
Times up!
Olá pessoal, de volta ao batente. As férias foram bastante produtivas e muito agradáveis para mim. Não gosto de fazer a linha stand-up comedy, de reclamar de tudo na vida – até do que está bom – como é comum ao gênero, mas como diz o adágio: quando a esmola é grande até o santo desconfia.Vamos ao evento…
Encontro aleatório
Conversando com minha amiga Deborah (que por sinal faz excelentes esculturas), em João Pessoa, comentei que tinha comprado uns DVDs e o pedido veio errado, coisa e tal, e ao invés dela se solidarizar comigo (como faria um conhecido amistoso) ou mangar da minha cara (como faria um amigo fulera) ela me saiu com esta:
- Sinal que você tem muito dinheiro para ficar gastando com DVD!!!
Normalmente uma pessoa desequilibrada emocionalmente romperia os laços de amizade prontamente, rogaria juras de maldição sobre a infeliz e falaria mal dessa criatura, cor ares de lamúria, por todos os cantos. Paciência… Eu engoli seco e deixei para lá. Mas a coisa não termina por aí.
Ontem dei uma passada nas Lojas Americanas, em Campina Grande e achei a versão de diretor de Blade Runner ali dando bobeira. Por reflexo, peguei-a. Eis a surpresa, R$ 12,90, um bom preço para um disco original. Dou uma olhada em volta e vejo muita gente comprando outros discos. Olho em volta e vejo que havia muitos discos neste preço, na verdade a grande maioria estava neste preço, inclusive as animações da Pixar (com exceção de Up!). Um ou outro filme, custava 19,90. O que teria acontecido para uma súbita queda de preços assim não ser anunciada por uma faixa de queima de estoque?
Foi bom enquanto durou...
Medo da pirataria? Certamente não. A indústria nunca se importou efetivamente com este mal, relegando aos sempre lenientes governos a política de combate à pirataria. Só há uma explicação plausível, o DVD é um morto-vivo. Mataram ele este ano no Brasil. Maldita obsolência programada!!! Nem vale tanto a pena investir torrar R$ 250 em aparelho que faça upscaling, pois corre-se o risco de se estar comprando um novo video-cassete de 6 cabeças (que popularizou-se quando os tocadores de dvds estavam chegando para ficar).
Creio que este ano será o suspiro desta mídia, vão tentar vender o mais rápido possível estes disquinhos de 4,7G, pois os de 50Gigas estão esperando, ansiosos por novos consumidores. E para os colegas que não estão nem aí, pois possuem velozes conexões de banda larga, onde podem baixar todo o conteúdo “gratuitamente”, não me admiraria ser gerada uma pressão em cima dos provedores de internet para que ofereçam máxima velocidade, mas mínima capacidade de downloads (ou estagnação).
O que é mais engraçado é que em setembro/09 escrevi algo falando sobre os aparelhos de bluray , que naquela época custavam 1000 reias, e hoje já se encotra modelos por R$700,00. Alguém duvida que daqui para o meio do ano custem menos de 500?

Comentários (26) »
O PS3 é o melhor custo x benefício entre os tocadores de blue-ray. Você paga mil reais e uns quebrados em um tocador top de linha e leva um vídeo-game de ponta de como brinde. Melhor impossível.
Quanto a morte da mídia, não decretaria para este ano, mas apostaria que o dvd não passará de 2012. Para ser sincero, não ligo muito. Vou aproveitar os preços e comprar meu filmes originais. A melhor coisa das mídias ópticas é a retrocompatibilidade, então o lance é aproveitar os preços e reforçar a coleção.
O DVD está longe de morrer. Mesmo nos Estados Unidos, a maior parte dos filmes para Home Vídeo ainda é em DVD, em ampla maioria. Aqui, nem se fala. Mas as tecnologias novas substituem as anteriores com velocidades cada vez maiores. Eu acho que sua previsão para 2012 é uma boa data para a transição da maioria dos consumidores de DVD para o disquinho azul.
Eu tenho uma coleção imensa de DVDs, e já comecei minha coleção de Blu-Rays. Assim como o Luiz comentou, uso um PS3 para ver os filmes.
Eu acho que a maior evolução que houve do VHS para o DVD foi a do áudio. O vídeo de um VHS (bem feito e armazenado) era bastante comparável ao DVD na época do lançamento, mas o som tinha uma melhora absurda. A evolução agora definitivamente é no vídeo, e é absurda.
@Daniel Anand, O dvd não demora a morrer não. A indústria dá uma sobrevida a ele igual fizeram ao VHS. Logo, do dia para a noite, fecham a fábrica de DVDs.
Eu sou um prejudicado pela pirataria de DVDs aqui em Natal, onde mais se fechou loja no estado (174! temos 10 lojas abertas aqui na capital), e realmente temos uma notória visão que tanto o governo quanto as distribuidoras está mandando se f@#$% quem trabalha com isso. O Blu-ray é uma grande promessa, mas ainda longe do público consumidor real aqui no Brasil, pois querendo ou não, mesmo você tendo que comprar um tocador que já chega aqui no país a R$ 650, para usufruir da potência total, temos que ter uma TV de alta resolução (R$ 2000 no minimo), e um equipamento de som decente (home-theater R$ 400,00 ou mais), e o brasileiro gosta de investir em diversão rápida e barata, senão não teríamos tantos pirateiros circulando na rua, não?
Sou colecionador de DVDs, e vou demorar e muito ainda para trocar o meu DVD por Blu-ray…
@FenrirX,
Eu só acredito que a tendência venha com uma redução de preços de televisores também, uma coisa puxará a outra.
@Luiz RGF,
O DVD se tornará um morto-vivo em pouco tempo.
@Luiz RGF,
Vale lembrar que o PS3 não toca DVDs do Brasil
@Daniel Anand, concordo. Mesmo o VHS demorou muito a morrer (e olha que nem morreu ainda na maior parte dos mercados fora dos EUA), e como tu disse até o mercado mais mainstream ainda usa amplamente o DVD.
O que me deixa pê da vida é que uma das maravilhas que se ouvia quando o VHS foi trocado pelo DVD era a durabilidade. Porém, o que se tem na prática são leitores e mídias tão vagabundas que é comum eu pegar um DVD novo e meu aparelho (que não é um xing ling) não ler, ou então pegar um dvd com poucos anos e ele estar sem condições de rodar (e olha que tomo sempre o maior cuidado com minhas mídias originais). Em compensação, tem VHS aqui em casa que é capaz de rodar bem ainda, se tivéssemos o aparelho. Além de tudo isso, a tão prometida durabilidade não deve resistir à obsolescência programada. E ainda tem o fato de que nem todo filme migra de uma mídia para outra. Tem uma pá de filme que não chegou a sair em DVD e morreu no VHS. Essas coisas me deixam triste.
@Maíra, é, mas agora a tendência é tudo digitalizar. Blu-Ray vai ser a última mídia, IMHO, ganhando alguma sobrevida com o home 3D. Até lá já teremos banda o suficiente para ser tudo streaming, e durabilidade não será mais um problema. E, claro, tudo vira serviço e não bem de consumo.
@Maurício Linhares, O PS3 americano não, mas o mexicano sim!
E, com alguma sorte, o PS3 entra em produção aqui no Brasil até 2012…
@Maíra, Ainda acho os hds a mídia mais durável. Sinceramente, acho mais negócio armazenar trocentos filmes em um HD de backup do que depender dos disquinhos que se autodestróem em um ano.
@cochise, Até um HD dar pau, né? Rs. O negócio é ter tudo duplicado rs. Ou online, como bem lembrou o Anand.
@Maíra,
E quem disse que a nuvem é 100% segura?
A tendência é de armazenar dados vire um serviço num futuro não tão distante, como flw o Anand.
@Maíra, Povo, Eu sei que está um pouco fora de contexto, mas não esqueçam como são essas ondas. Logo começa a ficar tudo tão na nuvem que voltam todos a armazenar localmente para não serem tão bisbilhotados. As pessoas ainda prezam pelo anonimato.
O melhor é saber que o próprio Blu Ray é uma tecnologia morto vivo…. ela tb já nasceu morta… pq ja existem tecnologias melhores d earmazenamento…
E eu ahco q até o meio do ano, segundo uns vendedores amigos meus os aparelhos de blu ray seram vendidos até por 300 reais….
@Pablo,
Sempre existe uma tecnologia melhor, a questão é que ela não vai ser utilizada simplesmente porque todos os outros fornecedores agora vão trabalhar com blu-ray. O único lugar onde isso não vai acontecer é na China, que pretende já tem o seu próprio formato e pretende utilizar ele internamente pra fugir das royalties do blu-ray.
@Maurício Linhares, Se isto não for só blefe para economizar alguns cents de royalities por aparelho, vamos ter BD+R, BD-R…
@Danielfo,
Não acredito que o formato consiga atingir outros países, mas tudo continua uma incógnita até agora.
Mais sobre o formato – http://en.wikipedia.org/wiki/China_Blue_High-definition_Disc
@Maurício Linhares, Não pode-se esquecer o tamanho do mercado chinês. Se der certo lá, dará certo no resto do mundo.
@Thiago,
Não é do interesse dos detentores das royalties do blu-ray que o formato chinês saia da china.
@Thiago, e tampouco era que os HiPhones saíssem de lá, mas no entanto saíram e vendem de monte por aí. Se as produtoras não fizerem no formato deles para fora da china, eles mesmos piratearão.
@Thiago,
Você acha mesmo que os HiPhones competem com smartphones de verdade da Apple, Nokia e os outros fornecedores de verdade?
O público desses aparelhos é outro.
@Thiago, claro que competem.
Aqui no brasil o preço desses aparelhos é uma fortuna. Fora daqui o negócio é diferente.
O povo aqui no brasil (em sua maioria) que compra smartphones (o iphone em especial) compra para aparecer-se aos outros. Quanto mais parecido com o original mais concorre.
Mas ainda no caso do formato “Chi-HD”, se venderem os discos a R$ 3,00 cada, ficará como acontece hoje com os DVDs piratas. E ainda é capaz na china de lançarem aparelhos que lêem DVD/BRD e os deles.
@Danielfo,
Lembra a muuuuuito tempo num antigo blog, que tinha como introdução algo do gênero: “Quanto tempo dura 1bit?”
Pode ser até de graça o aparelho. Se a mídia continuar custando R$ 60,00, 80,00 ou 100,00 reais (como tenho visto em alguns sites) o blu-ray não vai pegar.