Blu-ray, você logo vai ter um

Blu-ray, você logo vai ter um

Sara Connors blu-ray

Sara Connors blu-ray

Quem é da geração oitenta, ou anterior, acompanhou com espanto a chegada do CD, invadindo os lares, já no final dos anos 1980. As gerações passadas também se surpreenderam com as novidades da época (minha avó com o rádio e minha mãe com a TV). Porém a TV e o LP eram tecnologias baseadas em campos eletromagnéticos, enquanto o é principal apelo do CD era o laser. O CD era a LUZ, a materialização da ficção científica, quem imaginaria que um artefato dos filmes de Star Wars estariam em todos os lares?

O laser era uma “invenção” de 1960, e o compact disc anunciado em 1979, pela Philips, e poucos anos depois, lançado em versão comercial, nos EUA. Aqui no Brasil lembro que a coisa ficou mais evidente, na virada da década. Nos anos 1990, o CD tomou força, em 95, surge o DVD e a qualidade digital de som, agora chegava à imagem. Após dois anos de briga por um padrão, em 1997 a coisa normalizou para o disco versátil digital. Nos anos 2000, o preço dum aparelho tocador de DVD beirava era em torno de 1000 reais, o rival, o video cassete, custava, em média, a metade. Em poucos anos, o DVD igualou o preço com o videocassete, que teve os lançamentos de títulos encerrados em 2006, após duas décadas e meia de serviço (o V-K7 era da geração do CD, que está morto e ninguém avisou). Atualmente o DVD-player custa em torno de 150 reais (os bons) e os discos poucas dezenas de reais (os originais, os piratas custam poucas dezenas de centavos).

Pelo padrão da indústria, o DVD não terá mais que 10 anos de vida. O Blu-ray, seu sucessor alcançou a barreira dos 1000 reais(e uma ninharia nos EUA e Japão) tendo redução de preço de 80% desde o lançamento, em 2006. Lembrando que a guerra dos padrões dos discos de alta definição terminou só no ano passado, há muito espaço para barateamento. Afinal, o blu-ray não é nenhuma tecnologia revolucionária, é só a mesma porcaria do DVD, com um raio laser azul, que possui um “tamanho” menor, daí o disquinho pode conter mais dados, o que possibilita uma qualidade de som e imagem melhor.

Azul profundo

Azul profundo

O blu-ray lê DVDs e Cds o que vai facilitar a transição tecnológica. Diferente do outro que fez muita gente perder coleções de VHS, a transição será praticamente indolor. Mas por que tamanha benevolência? Simples, Tvs! De que adianta você ter uma TV full-hd se não tem nada em full-hd que preste para você assistir? (Sei, você gosta do desfile de lingeries do Superpop…) Vamos ver o tabuleiro de xadrez da sociedade de consumo. Depois de você trocar seus player, será a hora de você trocar a TV (ou vice-versa), para que você possa desfrutar do novo brinquedinho. Tenho certeza, que será o momento em que o custo do LCD e o Plasma vão cair pela metade. As Tvs de LED (e OLED e Laser) estão na fila só aguardando a vez delas, que não tardará a chegar.

Para nós, brazucas, importadores de tecnologia alheia, esperamos que as generosas multinacionais instalem suas linhas de montagem logo, lá na Zona Franca, para que com a nossa, também generosa, isenção fiscal, tenhamos discos, ps3 e blu-player mais baratos, devido a saudável concorrência. É bom que façam logo, por que quem duvida que daqui a poucos anos, não teremos vendedores ambulantes de blu-ray piratas perambulando por aí?

 

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3 Comentários para “Blu-ray, você logo vai ter um”

  1. CF diz:

    Para mim o destino do Blue-Ray é o mesmo do Disc Laser e do MD. O Blue-Ray e o HD-DVD resolveram brigar pela supremacia no poente da era das mídias físicas (poético, não?). Estamos deixando essas coisas de lado em favor do streaming e demais tecnologias de mídia por propagação sem lastro físico. Isto é: baixar da internet ou redes similares é que será a nova grande mídia a substituir os disquinhos.

    Acho que o Blue-Ray vai direto para o que o DVD é hoje: a mídia que você usa quando não tem um pendrive ou acesso a internet ou outra forma de levar o dado que baixou da internet para a TV/Monitor. E isso falando só de filmes.

    Já para video-games deve ser realmente o rei. Mas ainda assim, prevejo que no Brasil o mais comum será ver o blue-ray como meio para a venda de jogos e filmes piratas que qualquer outra coisa.

    • Danielfo diz:

      @CF,
      A questão é saber se eles vão perder este filão de mercado. Esta é uma das razões da rápida queda nos preços do blu-ray, ou vendem logo, ou logo, ninguém vai precisar.

      No primeiro mundo, isto pode até ser verdade, já que lá a internet é verdadeiramente rápida (aqui baixar alguns gigas ia ser um sufoco para a grande maioria da população). Só que na Europa, as pessoas tem limites de gigas que podem baixar e isto corta as asinhas de quem pensa que vai assistir filmes de graça.

  2. Talita diz:

    Quer um Blue-Ray Barato? Compre uma PS3! Embora já tenha sua hardversão 2.0 (Slim) Poderá jogar, se comprar os seus jogos caros, sejamos francos, por que é um bocado interessante já haver uma PS3 Slim que foi lançada com bueeeeda melhorias com 120Gb por 299€, enquanto a primeira PS3 com 60Gb lerda como um caramujo no verão, foi lançada a 399€! Suas vantagens poderá acender a Net, poderá ouvir os seus CDs favoritos… ahn, verdade! Hoje em dia ninguem tem mais os seus cds favoritos! Então? correção! Poderá ouvir mp3 ilegais com seu Backup que fizeste antes de seu pc pegar um bicho.
    Sim, é mais vantajoso comprar uma PS3!

  3. [...] que é mais engraçado é que em setembro/09 escrevi algo falando sobre os aparelhos de bluray , que naquela época custavam 1000 reias, e hoje já se encotra modelos por R$700,00. Alguém [...]

E você, o que pensa?