Tempo de União
Após algumas semanas de jornada pelo reino, Hagen tinha visitado as cidades que formam Yoria: Miliciana, a capital; Cidade do Lago, a mais desenvolvida; Élfica, uma colônia de elfos dissidentes; Mercado, a aldeia de trocas; Passagens, a aldeia mais próxima do reino de Ayoria e Lentis, vila do leste. Durante o período que ele viajava, a princesa Aurora concluía os estudos no Liceu da Cidade de Lago, instituição mantida pela Igreja de Gyo, Deus da Paz e Prosperidade e pelo regente local, o Barão Valdeck Great Lake. A instituição é usada como centro de capacitação pelos Paladinos das Asas de Cristal na formação dos seus quadros de diplomatas e mensageiros. A princesa Aurora terminava seus estudos em línguas modernas e obscuras. A moça compreendia muito bem as principais línguas dos povos vizinhos e os dialetos dos semi-humanos mais próximos.
Aurora sabia que Hagen estava no reino e já havia tomado conhecimento do porque das andanças do novato. O próprio meio-irmão tomou a iniciativa de se encontrar com ela, mas o contato inicial entre os dois foi similar ao entre dois estranhos naquele momento. Os maiores heróis do reino acabavam de viajar e o meio-irmão estava seguindo à risca as ordens do novo mentor, Argon. Já ela, tinha uma vida familiar agitada, Ártemis, a mãe, fora ausente durante muitos anos, sendo ela mais apegada a avó, Smirah, que partira para local incerto na pós-vida. Os clérigos que conhecia não lhe davam satisfatória explicação. As boas lembranças que mãe e filha tiveram juntas eram dos treinos de magia, a qual achava muito natural. Apesar de possuir um pré-disposição ao uso da mágica, Aurora não se valia dos poderes para alcançar os objetivos, preferia viver como uma pessoa normal… com unhas de rubi.
Eram meados de outono quando receberam a notícia da morte de Djalma, o arcebispo da Rosa Dourada. O arquidiocese da Cidade do Lago informou aos fiéis que sua eminência seria velado e sepultado no mosteiro que ele ajudou a construir e transformar em grande templo. A morte final do generoso santo homem tornou a cidade fúnebre. Enquanto a maior parte dos cidadãos apenas sabiam dos rumores sobre as circunstâncias do falecimento, mediante os fiéis do majestoso templo do alto da colina, as margens do Grande Lago; a princesa conhecia todos os protagonistas daquela histórias e todas as conseqüências daquele ato. Dentre todos os amigos de longa data do falecido, Simack, Argon, Karem e Bred, foi o elfo Tímonten que mais chorou a morte do amigo. O elfo jurou aos ventos que se vingaria e não contente passou a contatar todas as pessoas e grupos que ele conhecia para que fossem atrás do assassino, Fei Kazu, o ranger. A morte do clérigo também afetou o caso do exótico julgamento da Rainha dos Dragões, Silver Star, que não teria mais um patrono para defendê-la na audiência marcada já para o mês seguinte. Além disto, a garota soube que o objetivo da morte do clérigo teria sido uma vingança contra o tio dela, Argon, que não se mostrava nenhum pouco preocupado com o novo inimigo. Argon estava muito bem protegido por sua formosa armadura dourada invulnerável e prevenido de qualquer emboscada por sua espada justiceira.

Aurora
Ártemis, a mãe de Aurora, tinha sido aliada ao grupo de Fei Kazu por muitos anos, mas a tempos não tinha mais contato com ele, desde que o esposo, Íkarus exigiu que ela escolhesse entre uma vida de aventuras e ficar ao lado dele. Ártemis escolheu o esposo e que deixou Fei Kazu profundamente amargurado. O elfo ranger ficou irritado com o esposo de Ártemis, mas tinha muitas ressalvas anteriores em relação ao irmão dela, Argon, o qual julgava arrogante e covarde. Ártemis acreditava que nada daquilo justificaria a desmedida vendeta, já os demais parentes tinham algo novo para se preocupar do que correr atrás de um ranger: uma nova guerra no horizonte.
O novo inimigo pessoal do paladino dourado, Fei Kazu, se aproveitara da viagem ele tinha feito para Jandy e após matar o clérigo, partira em sigilo para Lentis. Enquanto estava ali, usou dos seus truques para libertar e enfurecer o grifo de Argon para que este atacasse a vila. Num rompante de heroísmo, o bravo elfo patrulheiro, salva as pessoas do ataque do monstro agressivo, matando a fera. Providencialmente, um empalhador de animais estava de passagem na vila e foi contratado para que “revitalizasse” o grifo, deixando-o exposto na praça, como um monumento. Assim que Argon chegou à terra natal, descobriu o engenho, mas mesmo assim, nada fez. Os que questionavam-no sobre o que ocorrera, limitou-se a dizer:
-Não vou cair no jogo dele. Djalma disse que ele é inocente.
As batalhas ocorreriam ao noroeste e Yoria, signatário do Tratado da Aliança, deveria ajudar os reinos vizinhos em caso de guerra. Tanto o rei, quanto os Paladinos das Asas de Cristal, quanto os aventureiros mais proeminentes, estavam completamente absorvidos com os preparativos urgentes das tropas. Tal ímpeto fez com que Hagen acabasse recebendo treino de soldado por parte de Argon. Muito aquém do que esperava receber do grande herói local. Hagen estava concentrado demais em demonstrar perfeição para perceber que o tutor, as vezes , “deliberava” demais com a capitã élfica de Celine, Líria Lucassen, que costumava visitar, o “amigo”.
Já em Ayoria, o Imperador Bred Storm, agora tutelando os recém-chegados Allis, Valkíria e Abimalek, ordenou que eles deveriam se preparar para o pior, inclusive seu filho único: Thon Storm. Bred acreditava que corações guerreiros como aqueles não ficariam parados como rochas e sabia da importância daqueles sucessores para os reinos de origem.

apenas um espada +1/+2 contra Gigantes
Thon foi gerado pela mãe dríade, no momento da morte dela, um ano atrás,em uma trágica traição. O halfling nasceu dos pés do carvalho onde a alma da mãe estava. Os reinos amigos se solidarizaram com o viúvo imperador e decidiram lhe oferecer presentes. Thon já surgira vintolescente e sua mente ágil passou assimilar tudo rapidamente, com a ajuda de bons e leais mestres. Bred então pediu que o povo de Celine fabricasse uma armadura élfica para o filho, pois sabia das dificuldades de se obter alguma que fosse realmente boa para um halfling.
O imperador mandou que viesse do próprio arsenal, sua primeira espada mágica encontrada: uma espada curta de origem anã usada para lutar contra gigantes. Entregou a arma ao filho e esperou que ele não precisasse enfrentar um gigante nunca na vida! Os quatro jovens agora tinha recebido a missão de reunir os filhos de Íkarus para que juntos, fossem ao reino de Celine para que pegassem a armadura do príncipe-imperial, que já estaria pronta. E aconselhou:
-Vocês quatro são muito fortes, mas quanto mais gente para lutar melhor! - gargalhou o experiente guerreiro. - Vão atrás dos filhos de Íkarus: Aurora e Hagen. Ambos vão ser muito úteis ao grupo de vocês, já que o reino de Celine, apesar de ser aliado tem trilhas muito perigosas. E antes que eu me esqueça, vão até Élfica e peguem Ualfo também! Ele é o fremilin do meu amigo Tímonten e ele não quer que o bicho fique sozinho em casa, enquanto ele tiver que lutar na guerra, pode ser que faça alguma besteira!
Mal sabiam o Imperador e o elfo que o fremilin já tinha feito a maior burrada da vida nas coisas do chefe dele: destruído o raro pergaminho que o mestre elfo esperava receber há anos, logo após ser entregue.

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oi euso vitor