, conseguiu formar uma poderosa coligação com os estados da Matamba, Ndongo, Congo, Kassanje, Dembos e Kissama, e comandou a resistência à ocupação colonial e ao tráfico de escravos no seu reino por cerca de quarenta anos, usando táticas de guerrilhas e de ataques aos fortes coloniais portugueses, incluindo pagamentos com escravos e trocas de reféns.
Sua resistência à ocupação dos portugueses do território angolano e o conseqüente tráfico de escravos, tem sido motivo de intensos estudos para a compreensão de seu momento histórico, caracterizado por sua habilidade política e espírito de liderança desta rainha africana na defesa de sua nação.
Há muitas outras mulheres famosas, que a história nos deixou, vencendo desafios muito maiores que o dos homens. O que prova que os esteriótipos que temos das mulheres são completamente falsos.
Este ano é comemorado o centenario da criação do Dia da Mulher.
Em minha cidade o momento é considerado tão importante que houve feriado facultado para alguns orgãos.
Temos uma secretaria inteira só para lidar de assuntos relacionados a mulher. É verdadeiro que a cada ano mais espaço é dado a mulher, e que regras sociais antigas caducaram ainda na decada de 90 (mulher só trabalhar em casa, mulher ser ruim no trafego, mulher não ter capacidade de luta entre outras situações…)
No RPG, os homens são maioria, mas as meninas estão ai para fazer a diferença! Qualidade sobre quantidade! Belissimo! ^^
Agora, poderiamos citar alguns exemplos de mulheres fortes e guerreiras em nosso próprio país! Desafio os nossos visitantes a lembrarem de algumas figuras históricas brasileiras! ^^
Será que conseguiremos?
Abraços enormes a todos e a todas!
Belos exemplos! Vou até mandar para minhas colegas de pedagogia!