Ventos da Guerra: Capítulo 5

A Armadura do Halfling

As terras ancestrais dos elfos são fronteiriças a Yoria. Apesar da proximidade,  o reino élfico é desconhecido pela grande maioria dos vizinhos do norte. Os antigos yorianos não eram vistos com bons olhos há poucas décadas atrás e a richa entre Ayoria era ainda mais severa. Mesmo a aliança entre os reinos não fez desaparecer o rancor, os elfos demorariam para esquecer a desavença de séculos e séculos. Contudo, o “bom povo” seria o menor dos problemas, toda uma hoste de seres encantados vivem na região e possuíam motivações independentes. Continue reading

Fantasia revisitada

Há alguns dias atrás publiquei o artigo, “O seu jogo é Medieval?” para fazer uma pequena reflexão de quanto nosso joguinho de RPG cotidiano foge completamente das aulas do ensino médio.  Tudo ocorreu super bem até que o Ambrosia deu sua contribuição sobre o tema, com um artigo solidamente argumentado, intitulado  “Olhares & Observações: Periodização no RPG“, que vale a pena ser lido.

Indo além da discussão inicial fomentada por mim e aprofundada pelo colega Felipe Velloso, chegamos a um ponto mais crucial para o rpgista do que a própria classificação do que seria Medieval. Quais as bordas da Fantasia?

Antes de cair em outra armadilha epistemológica, é melhor restringir o que se quer alcançar:  Fantasia é tudo aquilo que não corresponde  à realidade,  mas que é fruto da imaginação(Aurélio). Quando jogamos  temos a existência de magia, monstros, mistérios  e forças além da compreensão mortal. A época é irrelevante para a Fantasia em si, HE-MAN é fantasia mesmo tendo tecnologia futurista. Isso gerou uma profusão tão vasta de possibilidades que acabamos por classificá-las em sub-gêneros. Fantasia Medieval é apenas um sub-gênero de algo mais amplo e prolífico. Continue reading

Detalhando Atributos: Força

Ele tem a Força

Ele tem a Força

Reinicio a série de artigos que revê com mais profundidade os atributos de D&D. Após falar sobre Carisma, Constituição e Destreza, pela ordem, irei falar sobre Força. A priori, não haveria muito o que se falar do assunto, pois é mais objetivo que o Carisma, por se tratar de um atributo explícito. A Força influencia nas chances do personagem atacar, no dano que ele provoca em ataques físicos e também nas proezas que exigem menos sutileza e mais ação. Chute a porta e prossiga.

Em todos os sistemas a Força modifica o valor do dano, mas em Dungeons & Dragons ela altera também as chances de acertar um oponente. Isso não é um unanimidade no RPG, vide GURPS por exemplo. Há uma suposição de que o personagem forte tem mais firmeza nas mãos e consegue manejar melhor as armas, brandi-las com eficácia é sinal de que o ataque sairá melhor, independente do PJ ter boa mira. A diferença seria apenas descritiva, como podemos ver abaixo : Continue reading

Seu jogo é medieval?

Muitas vezes, por hábito, costumamos dizer que jogamos Fantasia Medieval, quando nos referimos ao estilo do famoso D&D.  Mais correto seria fazer como Gurps, que trata o seu módulo apenas por Fantasy, pois é um gênero que envolve magia e monstros mitológicos genéricos.

Como na prática, o estilo do seu grupo que vai acabar definindo se suas aventuras são realmente medievais, mais do que apenas o sistema, segue abaixo um roteiro para identificar que tipo de sub-gênero é o seu.

Compare também com as ambientações existentes no mercado. Continue reading

Alien(ado)s

Levem-me ao seu líder

Levem-me ao seu líder

Há algum tempo tive uma conversa na Comic House, em João Pessoa, sobre o filme Sinais, do diretor M. Night Shyamalan. Eu achei o filme horrível, mas o colega Renato Félix, como bom cinéfilo que é,  elencou as virtudes da película. Para meu espanto, disse que não tinha nada a ver com filme de alienígenas. Da conversa sobrou uma frase primorosa que fulminaria(?) meus argumentos pró-aliens: “Nós superestimamos os alienígenas.”

Preocupado com a ordem do Universo, fui pesquisar alguns clássicos do Cinema recente para ver se a afirmação procedia e fiquei espantado com alguns resultados. Continue reading

Ventos da Guerra: Capítulo 4

A Saída da Taverna

ventdguerra Thon, os gêmeos Valkíria e Allis e Abimalek saem de Vitória para o reino vizinho, rumo a capital deste, Miliciana. Lá os jovens esperariam encontrar os demais integrantes, aos quais foram forçadamente obrigados a se juntar. Não houve comitiva para a cidade vizinha, eles andaram anônimos, da melhor forma possível para um grupo com uma mulher de armadura completa. Para eles não foi dada nenhuma montaria, nem mesmo ao príncipe halfling, cujo pai possui  dois pégasos. A motivação do imperador era que os jovens tinham que trilhar um caminho duro e se recebessem muitas coisas, lhes seria prejudicada a virtude. Continue reading

Mandando Bahamut dar um passeio…

Lotus Light Side.

Lotus Light Side.

Nem sempre o material oficial de algum jogo de rpg nos é agradável. E por muitas vezes, para jogadores e narradores pouco flexíveis o que é publicado oficialmente é canônico, sagrado e imutável. Grande sacrilégio, desgraça e maldição ocorrem para o pobre indivíduo que não segue as linhas auspiciosas do livro oficial. Por sorte, estou jogando em um grupo de rpg que me permite criar e otimizar aspectos que considero “sem graça como um chuchu”. Em linhas gerais, um amigo meu me convidou para jogar D&D 4ed, e como adoro culturas exóticas e diferentes resolvi criar algo temático oriental. Os panteões disponíveis nos livros bebem oficialmente de mitologias européias, e esta tríade que apresento a todos vem de lendas e mitos chineses. Espero que apreciem de coração e que todos possam viver tempos interessantes em 2010.

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A torre: um drama real

O sol está ainda longe do poente e  ilumina bem a torre vermelha de quatro andares, no alto da colina da velha catedral. Dois ladinos chegam oportunamente na hora menos guarnecida. Um tesouro se localiza em uma daquelas salas. Os ladinos percebem que as portas de ferro são instransponíveis e o portal para o calabouço da torre está lacrado. Não há sinal de que alguém os espreite das muitas edificações silenciosas em volta deles.

Os jovens observam o alvo,  ocultando-se aos dos vigilantes ocultos da torre vermelha. Movem-se dissumulados,  sem chamar atenção dos  olhares que poderiam estar nas contruções vizinhas.  Aqueles olhos, mesmo sem vínculo com a chamativa construção principal, poderiam arriscar o objetivo dos ladinos se achassem que a aproximação deles lhes fosse  hostil.

O acesso direto é impossível, mas há um modo de entrar: uma placa rígida se projeta na parede de uma construção vizinha. Os ladinos não perdem tempo, sobem na placa, e com um pouco de esforço, escalam a parede íngrime com a ajuda da borda de uma janela e atingem a sacada. Continue reading

Magic – CPL 2010

1Olá Pessoal.
Vai rolar a partir do próximo sábado, dia 16/01, a primeira etapa do o Circuito Paraibano de Magic na categoria Legacy (CPL para encurtar).

Este circuito vai ter etapas mensais premiadas em dinheiro e, ao final do ano, uma premiação em cartas “top” para os vencedores do torneio de encerramento e também para o vencedor do ranking estadual independente organizado entre os participantes.

Como João Pessoa fica a apenas 1:30h de Recife e pouco mais de 2:00h de Natal, os amigos destes estados são especialmente convidados a participar do circuito (inclusive integrando o ranking estadual).

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