Como sabem, estou acompanhando este caso de perto. Este é um incidente, que no Brasil, marcou a fama do RPG de forma profunda.  Pelo suposto crime de uns, todos pagaram e de simples jovens se divertindo, nos transformaram em serial killers.

Me recordo bem dos efeitos desta bomba, na época organizava o Avalon, encontro de RPG aqui na Paraíba, quando o fato ocorreu. Todas as portas de apoio e patrocínio se fecharam. Foi com sufoco que conseguimos promover este encontro. Anos  antes,  já havia ocorrido um outro suposto caso de assassinato envolvendo RPG, onde nada se provou, mas a mancha tinha ficado marcada, agora ela poderá se tornar indelével.

Se nosso povo julgasse tão premeditadamente nossos líderes políticos, com tanta asperidade com a qual julga jovens estranhos jogando jogos esquisitos, talvez nosso Brasil não tivesse tantos escândalos no Senado.  Afinal, o voto é a única sentença que se pode proferir sem condenação em última instância.

Segue abaixo a notícia sobre o julgamento…


Depois de analisar, um por um, cada requerimento feito pelas defesas dos réus acusados de matar a estudante A.S.S., em Ouro Preto, em outubro de 2001, e indeferir todos os que pudessem ocasionar a suspensão ou adiamento da sessão do Júri, a juíza Lúcia de Fátima Magalhães Albuquerque Silva iniciou o julgamento, hoje, dia 1º de julho, por volta das 15h. Os trabalhos começaram por volta das 13h no Tribunal do Júri do Fórum de Ouro Preto.

Dentre os pedidos feitos pelos advogados dos réus, estavam o aumento de tempo para a apresentação da defesa de cada acusado, a substituição de testemunhas, a redução do número de testemunhas arroladas pela acusação e até novo prazo para conhecimento de documentos anexados ao processo pelo Ministério Público.

A juíza destacou que os pedidos de recurso feitos ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) foram julgados improcedentes. Quanto aos recursos ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF), não havia, até o início da sessão, qualquer notícia de julgamento.

A expectativa é de que sejam ouvidas 25 testemunhas: 10 de defesa e 15 arroladas pelo Ministério Público.

O corpo da estudante A.S.S. foi encontrado na madrugada do dia 14 de outubro de 2001, no Cemitério da Igreja de Nossa Senhora das Mercês e Misericórdia, em Ouro Preto. Ela estava nua, postada de braços abertos e pés sobrepostos, apresentando 17 lesões por todo o corpo.

Os quatro estudantes acusados pelo crime foram pronunciados como incursos nas penas do artigo 121, §2º, incisos I, III e IV do Código Penal Brasileiro, ou seja, homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, com emprego de meio cruel e com impossibilidade de defesa para a vítima.

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