Ventos da Guerra: Introdução

Ventos da Guerra: Introdução

ventdguerraApós explicações sobre a ambientação, sigo abaixo com um prólogo sobre a Campanha Ventos da Guerra, iniciada há alguns meses.

No vigésimo sétimo dia, do sexto mês do ano de dois mil e sete, na décima nona Era do Cômputo dos Deuses; um encontro singular ocorreu ao sul de Ayoira, próximo da cidade de Brumas, às margens do rio Steinn. A algumas centenas de metros, do paredão sem fim de neblinas que  se ergue até a redoma do céu, retornaria o último integrante da família real Yoriana. O vingador do Deus-Bem estava na iminência da vendeta que restauraria a Relíquia destruída: a espada de Avalon.

Hagen veio acompanhado de celestial séquito, que garantiria que o duelo não teria intromissões de nenhuma espécie. O  pai dele – Íkarus Asas de Cristal – alvo da justiça divina, não foi o único que esteve presente para o memorável confronto, os aliados do príncipe  de Yoria foram fiéis ao amigo naquele momento crucial, incluíndo Sua Majestade, Bred Storm.  Além destes, já esperados, outros espectadores se contentavam em assistir cautelosamente o evento: o que restou dos orientais do clã do Sol da Meia-noite; as Três Pérolas do Deserto; Agamenon, o Imortal; e das nuvens, Silver Star, a Rainha dos Dragões.

Não houve combate. As tentativas de intervenção dos mais afoitos foram contidas. Após um discurso paternal, Íkarus ofereceu o peito para que o algoz e filho o estocasse, com a mesma lâmina que aquele quebrara anos antes. Um Guerreiro Supremo vacilante cravou-lhe o metal,  que perfurou a alma do príncipe yoriano e arrancou-lhe a centelha da rainha herege Smirrah, que se unira a do próprio filho, permitindo que ele escapasse do castigo divino imposto e ela própria de uma punição na pós-vida, já que alma materna continuara presa ao mundo, ancorada ao primogênito querido. A Espada de Avalon foi reforjada em sangue e a parte da alma do príncipe, perdida pela punição divina que ele recebera, devolvida. Já a alma da rainha, agora ascendente para o  Julgamento, foi acolhida pela divindade que ela seguiu até os últimos dias: Ellis, o signo do amor e da fidelidade. Dizem os sacerdotes, que a rainha atingiu a Ascenção do Espírito, mas não entrou em nenhum reino celestial. Estes Deuses me asssustam.

Este singular episódio, que culminou com a devolução da Espada-Artefato ao Deus-Bem, acarretou um incidente entre elfo yoriano Tímonten e a Rainha dos Dragões, do qual não se imaginariam as implicações no futuro naquele momento. O elfo exigia retratação de ofensas sofridas em solo Ayoriano e responsabilizou a Dragoa prateada. Esta,  uma estravagante colecionadora de objetos terrenos, aceitou o excitante desafio de responder em juízo humano, com a condição de ficar com a única cópia dos autos para guardar nos tesouros. Realmente excêntrica.

Dali a pouco, o Imperador halfling, Bred  Storm, receberia um comunicado urgente do rei de Jandy, Henrique d’Orville, solicitando a presença do principal representante dos reinos centrais.  Reunindo o grupo, parte para a longínqua capital do extenso reino fronteiriço, por uma velha trilha, construída durante uma  guerra  vitoriosa contra o mesmo reino que o convocara. Durante a viagem, ele é capturado por bruxas, que lhe revelam que varrer-lhe-ão o império que ele comanda. O halfling é ajudado por um antigo aliado, o elfo Fei Kazu, que com uma aparição misteriosa o socorre.  O surgimento do ranger elfo, todavia, se devia a cilada tramada entre este e as bruxas, enquanto estas desejavam o bravo halfling, para aquele o alvo seria  o paladino Argon de Lentis, antigo desafeto. Tragicamente, dentre eles, apenas o bondoso clérigo Djalma tombaria, vítima do ataque traiçoeiro do próprio Fei Kazu. Estranhamente, o assassino, anos atrás, pedira perdão ao sacerdote por leviandades proferidas contra ele. O cândido arcebispo o perdoara do fundo do coração.

O elfo ranger sumira e a comitiva prosseguiria até Jandy, sem encontrar êxito na ressurreição do amigo clérigo. O rei de Jandy informou ao Imperador de Ayoira que um conflito com os dragões cromáticos, que manipulam várias outros monstros seria inevitável e que somente com as potências outrora rivais, agora aliadas, a guerra poderia ter um balanço positivo.  Decidido levar o confronto à frente, Bred Storm, chancela a aliança entre os reinos e regressa para mobilizar as nações do Pacto da Aliança para um novo confronto.

Todos os antigos amigos, que anos atrás saíram pelo mundo para buscar aventuras, glórias e trazer a paz, se viam com uma responsabilidade ainda maior, eles têm filhos  jovens, em idade de lutar. E nenhum está disposto a sacrificar entes queridos e frágeis em uma guerra perigosa.

David Holly, reitor da Universidade de Ayoria


Hagen, o Guerreiro Supremo da Luz

Hagen, o Guerreiro Supremo da Luz, em Soul Calibur3

Prelúdio

Hagen é filho bastardo de Príncipe de Yoria, Íkarus, com a feiticeira maligna Carolina, a Bela.  O pai enfeitiçado pela mãe a engravidara, mas em confronto, ela acabaria sendo morta. Ressuscitada por Agamenon, ela fugiu  e deu a luz ao filho, na República de Deo, onde eles viveram por oito anos, ocultos e inofensivos. Raptado pelo clã oriental do Sol da Meia Noite, o jovem é treinado para adquirir poderes incomparáveis, possíveis apenas unindo os rituais  místicos do Clã e  o sangue divino da família real yoriana. Aos dez anos é levado aos Sete Céus, onde passaria mais sete anos de intenso treino e aprimoramento das virtudes, para que pudesse combater um imenso mal que  ameaçava seus mestres humanos. Durante a última etapa do treino, recebe a missão de reforjar a espada de Avalon. Após cumprir a missão, lhe é revelado pelos mestres Kano e Iwahashi, do Sol da Meia Noite,  que o Ogro lendário que deveria enfrentar, estava morto definitivamente: ele não seria mais necessário. Livre de missões, ele agora luta para conseguir  seu lugar de direito na linha de sucessão ao trono Yoriano, até o momento, ocupado pela meia-irmã e filha legítima,  Aurora.

 

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Uma resposta para “Ventos da Guerra: Introdução”

  1. Francinaldo diz:

    Rapaz é muito bom ver a nossa estória contada com tantos detalhes, infelizmente minha memória não é dotada de tanto fôlego, Otávio e Yuri que geralmente lembram de tudo, até dos diálogos, o texto está ótimo Danielfo.
    Espero ver o resto em breve…

E você, o que pensa?