Diários de Campanhas: Prefácio

Começando uma nova era neste blog. Levantou-se a possibilidade de manter por aqui, algum relato periódico com as aventuras narradas, ou por mim, ou por Luiz. Afinal, somos um blog de rpgistas praticantes e assíduos. Mesmo com emprego, universidade, namoradas , casamento, viagem pelos sete mares, ônibus lotado, bolsa de livros pesada, brigas, inimizades, dados perdidos e gripe suína;  nós ainda permanecemos jogando. Quem gosta de alguma coisa, arruma tempo e disposição.

De certa maneira, posso dizer que Luiz e eu temos perfis opostos em um aspecto. Luiz tem uma vasta coleção de livros de RPG – e os usa – mantendo um amplo acervo de aventuras, em vários sistemas diferentes. Ele estava mestrando Dragonlance 5th Age, agora começou Star Wars d6. Já eu, quem me conhece sabe, sou um tradicionalista, mantenho uma campanha de AD&D por quase 15 anos. Eventualmente, alterno a “principal” com outra, estou tentando manter uma crônica paralela de Mutantes & Malfeitores, mas não está ainda no ponto que quero, mas já gerou um material legal, que pretendo compartilhar por aqui, em um futura colaboração para a Iniciativa M&M.


Se tiver que escrever o diário da minha principal campanha, terei de enfrentar alguns problemas. Em tempo de jogo, se passaram quase 30 anos. E resumir décadas de história não é nada simples. Minha ambientação é própria e desenvolvida matematicamente, acredito que no planeta, este seja o único mundo de RPG que “roda” em Excel! O inconveniente disto é que preciso detalhar melhor o cenário na narração, visto que ninguém conhece nada dele (alguns diários de campanha assumem que o leitor já conhece os locais por onde os pjs passam e omitem informações). A parte positiva é que como estou iniciando um novo arco da velha campanha, com novos personagens, os leitores deste blog acompanhariam uma trama no início.

Escrever sobre sua campanha, também revela um pouco de quem você é. E como são as pessoas dos jogadores, os quais são determinantes para o fluxo da estória. O diário de aventura é na verdade um relato, não seu, mas dos seus jogadores. Também reflete sua evolução, seus conhecimentos acumulados durante a vida serão repassados naturalmente para as aventuras. Sem falar que o próprio ato é um exercício de literatura, pois o conto deve ser legal para que lê, não só para quem joga. Sir Arthur Conan Doyle faz isto muito bem quando torna Watson o narrador dos casos de Sherlock Homes. Em alguns momentos, o detetive acusa o amigo de não ser preciso na narração, porém o Doutor Watson sabe que deve tornar a estória atraente para os olhos do leitor, mesmo que precise modelar o conto.

Espero em que breve, muito em breve, possamos colocar um relato de campanha aqui no Pensotopia. E que seja útil e divertido para os leitores. Até lá!

Comentários (10) »

  • Tio Nitro diz:

    Fico no aguardo dos diários de campanha! :D

  • Danielfo diz:

    @Tio Nitro,
    Falou Tio Nitro, o maior incentivador dos diários de aventura.

  • Hentges diz:

    Isso aí,

    Diário de Campanha é o que há. Eu escrevo os meus e leio todos que posso. Apenas não comento tanto quanto deveria.

  • Eu mesmo estou planejando postar meus diários de campanha no meu blog! Em um deles eu sou o Mestre e no outro o jogador! Ainda estou pensando na melhor maneira de postar cada um.

    O interessante será minha perspectiva como alguém que conhece todos os segredos do mundo e como outrem cujas ações movem o mundo!

  • Li-San~~ =] diz:

    Ótimo excelente, irei aprender muita coisa. Espero anciosamente pelos posts.

  • A Rpgista diz:

    Algo assim é muito bem incentivado nos jogos da linha Castelo de Falkenstain. Todo personagem tem um diário pessoal, com suas impressões, detalhes e pontos de vista pessoais, dando a campanha seu próprio tom e sabor..

  • Danielfo diz:

    @A Rpgista,
    Só lembro do fatídico dia em que obriguei os meus jogadores a manterem os diários atualizados, sob pena de paralisar o seriado!

    Foi a última vez que mestre CF…

    Dica do mestre do dia: Não subestime a preguiça dos jogadores.

  • Luiz RGF diz:

    @Danielfo, Grande verdade! Se você exige demais dos jogadores (ler e escrever por exemplo – hehehe), eles correm!

  • Dan Ramos diz:

    @Luiz RGF, jogador é o bicho mais preguiçoso que há no universo mesmo. Principalmente quando você fica cutucando eles pra fazer as coisas. E quando não o faz, aí é que eles nem ligam mesmo. ¬¬

  • Arquimago diz:

    Triste verdade da maioria dos jogadores…

    Bem coisas boas! Vou adorar ler os diários! E estou esperando pelo post da Iniciativa M&M!!!

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