Desejo, a magia dos sonhos. O jogador rala pra caramba para conseguir chegar no nível de lançá-la. E os outros personagens que nunca vão ter esta chance, ficam dependendo de fatores muito mais aleatórios de arranjar algum. Gênios dos desertos, poços mágicos, anéis encantandos, pactos nefastos, vale tudo para ter a chance de conseguir tudo que se quer de mão beijada, em um passe de mágica. Mas quando tudo parece perfeito, depois de muito sacrifício e empenho, aquelas aulas de redação no colégio lhe fazem falta. E por um pequeno problema em articular o pedido, esse não sai bem do jeito que você esperava que saisse. O DM dá aquele sorrisinho fdp e narra o que de fato aconteceu…
Monthly Archives: Outubro 2009
Net, Note. Quem sabe a diferença ?
Parece assunto passado, mas não é tão passado assim.
Eu ainda vejo, com bastante freqüência gente comprando notebooks e netbooks pelo preço sem realmente entender o que está comprando.
No mundo da tecnologia, feliz ou infelizmente temos muitas siglas e nomes estranhos. Para quem não é da área, geek, ou não acompanha o que está acontecendo no nosso Tecno-mundo, se embanana todo com esses nomes. Eu digo feliz ou infelizmente pois talvez sem esses montes de nomes e siglas seria tudo coisa.
Imagine só:
- Opa Thiago, tudo certo ?
- Tudo bem!
- Você me empresta a sua coisa ? Mas não a grande… Eu falo da coisinha prateada que coloca no negócio que parece um porta copos, mas não aquela que é para música mas sim a de vídeo.
- Ah! pode pegar.
Conto de Halloween: O espectador
Densa fora aquela noite de lua cheia, daquele outono remoto. Na imensidão do céu, o vazio escuro da abóbada celeste, nenhuma estrela pontilhada ousara romper o véu de treva, apenas o vulto selênico se revelara misterioso e como a aranha, se ocultara em teias tempestuosas. Incomum fora aquela tormenta de raios fulgentes quebrantando no horizonte. O urro do trovão se ouvira cada vez mais próximo, o som do martelo celeste tremeluzira minha bebida, que me confortara no acampamento em noites gélidas.
Da minha altivez, eu admirara meus domínios, mero pântano no limiar da civilização, que com bravura e labor transmutaria em viçosa terra. Meus homens me seguiram e juntos, realizara meu sonho, tornara-me meu próprio senhor. Nós erguêramos uma capela e celebráramos culto, sem um sacerdote eu mesmo rezara o que sabia de cor. Construíramos palhoças, dormíramos ao relento, até que o rio fora desviado e o charco drenado. Com determinação, de maneira mágica o torreão fora erguido, em um tempo que se julgara impossível na época. Continue reading
Mudança nos Planos
Em 2008 foi lançada a quarta edição de Dungeons & Dragons, e com ela surgem várias mudanças nas regras e nas ambientações, e algumas dessas modificações por serem em conceitos basilares do jogo geram implicações bem radicais. Quem folheou o livro com certeza sentiu falta de algumas tendências, principalmente aqueles jogadores que escolhiam Caótico Bom para compor o caráter de seus anti-heróis ou os mestres com predileção ao Leal Mau para modelar a têmpera de seus vilões clássicos. Quem apreciava as nuanças da classe mago tem até agora problemas em converter personagens das edições anteriores para o novo sistema, pois nada ainda foi feito de significativo em relação as antigas escolas de magia. As mudanças não param por aí, a cosmologia anterior que corroborava a força das tendências na formulação dos cenários foi extinta, pois como acrescentou um dos próprios designers de D&D: é o fim da Great Wheel. Continue reading
O Chamado e o Objetivo dos heróis
RPG é diversão e isso faz com que as aventuras one-shot, em geral, despretensiosas. Nem sempre a culpa é dos mestres, os jogadores sabem que não vão continuar e também não se preocupam muito com as conseqüências das próprias ações, o que causa resultados bem inesperados. Atos de bravura e loucura podem ser muito mais comuns do que nas aventuras seqüênciais. Em aventuras únicas, as conclusões são imutáveis, nas seriadas, nem tanto.
Um marco nas aventuras é o “Chamado”, geralmente na primeira aventura, quando o PJ é recrutado para alguma missão. Diferente do “Objetivo”, que é algo que impele naturalmente o herói, o “Chamado” é vindo de uma terceira pessoa. Partindo deste marco, é comum que o personagem siga um objetivo que não lhe pertence, o Chamado nada mais é que um Objetivo de alguém transferida para outrem, que é ou está incapaz de realizar o feito. Continue reading
Bastardos Inglórios-resenha
Nos últimos dias, fui assistir ao último filme de Tarantino, Bastardos Inglórios. O diretor reúne ao lado de Brad Pitt, grande elenco e com toque de Midas que lhe é costumas, transforma em ouro a carreira do obscuro ator Christoph Waltz, assim como tinha ressuscitado a carreira do finado David Carradine, em Kill Bill.
Esperando que Bastardos Inglórios fosse um filme de vingança, achei que assistiria a um novo Kill Bill. A marca Tarantino estava realmente lá, vilões que amamos odiar, capangas babacas, heróis fdp e sangue para tudo quanto é lado. Poderia dizer que neste filme, houve apenas uma mudança, havia um capanga que amamos odiar e vilões babacas. Não entendeu, então continue, a não ser que você não queira saber de partes do filme. Continue reading
Conclave
Em um momento de conjunção astrológica, quando a constelação do Amapá entrou em alinhamento com a Paraíba, no momento em que Campina Grande estava ascendente em João Pessoa e Cabedelo estava descendente em São Paulo. Não entendeu, nem eu! Pois foi neste clima de confusão, que conseguimos reunir parte do elenco do Pensotopia, em João Pessoa, no último sábado.
E por que uma postagem só sai hoje? Bem, nossa política é de reservar o RPG para todo o final de semana, e nesta semana o final deu uma esticada pelo começo. Junte-se isto com alguns problemas técnicos e voilà! Postagem atrasada. Continue reading
Guerras de Krikit e a intolerância

DON'T PANIC
O que eu mais gosto dos livros da série Guia do mochileiro das galáxias, é a forma como Douglas Adams, o autor, trata de assuntos que estão muitos ligados a nossa natureza (humana?).
Atenção! (DON’T PANIC)
Se você não leu o livro, pare por aqui, pois esse post trará revelações da história!
…
Tireóides nº5
RPG é cultura! E para ter cultura é preciso ler bastante, ver filmes clássicos, escutar música erudita, apreciar a arte e desprezar todas as expressões artísticas que nasceram depois do século XIX. Para os que tem oportunidade financeira, nada melhor que se deliciar com a riqueza cultural do globo, in loco (viu isto é latim). Desta vez, na famigerada série que edito, um simples dado de quatro faces, tão desprezado no jogo;sempre relegado aos menores danos e aos piores dados de vida, terá a chance de conhecer muito mais sobre o próprio passado, recebendo um banho de cultura e saber. Depois deste XP, ele nunca mais será o mesmo.
O Ministério da Magia Adverte: A tirinha abaixo não é aconselhável para fãs de programas infantis. Continue reading
Palimpsestos: Escritos de Kantelleki – Introdução

Inspirado na seção de Diários de Campanhas apresentada por Danielfo, resolvi, então, acrescentar minha parte, pois muito do que falamos quando nós RPGistas estamos juntos é sobre as histórias construídas na mesa de jogo. Negar isso ao blog seria negar a própria arte de contar histórias do RPG. Bem… O que farei aqui não é descrever as aventuras das minhas campanhas, mas apresentar narrativas, poemas e textos relacionados às campanhas, sagas e aventuras que mestrei e joguei nos últimos anos.
Postarei histórias que de alguma forma se originam nos personagens criados pelos jogadores e mestres, e em toda a ambientação que deu alicerce ao meu grupo durante esses anos. Falo aqui de todos os mundos construídos nas várias edições de D&D e, claro, nas interferências que a eles fizemos e continuamos fazendo. Os textos postados aqui serão atribuídos a um bardo gnomo do mundo de Forgotten Realms que nomeei Kantelleki. Um bardo, que pequeno conhecedor do multiverso, expõe através da arte acontecimentos que revelam aquilo que todos os seres, indiferentes de suas origens, partilham entre si, sejam ideais, sentimentos, crenças etc. Dessa forma, como perceberemos no decorrer da leitura, esses textos fazem parte de uma coletânea que remonta pela perspectiva do personagem os acontecimentos que perpassam toda a ambientação utilizada pelo meu grupo. Continue reading
