Resenha: Robin’s Laws of Good Game Mastering

rbggHoje vamos falar do Robin’s Laws of Good Game Mastering (traduzindo para o português, fica algo como “As leis para mestrar bem de Robin” – há um trocadilho no título original, pois “Law” significa lei em inglês e o sobrenome do autor é “Laws”, o plural de “Law”), um livrinho bastante famoso lá fora mas que infelizmente (como é comum) não tem versão nacional. O livro foi escrito por Robin D. Laws (Feng Shui, Hero Wars e outros), tem capa mole e somente 33 páginas e embora originalmente custasse apenas $10.00 dólares, hoje em dia, não sai em canto algum por menos de $30.00. A idéia do livro é ser uma ferramenta genérica para que mestres possam mestrar melhor, portanto, não há foco específico em um ou outro jogo e as dicas são aproveitáveis basicamente por qualquer pessoa que mestre.


O livro começa levantando uma bandeira que sempre ergo por aqui: que é a de que o objetivo do mestre é tornar o jogo o mais atraente e divertido possível para os envolvidos (ele próprio incluso). Para ajudar nisso, é oferecido um método para identificar o tipo dos jogadores, pois conhecendo os jogadores o mestre pode lhes dar o que eles querem. Não vou entrar em detalhes sobre cada tipo de jogador (quem sabe em um próximo artigo – que inclua os tipos que eu mesmo “descobri”) , mas garanto que a idéia é boa, afinal, o mestre tem de
conhecer seu “público”.

O livro também aborda uma coisa que considero muito importante, que é a questão de escolher um sistema que funcione bem para seu grupo. O mestre que sabe o tipo de jogador que tem na mesa, sabe que tipo de sistema oferecer para estes jogadores. Ele ensina inclusive a avaliar um sistema por seus “crunchy bits” (pedacinhos crocantes – outra piada). A idéia é que um sistema onde o jogador tem muitas opções para influenciar o jogo (feats, psionics, cyberware, pot points, magias, etc) tem “muita crocância” e favorece aos jogadores ao mesmo passo, um sistema “não tão crocante” favorece o mestre. Pois bem, conhecendo o grupo e conhecendo o sistema, o mestre é capaz de encontrar o equilíbrio e isto favorece o jogo.

Em seguida, há uma abordagem sobre como escolher um cenário e preparar uma campanha. Se fala também da importância da espontaneidade e do improviso, vantagens e desvantagens decorrentes da escolha entre campanhas e cenários “caseiros” face campanhas e cenários “oficiais”. Se fala da tônica do jogo e a importância de se discutir com os jogadores o que se esperará deles e de seus personagens no decorrer da campanha. Esta parte do livro traz até mesmo uma tabela para que o mestre preencha a fim listar elementos que sirvam de gatilho emocional para cada jogador.

No fim, o livro entra na questão do “feedback”. Se levanta a importância de “ler” a sala, ou seja, captar o humor e grau de atenção de quem está jogando, afim de manter o foco do jogo naquilo que parece obter melhor resposta. São levantadas algumas hipóteses de elementos nocivos ao bom desempenho (conversas paralelas, discussões por regras e etc) do jogo e há dicas de como se evitar estes elementos.

Conclusão

A idéia do livro é ajudar quem mestra a mestrar melhor e nisso obtém sucesso, pois as dicas são muito boas. O livro é bem escrito e o visual do também é legal, sendo uma falha apenas o fato de algumas colunas e tabelas não estarem explicitamente ligadas ao texto apresentado imediatamente, mas isto só é problema na primeira leitura, pois após esta você “simplesmente sabe” do que se trata cada tabela e coluna. Recomendo fácil para quem, como eu, curte muito mestrar, mas não acho que seja de muiata valia para para o mestre relutante ou apenas ocasional.

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