Guerras de Krikit e a intolerância

DON'T PANIC

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O que eu mais gosto dos livros da série Guia do mochileiro das galáxias, é a forma como Douglas Adams, o autor, trata de assuntos que estão muitos ligados a nossa natureza (humana?).

Atenção! (DON’T PANIC)

Se você não leu o livro, pare por aqui, pois esse post trará revelações da história!


Bom, se continuou, vejo que ou já leu o livro, ou não vai ler, ou ainda é muito curioso e quer ler o post mesmo assim. Então vamos lá.

A maior guerra do universo, foram as guerras de Krikit. O krikitianos, devido a espessa nuvem que circundava o planeta, nunca haviam visto o espaço. Ao descobrirem uma nave e conseguirem viajar e ultrapassar a nuvem viram o espaço infinito (será ?) e imenso. Muito maior do que qualquer coisa que eles imaginavam, e ao descobrir o universo, tomaram conta da própria pequenez e insignificância, e por não suportarem a própria vaidade e orgulho feridos decidiram “Isso tudo não devia estar aí”, e então, a guerra de krikit estava latente. Assim, de uma forma bem humorada, Douglas Adams tratou de um assunto de grande seriedade.

Se pegarmos todos os preconceitos vistos pelo mundo, caimos sempre no mesmo lugar – Diferença.

Bom, mas e ai ?

Visto que de modo sério, a intolerância é um grande câncer da humanidade, é também uma fonte de grande enriquecimento para a história.

Temos alguns casos bem conhecidos de intolerância ou diferenças entre brujahs e ventrues, elfos e anões (ao menos no Sr. dos anéis – mas por que não aproveitar ?).
Sempre jogamos com grupos mistos. Em vampire, por exemplo, é comum termos brujah, gangrel, toreador, malkavian no mesmo grupo, ou quaisquer outros formando um grupo misto. Em se criando uma cidade aonde “Animais não são bem vindos, incluindo gangréis”, o grupo inteiro não vai deixar de entrar por causa disso, e o gangrel também não dirá:
- Vou para casa. Na próxima aventura continuamos.
O que acontecerá é que o grupo terá uma aventura aonde eles mesmos já agirão de forma diferente jogando de acordo com a história. Importante notar que isso deve ser mostrado aos jogadores, senão qual a diferença ?

Brujah no bar. Meio gay esse cara

Brujah no bar. Meio gay esse cara

Uma outra coisa legal de se fazer, seguindo  a mesma linha vampire, é por exemplo, ao andar na rua, as pessoas se tiver um malkavian ou um brujah no grupo, se afastem deles ou os tratem de forma rude. É só imaginar a cena na vida real. Você está num bar com sua esposa, quando aparece o sujeito ao lado. Como você, que saiu de banho tomado, perfumado, e até com roupa mais bonita vai ficar ao ver um sujeito como o sujeito ao lado ?
Para começar a sua esposa vai querer sair do lugar ou ficar muito, muito incomodada, o mesmo acontecerá com o resto do pessoal lá. O jogador sabendo disso, também agirá de forma diferente, sabendo que os outros olham torto para ele e que as ações dele não passarão despercebidas. Estão todos de olhos nele. Em outro lugar qualquer aonde um ventrue / toreador entrar junto de um brujah – um moderno ou bem vestido e outro aos trapos – todos olharão torto para ele, como se ele tivesse levado o seu irmão problema para lá. Os dois últimos exemplos, claro, refletem-se ao mundo mortal não vampiro.

Bom, concluindo, as diferenças são importantes e muito enriquecedoras para a história e devem ser aproveitadas e exploradas. Eu dei alguns exemplos e sugestões de usos no jogo. Só é necessário ao game master tomar cuidado para não fazer com que isso atrapalhe o andamento da história, tendo bom senso em quando usar disso e quando fazer vista grossa ou ajudar no enredo de NPCs e ambiente para que isso não fique causando muitas pausas e situações que tirem o ritmo do jogo.

Comentários (5) »

  • Renato Trimegisto diz:

    O Artigo em si foi BEM vago, poderia ter se aprofundado mais no tema, porém, só de ter falado do Guia, já ganhou uns bons pontos com isso :D

  • Thiago diz:

    @Renato Trimegisto, Eu comecei a escrever o artigo, só que ele começou a ficar bem grande e acabei resumindo ele.
    Alguma sugestão ?
    Talvez seja o caso de alguma parte que seja de mais gosto, fazer outro artigo aprofundado nela.

  • Arquimago diz:

    Acredito que concordo com nosso colega, ser mais vagos seria interessante, sabe nada de exmeplos especificos de jogos, mas sim algo mais profundo do tema geral.

    Você só descobre o que falou ao chegar ao final do livro? Porque não vi muita coisa para ser escondida…

  • Li-San~~ =] diz:

    Eu não li o livro então não vou ler o artigo =)

  • Thiago diz:

    Olá @Li-San~~ =],
    Não deixe de ler nenhum dos dois :)

    []’s,
    Thiago.

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