Na série Watchmen, Ozzymandias teve um brilhante plano para apaziguar o mundo: simularia um encontro terrível com uma criatura alienígena em Nova York; resultando em monstro bizarro esparramado pela cidade e um rastro gigantesco de corpos humanos inertes. O medo de uma invasão alienígena faria com que as Super-potências, EUA e URSS, se unissem e dessem cabo à guerra. A versão para cinema saiu um pouco diferente, mas o resultado foi praticamente o mesmo: comunistas e capitalistas teriam que cessar as animosidades e se unir contra um inimigo maior.
Voltemos aos quadrinhos. Um monstro cefalópode gigantesco que morrera ao chegar em nosso planeta faria com que os países passassem a andar de mãos dadas?
Coruja e Rorschach acharam este plano tão ridículo que se recusaram a acreditar que isso realmente iria dar certo por um momento sequer, eis que Veidt replica:
“-Hitler disse que as pessoas aceitam mentiras se elas forem grandes o bastante.”
Qual é o maior candidato a mentira do século XXI?
Vejam a notícia quentinha que andou pelo mundo às vésperas da Conferência de Copenhague.
Ação de hackers põe em dúvida teorias sobre aquecimento global.
E-mails questionam veracidade de afirmações da classe científica
O mar está derretendo ou congelando?
A menos de duas semanas do início da conferência de Copenhague sobre mudanças climáticas, considerada um encontro vital para o sucesso da luta contra o aquecimento global, uma ação atribuída a hackers esquentou os ânimos de todos os envolvidos nas discussões.
Cópias de aproximadamente 3 mil e-mails trocados entre cientistas que estudam o aumento da temperatura global foram roubadas dos servidores da Unidade de Investigação sobre o Clima da Universidade de East Anglia, na Grã-Bretanha, e divulgadas na internet. Parte dos textos dá a entender – ao menos na interpretação dos chamados “céticos do aquecimento global” – que a importância do assunto estaria sendo exagerada. Haveria, inclusive, manipulação de dados.
Os e-mails divulgados são comunicações datadas de 1996 a 12 de novembro de 2009 entre alguns dos mais conhecidos cientistas da área. Eles discutem a qualidade do trabalho de colegas, em termos por vezes não muito simpáticos, e também os argumentos e ações dos “céticos”, também em termos não propriamente elogiosos. Apareceram pela primeira vez em um site russo e depois em um blog dos céticos, chamado The Air Vent, mas espalharam-se rapidamente pela internet. Muitos dos cientistas cujos e-mails foram roubados escrevem também no site RealClimate.org, que confirmou o roubo das informações.
O material inclui rascunhos de artigos científicos e números brutos, além de comentários sobre como apresentar informações – e há um, especialmente, que tem sido usado como “prova” de que os cientistas manipulam dados para “fazer o mundo acreditar em uma crise climática”. Trata-se de uma mensagem em que um cientista diz que acabou de fazer “o truque” com os dados que outro tinha usado em um gráfico publicado na revista Nature. No site do RealClimate, no entanto, os cientistas dizem que o termo foi mal interpretado – significaria apenas uma forma de apresentar o problema, não uma fraude.
A polêmica dos e-mails coincidiu com a divulgação, nessa segunda, dia 23, de um estudo da Organização Meteorológica Mundial segundo o qual a concentração na atmosfera dos gases que supostamente causariam o aquecimento global – entre eles o dióxido de carbono – atingiu um recorde em 2008. Conforme a pesquisa, a presença do CO2 era de 385,2 partes por milhão no ano passado, um aumento de duas partes por milhão em relação a 2007.
Lembrando aos colegas, para a maioria dos países cortar emissões de CO2 significa diminuir a atividade industrial (logo crescimento econômico). Um processo danoso para as nações em desenvolvimento. Mais danosos que o CO2 são: o Metano, gerado pela “atividade” animal e o óxido nitroso, que surge com o uso de fertilizantes na agricultura. Bem, parar de comer carne e grãos baratos, isso ninguém pode abrir mão, daí a razão destes outros gases serem pouco lembrados nas discussões para as massas.
O dogma sacro do aquecimento global de causa antropogênica inibe qualquer outro tipo de questionamento, tal aquecimento poderia muito bem ser explicado por um aquecimento natural do planeta ou mesmo por atividade solar mais intensa. Nenhuma das vertentes têm dados suficientes para comprovação da sua linha, inclusive a primeira, contudo a do Aquecimento Antropogênico, claramente, têm apelo midiático abrangente. Se o aquecimento tiver causas naturais, parar o progresso só interessaria a quem já progrediu e não a quem ainda está neste caminho. Estaria aí um motivo conspiratório da grande trama: neutralizar o aumento da competição entre os países em um mundo globalizado, em clara manutenção do status quo.
As soluções apontadas pelo protocolo de Kyoto para o aquecimento global tomam como base que ele seja um fenômeno causado, majoritariamente, pela mão humana, caso não seja assim, todo este esforço resultará em tempo e DINHEIRO perdidos. Imagine você ter que pagar um imposto a mais, os “Débitos de Carbono”, sabendo que eles de nada adiantarão para conter o aquecimento, já que a própria Terra ou o Sol poderiam ser os verdadeiros culpados, ou pior, NEM EXISTIR culpados, o mundo simplesmente pode nunca ter sofrido uma elevação mundial de temperaturas. Isso porém é contradito por todos os jornais, revistas e canais.
Na comunidade científica o tema é tão controverso que se acha de tudo, desde o pai da Teoria Gaia, o ambientalista James Lovelock (castigado pela fama que conseguiu com os esotéricos), pregando um pé no freio urgente nas emissões de carbono, sobre pena de desastres irreversíveis, passando por um Al Gore, o Imperador da Lua, até um Bjorn Lomborg, que nos manda ter muita calma nesta hora, analisar os números com frieza e jogar na lata de lixo tóxico o protocolo japonês! O mais interessante, é que James Lovelock foi o criador do Daisyworld, um modelo matemático de um mundo habitado só por margaridas, brancas e pretas, que sozinhas conseguem gerar um equilíbrio térmico dinâmico em um planeta iluminado por um sol jovem que se intensifica conforme os anos se passam. O Daisyworld mostra como as espécies influenciam naturalmente no clima, inclusive podendo afetar os rumos da Evolução.
Bizarro ainda é saber que a capa da Revista Time, de 1973, anunciava um futuro gelado devido ao perigoso Arrefecimento Global. E recentemente, foi revelado o Obscurecimento Global que está refletindo preciosos fótons para o espaça sideral, obrigando o IPCC a rever previsões.
Para o cidadão comum, fica difícil saber em que “ciência” acreditar, até porque, sem acesso aos dados quem embasam as pesquisas e sem domínio do conhecimento necessário para interpretá-los , o que resta é acreditar ou não acreditar, reduzindo a Ciência a mais um mistério da fé. 
Ozzymandias tinha razão, só não teve tal ideia.
Esse argumento de que a diminuição da emissão de CO2 vai diminuir a produção industrial é mais uma falácia. A diminuição que está sendo negociada vai ser, na verdade, fruto de modernização dos parques industriais e equipamentos (o Brasil, por exemplo, ainda tem muitos carros nas ruas sem o famoso “catalisador”).
Essa renovação vai impulsionar a “indústria verde”, dando mais fôlego a esse mercado que já anda relativamente bem em países desenvolvidos (a Alemanha já tem uma cidade que é praticamente toda “verde”) nos países subdesenvolvidos. Ninguém quer que a indústria diminua a sua produção, ainda mais após a última crise.
E mesmo que no futuro se comprove que a emissão de gases poluentes e nocivos a vida humana como CO2 não causa o aquecimento global, dizer que não é importante diminuir a emissão deles é a mais pura ignorância. Cidades como São Paulo são um exemplo morto-vivo de como a poluição da atmosfera pode fazer mal a população.
@Maurício Linhares,
Depende do modelo de industrialização, países ricos (ou bem capitalizados) podem muito bem instalar plantas modernas e crescer gerando pouco carbono. Já os mais pobres não podem abrir mão da poluição para instalar suas fábricas (mais baratas).
Os países desenvolvidos estão camuflando suas indústrias verdes empurrando para a periferia do mundo as indústrias cinzentas.
Então, o negócio não é simplesmente tem tudo que ser verde, etc.
Em São Paulo, por exemplo, tem muito dinheiro rodando, muita poluição, muita muito.
Aqui é um bom lugar para as indústrias diminuírem a emissão, mas os impostos não ajudam.
Ok, não é ruim esse movimento verde, afinal, desenvolve-se assim tecnologia de melhor consumo de energia e menor impacto, e elas barateiam-se.
Vários carros e indústrias em São Paulo detonam o ar, mas em outros lugares do Brasil aonde tem menos e muuuito mais espaço não fazem diferença.
Essa é uma possível grande mentira sim.
E beeem grande.
Oi, parabens por tocar nesse assunto controverso.
Na verdade, os tais hackers não “revelaram” nenhum grande segredo que qualquer um que realmente tenha interesse em acompanhar o mundo científico já não soubesse.
Não existe nenhuma conspiração científica, pois é sabido no meio científico de que não há consenso algum a respeito das causas do atual aquecimento global (atual porque houveram outros ao longo da história do nosso mundo). Há os que crêem num efeito antropogenico e outros que preferem a opção de efeito natural.
Mas basicamente, não há ninguém que discorde do fato de que a ação humana pode sim ajudar a aumentar o aquecimento, mesmo que não seja a causa primordial. Nesse sentido, controlar essas ações humanas poderia ajudar a diminuir um pouco a velocidade do aquecimento, mesmo que não o impedisse.
Agora, o que há realmente, e isso é problemático, é um mau uso das informações disponíveis tanto pela mídia quanto pelos políticos de todo o mundo.
A mídia não se interessa em fazer a população realmente entender o que ocorre, e deixar que as pessoas pensem por si próprias. Ao invés de esclarecer que há várias possibilidades e que os cientistas não são deuses e estão longe de saber a verdade sobre a maioria das coisas, e tudo o que se tem em mãos são dados de pesquisa, a mídia prefere pegar uma dentre várias possibilidades e alardeá-la por aí como se fosse a verdade incontestável.
Do outro lado, temos a política, os governos e a ONU usando parte dos dados e das pesquisas, sem realmente entendê-los, para decidir o destino da humanidade. É como deixar um jogador de damas decidir os lances de uma partida de xadrez – o cara tem uma idéia do que está acontecendo, mas não entende realmente o jogo.
Se os governos realmente tivessem interesse em diminuir as emissões, “socializariam” os avanços tecnológicos com todos os países (esse é outro problema, muito maior que uma “conspiração do aquecimento”: a humanidade domina muito mais avanços tecnológicos do que utiliza, devido a interesses econômicos), mas obviamente isso retiraria a liderança político-econômica de certos países.
Em resumo, não há conspiração de cientistas, há sim interesses econômicos que definem as atitudes de governos, empresas e grupos de mídia. O que é necessário é que a população humana como um todo acredite menos veementemente no que é veiculado pela grande mídia e pelos seus governantes, e pense de modo mais crítico sobre as informações que é capaz de obter.
@Igor, Ah sim, não tem muito a ver com o assunto, mas vale apenas a título de mostrar o pouco interesse da mídia e dos governos em deixar a população realmente conhecer a verdade: há um relatório da UNESCO de 2003 que revela dados de pesquisas de 2001 com a informação de que 45% da riqueza acumulada do mundo encontra-se nas mão de 358 pessoas.
Isso não parece ir muito além dos problemas de redistribuição de renda que os governos dizem existir? Será que políticas de bolsa-auxílio e tentar aumentar os impostos para quem ganha um salário de 3 ou 4 mil mensal realmente resolve um problema causado por metade do dinheiro do mundo pertencer a 4 centenas de pessoas?
@Igor,
O trabalho dos hackers foi de basicamente didático, jogar na mídia o outro lado, preterido pelas mídia. Apesar dos interessados no assunto já saberem o nebuloso rumo que levam as pesquisas sérias, a Grande Imprensa não tême este interesse, o que é preocupante, pois o Grande público desconhece o que realmente ocorre. E são estes os eleitores dos políticos que teram q tomar decisões sobre o futuro.
Se hj, qualquer político negar o aquecimento global, ou mesmo só a responsabilidade humana, ele terá um sério revés nas pretençoes eleitorais, o que é ruim, pq as decisões passaram a ser menos racionais e mais pacionais para agradar o eleitorado.
Voltando ao tema, a conspiração não é da ciência, pq estão aí os dois lados, pena que só um revelado.
@Danielfo,
Sobre a segunda parte do seu texto.
Tomando o caso do Brasil, onde 10% dos mais ricos, concentram 90% das riquezas, e donde, 10% destes ricos (os 1% mais ricos) concentram seguramente mais de 50% da parcela deles. Seria bem mais sensato tributar quem realmente têm, na crise Bill Gates perdeu 7bilhões, e coitado só ficou com 50 bilhões de verdinhas, que ruim para ele.