
Lotus Light Side.
Nem sempre o material oficial de algum jogo de rpg nos é agradável. E por muitas vezes, para jogadores e narradores pouco flexíveis o que é publicado oficialmente é canônico, sagrado e imutável. Grande sacrilégio, desgraça e maldição ocorrem para o pobre indivíduo que não segue as linhas auspiciosas do livro oficial. Por sorte, estou jogando em um grupo de rpg que me permite criar e otimizar aspectos que considero “sem graça como um chuchu”. Em linhas gerais, um amigo meu me convidou para jogar D&D 4ed, e como adoro culturas exóticas e diferentes resolvi criar algo temático oriental. Os panteões disponíveis nos livros bebem oficialmente de mitologias européias, e esta tríade que apresento a todos vem de lendas e mitos chineses. Espero que apreciem de coração e que todos possam viver tempos interessantes em 2010.
Trecho da carta ao conde Vollare, escrita pelo famoso viajante Volo na Rota da Seda, possivelmente no ano da grande viagem…
“… esta terra tem costumes interessantes, veja bem os costumes religiosos da região dos portos de Kowloon relacionados aos deuses do clima e corpos celestes.
SHENLONG é o deus das chuvas, ventos e tempestades. Bem quisto pelo povo de Kowloon – nove dragões – sua chegada aos céus traz a água tão importante para os campos, da onde os humildes agricultores tiram da terra seu sustento. Sua benevolência é suplicada pelos marinheiros que esperam uma viagem tranqüila e um retorno seguro para o seu lar.Seu aspecto ascendente traz a bem vinda chuva, seu aspecto descendente cessa a tempestade e sinaliza no céu claro e azul o arco íris. Este é sua outra face, o dragão de duas cabeças, o grande dragão celeste iridescente HONG. Sempre está em busca incessante por TIENLONG, a dama da noite e mistérios. Apesar de trazer o término das tempestades, o povo de Kowloon considera a presença de Hong um sinal de atenção dos céus, um aviso deImperador de jadeperigo ou prenúncio de dificuldades. Isto causa estranheza aos ocidentais que consideram o aparecimento do arco-íris algo benéfico. Mesmo que em tempos modernos os jovens observem com graça e deleite o arco-íris ao longe, os mais velhos e tradicionais da vila sempre lembram de seus temores de infância onde o mero apontar de dedos ao arco colorido nos céus era sinal de desrespeito aos grandes filhos do Pai Celestial – O imperador de Jade.
e tinha uma voz trovejante e o outro que amava as montanhas, tinha um intelecto aguçado e grande perícia.
Um dia depois de um intenso combate pararam em uma vila que ao mesmo tempo situava-se à margem de um rio e também ficava ao sopé das grandes montanhas sagradas. Lá conheceram uma jovem chamada Tianlong e ambos se enamoram aos olhos misteriosos, negros e enevoados que a garota possuía. Ela negava os avanços de ambos. O que se iniciou como um breve jogo de conquista, se tornou obsessão e logo os irmãos competiam e discutiam entre si. Por pouco não deflagraram seus poderes, o que seria uma desgraça para o equilíbrio – o Tao universal - se O Imperador não descesse das montanhas sagradas, repreendesse seus filhos e os mandasse de volta para os céus tão juntos um do outro que pareciam um só. Tão próximos que agora só poderiam viver um por vez. A jovem, segundo a lenda virou uma cobra, uma névoa, um rio ou apenas a escuridão da noite, a estória se torna imprecisa. A certeza é de que até hoje ela se esquiva dos jovens filhos do imperador de jade.
Outra lenda diz que eram irmãos que brigavam o tempo todo, um forte marinheiro e um exímio artesão e que sossegavam em sua briga apenas em casa ao ouvir as estórias e mistérios de sua irmã.
Ah, quem conte que os dois deuses viviam em guerra e um encontrão desastrado em uma luta sobre a montanha sagrada fez com que dessem um nó em seus próprios corpos e de tão teimosos até hoje vivem juntos como um dragão de duas cabeças. Assim se contam as estórias, assim se passa de pai para filho, que jamais devemos apontar para o arco íris, evitando assim de lembrar os irmãos de seu infortúnio desgraçado.
E sobre a representação dos mistérios e da escuridão da alma feminina. Assim, dizem os sábios de Indranampur, em seu maior profeta Vindra Parvati: “… pois a essência do dragão também é a essência feminina. Conexão dos poderes misteriosos da chuva fertilizante, e por extensão os rios, lagos e os aspectos sombrios da natureza são vistos em ambas as mulheres e dragões”. A tradição Mahayana fala das quatro famílias de Nagas: “Nāgas Celestes”, que guardam o palácio celeste e o carregam para não cair; ‘Nāgas Divinas” que beneficiam a humanidade fazendo as nuvens subirem e as chuvas caírem; “Nāgas terretres” que drenam os rios, removendo obstruções e abrindo canais; e por ultimo as “Nāgas que dormem e estão escondidas”, guardando os tesouros dos reis da roda do mundo – Cakravarti-rājas – e abençoando a humanidade.
O grupo é considerado como um panteão único para a região de Kowloon, muitos sacerdotes e guerreiros sagrados cultuam o panteão como um
todo podendo dedicar se a qualquer um dos aspectos da tríade bem como o culto ao Imperador de Jade. Dentre os grupos destacam-se os Senhores do amanhecer e os Mais Augustos Sábios do Lótus Branco.”
Nota do historiador: Aqui acaba o trecho do diário, o resto está ininteligível. Mas creio que a equipe de restauradores de Rastaff, o Mago deve fazer um bom trabalho pelo ouro que pago…
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Bem, a titulo de informação para quem curte o material do Divine Power de D&D 4ED seguem os dominios sugeridos:
ShenLong tem como domínios MAR e TEMPESTADE (Sea/Storm).
Hong tem como domínios SOL e EXCELÊNCIA (Sun/Skill).
Tianlong tem como domínios Lua e Arcano. (Moon/Arcana)
Em próximo artigo comentarei sobre Kowloon, a cidade dos nove dragões, e suas vizinhanças as montanhas sagradas.
Criticas, sugestões, meia-lua-pra-frente-soco?





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