Adiado julgamento do caso Aline

ADIAMENTO – A juíza Lúcia Albuquerque Silva (centro) marcou para o dia 1º de julho o julgamento dos quatro acusados Foi adiado o julgamento dos quatro acusados do homicídio ocorrido em Ouro Preto, em 2001, quando o corpo da estudante A.S.S. foi encontrado no cemitério da Igreja de Nossa Senhora das Mercês e Misericórdia. Segundo a denúncia, o corpo de A.S.S. foi encontrado na madrugada do dia 14 de outubro de 2001. Ela estava despida, postada de braços abertos e pés sobrepostos, apresentando 17 lesões.

Os motivos do adiamento foram a ausência dos advogados de três dos réus e também a falta de testemunhas de defesa da estudante C.D.S., prima da vítima e uma das acusadas. A juíza da Vara Criminal de Ouro Preto, Lúcia de Fátima Magalhães Albuquerque Silva, marcou para o dia 1º de julho, às 12h, a nova data para o julgamento.


Os quatro acusados estavam presentes, porém, somente o advogado Francisco Rogério Del Corsi Campos, defensor da acusada C.D.S. veio representá-la. Os advogados de defesa de E.P.L.A., C.I.G. e M.F.L. não compareceram e enviaram suas justificativas, baseadas em requerimento para desmembramento do processo.

A magistrada não desmembrou o processo, pois já havia apreciado e negado pedido semelhante da defesa em outra oportunidade, e considerou não justificadas as ausências dos advogados. Ela explicou que o julgamento somente pode ser adiado por ausência dos advogados, sem justificativa, uma única vez. Portanto, se os advogados não comparecerem na próxima sessão e não apresentarem justificativa, o julgamento ocorrerá com os acusados sendo representados por defensores. Ela nomeou os advogados criminalistas de Ouro Preto Dalton Antônio Lopes e Antônio Ramos para representar os acusados, caso seus advogados não compareçam.

Os quatro estudantes foram pronunciados como incursos nas penas do artigo 121, §2º, incisos I, III e IV (motivo torpe, meio insidioso ou cruel e dissimulação ou outro recurso que tornou impossível a defesa da vítima) do Código Penal Brasileiro. A promotora Luíza Helena Trócilo Fonseca representou o Ministério Público.

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Processo nº: 0461.01.002833-4

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