Na série Watchmen, Ozzymandias teve um brilhante plano para apaziguar o mundo: simularia um encontro terrível com uma criatura alienígena em Nova York; resultando em monstro bizarro esparramado pela cidade e um rastro gigantesco de corpos humanos inertes. O medo de uma invasão alienígena faria com que as Super-potências, EUA e URSS, se unissem e dessem cabo à guerra. A versão para cinema saiu um pouco diferente, mas o resultado foi praticamente o mesmo: comunistas e capitalistas teriam que cessar as animosidades e se unir contra um inimigo maior.
Voltemos aos quadrinhos. Um monstro cefalópode gigantesco que morrera ao chegar em nosso planeta faria com que os países passassem a andar de mãos dadas?
Coruja e Rorschach acharam este plano tão ridículo que se recusaram a acreditar que isso realmente iria dar certo por um momento sequer, eis que Veidt replica:
“-Hitler disse que as pessoas aceitam mentiras se elas forem grandes o bastante.”
Após explicações sobre a ambientação, sigo abaixo com um prólogo sobre a Campanha Ventos da Guerra, iniciada há alguns meses.
Já vimos vários aspectos das
Após consulta ao meu grupo, decidimos qual título eles achariam melhor para batizar a campanha que iniciamos. Antes de começar a narrativa, cabe informar aos leitores, algumas peculiaridades da campanha que será romanceada em breve. A principal delas é a ambientação, um mundo próprio criado por mim, em 1994, com todas as influências que alguém daquela geração poderia ter, o que reverti em nomes de alguns lugares e reinos. Inicialmente, quando comecei a transpor as ideias do papel para o computador, me senti tentado a mudar algumas coisas, entretanto, depois de tomar ciência de outros cenários, percebi que todos, mesmos os mais clássicos , tinham as suas próprias doses de influências, sendo isto algo normal no RPG. Pude ir gradativamente aperfeiçoando as lacunas e estou muito feliz com o meu material.
