Olá pessoal. Ando meio sumido por conta de um trabalho de fim de semestre do mestrado (e em menor medida do trabalho propriamente dito), mas tirei crítico em um teste de furtividade e consegui dar uma fugidinha para postar. Prometo que em breve vão começar a sair novas resenhas. Já tenho algumas prontas que estou apenas “retocando” e recentemente adquiri mais umas raridades para minha coleção de livros de RPG e conforme for lendo, vou resenhando. Pois bem, “simbora”, pois o tempo urge!
Às vezes, aquela aventura que deixou você, mestre, empolgadíssimo enquanto a escrevia não pega de jeito os jogadores? Eles simplesmente não parecem estar gostando tanto quanto você imaginou que fossem gostar? Não se borram de rir do seu personagem que serviria de alívio cômico? Bocejam ao invés de pular das cadeiras com ódio quando descobrem que quem pensavam ser seu maior aliado é em verdade seu arquiinimigo? Ficam entediados nas cenas sociais? Capengam de sono quando você descreve uma cena muito detidamente? Seus problemas acabaram, conheça o “feedback”!
Se suas respostas foram “sim” às indagações acima, talvez esteja havendo alguma falha de comunicação entre você e o grupo. Talvez esteja havendo uma falha na sua recepção do tal do “feedback”, que é a comunicação, verbal ou não, sobre desempenho, aproveitamento e preenchimento de expectativas em torno de qualquer atividade. O que os jogadores dizem e o modo como eles se comportam e reagem, diz muito sobre o que foi apreciado e o que não foi em uma sessão e o mestre deve estar atento a isto. Quando mestra, você deve prestar atenção às ações e reação dos jogadores no desenrolar de cada cena.
Quem mestra, deve ter certo tino para sentir o que se passa nas caraminholas de quem joga, prevendo, na medida do possível, as reações ao exercício da discricionariedade inerente ao “cargo” de mestre e aos lances de improviso. Este tipo de “sentido de aranha”, muitas vezes dá o norte para futuras decisões de sopetão e indica o tipo de elemento de última hora que pode ser adicionado ao jogo sem que se corra o risco de estragar tudo. No entanto, se sentir que a sessão não está sendo apreciada, não leve nada para o lado pessoal e nem encare como crítica. Mestrar é trabalhoso e nem sempre se pode agradar a gregos e troianos. Já que o “feedback” comumente é verbal e não empático, tente conversar com os jogadores, pergunte a eles o que está faltando, se estão gostando ou desgostando, ouça tudo e utilize o que parecer legal como dica para a próxima vez em que houver jogo.
Não tenha pudores em perguntar “foi bom para você?” aos jogadores. Pergunte mesmo, na cara dura (só não vale fazer carinha sexy e pôr dedinho na boca =P). Esteja aberto a levar o jogo para um rumo diverso daquele que você imaginou enquanto preparava tudo, afinal, jogar RPG é um compromisso cujo objetivo é a diversão comum. Se você se blindar aos anseios dos jogadores, eles eventualmente desistirão de jogar e vão partir para outra atividade e lá se vai uma campanha!
Só não vá se render a todos os caprichos de todo mundo que está jogando, lembre-se de saber impor limites. No RPG também impera o velho brocado que diz que a diferença entre o remédio e o veneno é a dosagem. Portanto, uma “colher de chá” de vontade dos jogadores no seu “balde de idéias” do mestre podem ser a salvação do jogo!

Comentários (10) »
Muito legal! Sempre é bom convrsar sobre o jogo. Estou ansioso pelas resenhas novas!
Cara, mestrado é flórida mesmo. Bom texto.
Concordo também que o feedback é muito importante!!!
Na minha profissão preciso lembrar disso direto! E no RPG é muito importante, mudei umas coisas na minh mesa da 4ed depois dele, e até agora foi uma mudança bem acertada.
E nunca deixar de fazer o feedback afinal o futuro é incerto, gostos mudam e não conseguimos adivinhar até acontecer se iremos acertar nossas narrativas!
@André,
Pois pode aguardar que vem resenha boa por ai. Andei comprando umas bizonhices novas…
kkk
@Igor,
Pois é. Sorte que acabei de ganhar mais uns dias de recesso do mestrado. Ufa!
Valeu pelo elogio cara.
@Arquimago,
RPG é relacionamento e como tal, sempre tem espaço para uma boa e velha DR.
kkkk
Feedback é importante em tudo que fazemos, não seria diferente no rpg.
Já vi história brilhante fracassar por divergência de interesses entre jogadores e mestre, talvez o feedback tivesse impedido o fim repentino da campanha.
A ideia eh boa mas as vezes ouvir demais os players tambem estraga o jogo. Eh como disseram ai: tem que saber dosar.
Obrigado pela visita! XD
Quanto ao assunto em questão, eu sempre considerei que RPG antes de tudo serve pra reunir os amigos, e entre amigos tem que rolar sinceridade, se a campanha foi ruim tem de falar o que não gostou e apontar sujestões. Faz muitos anos que não jogo (mais de 10), mas o que importa mesmo no final, na minha opinião, é a diversão e descontração de uma partida…
Estudos não levam a nada, rapá! Largue a universidade e volte a escrever! kkkkkkkk.
Ter o feedback dos jogadores é realmente algo vital. Não é incomum que os interesses e gostos do jogadores e mestre se distanciem em determinado momento da campanha. Manter esse tipo de diálogo é muito importante para não frustrar jogadores e mestres no decorrer do jogo.