Resenha: Twerps

Resenha: Twerps

Esta semana fiquei dividido entre uma resenha de Dragonlance 5th Age ou uma de Scion, fiz metade da resenha de cada um dos jogos e no fim das contas acabei me decidindo pelo Dragonlance. Como é o jogo que estou mestrando atualmente para um grupo muito empolgado, perguntei aos jogadores e alguém queria participar da resenha escrevendo um ou dois parágrafos sobre suas impressões a respeito do jogo… Mas ninguém fez nada durante a semana, sábado tivemos uma sessão de RPG-Churrasco que consumiu o dia todo e domingo, bem domingo é domingo… Acabei esperando tempo demais e não saiu!

Pois bem, hoje de manhã me vi com duas resenhas pela metade e sem condições de terminar qualquer uma delas. Peguei-me pensando em algum jogo que fosse simples a ponto de eu poder escrever uma resenha em meia hora, sem ter de pegar nenhum livro para me lembrar de nada mas também sem ser injusto com o jogo. O primeiro título que me veio à mente foi o Twerps.



Twerps é o jogo mais “custo X benefício” da história do RPG. Pelo preço de uma Coca-Cola e um pacote de Cheetos (paguei R$5,00 no meu em mil novecentos e noventa e alguma coisa), você tem um sistema de RPG completo, com um dado e tudo. Este jogo genérico e extremamente simples foi criado para ser uma paródia dos jogos de RPG complicados e tende ao humor. Ele é de autoria de Jeff & Amanda Dee e vem em um gibizinho de apenas 8 páginas.

Cenário
Twerps (que em tradução literal significa idiota ou tapado) não traz um cenário específico. Há suplementos “temáticos” do jogo que, por exemplo, abordam supers (Twerps Superdudes) ou cyberpunk (Twerps Robo-Punks) e mesmo com paródias de Star Trek e Arquivo-X (Twerps Twek e The T.W.E.R.P.S. Files, respectivamente), mas a verdade é que a mecânica do jogo é sempre a mesma, independentemente do tema da partida e a opção por um cenário ou outro só influi nos conceitos dos personagens.

Sistema
Criar personagens é muito simples: role 1d10, o resultado tem de ser um número entre 3 e 7. Se não for, role novamente (ou assuma que um resultado menor do que 3 é igual a 3 e maior do que 7 é igual a 7). Este valor é seu atributo Força (Strength no original). Em seguida… bem, em seguida comece a jogar!
É isso ai, a força é tudo de que seu personagem precisa, é o atributo força propriamente dito, é a destreza, o intelecto, pontos de vida, perícias, enfim, é tudo. Esta simplicidade absurda é o lado bom e também o lado ruim do sistema, pois se seu personagem for bom em algo, ele será bom em praticamente tudo, se for ruim, ele será péssimo. Todos os testes são feitos rolando o d10 e somando a Força ao resultado. Se o valor total superar a dificuldade atribuída pelo mestre (que geralmente varia entre 1 e 10), temos um sucesso.
Cada personagem tem também um conceito. Quando o personagem faz algo abrangido pelo seu conceito, o mestre aplica um bônus de +2 ao resultado de suas jogadas, de modo que se você joga com, por exemplo, um policial, ele teria bônus ao fazer coisas de policial, como investigar, atirar, intimidar, etc. Em Twerps, reina o censo comum e geralmente o sucesso depende mais de astúcia do jogador e interpretação do papel do personagem do que do resultado do dado em si.

Conclusão
Este é o jogo definitivo para se jogar sessões “one shot”, pois preparar tudo e jogar leva menos de 5 minutos, ao passo que as partidas geralmente são engraçadas (especialmente se o grupo é dos mais espirituosos) e é quase impossível não se terminar uma aventura de Twerps numa sessão só.
Já mestrei bastante Twerps para meus grupos nos dias em que faltava muita gente e também e em encontros de RPG e sempre foi divertido. No entanto o jogo realmente não serve para campanhas, pois em decorrência da simplicidade não há progressão do personagem ou qualquer outro tipo de premiação após cada partida. A recompensa aqui é só a diversão!
Meu resumo do sistema acima é mais do que o suficiente para qualquer um jogar, mas caso você esbarre com um destes gibizinhos por ai e curta colecionar jogos de RPG como eu curto, compre-o, especialmente se ainda estiver com o dadinho, que é um d10 “duplo” (na verdade, é um d20 cujos algarismos vão de 1 a 10 duas vezes).

 

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15 Comentários para “Resenha: Twerps”

  1. Arquimago diz:

    Muito legal! Se achar eu compro, mas o dado foi o que mais me chamou a atenção!

  2. Daniel R diz:

    Quando eu mencionei sobre o TWERPS em uma lista de discussão, anos atrás, choveu muito RPG independente simples na cabeça da galera, foi muito doido. =P

    E eu já vi a versão original em papel ROSA com uma só página e sem nenhum dadinho! Raridade! XD

  3. Elisa diz:

    Adorei o jogo.

    Acho que com esse sistema nem eu me atrapalho.

  4. NERDCORE diz:

    Já joguei esse treco, não lembro bem da anetura em si, só me lembro do dado estremamente tosco que vinha no “kit”

  5. Maurício Linhares diz:

    Hahahhahahaahaha!

    Muito massa, parece um sistema que agente chamava de “Nós” que inventamos pra jogar RPGs sem livros na época de escola (agente tirava as aventuras dos livrinhos com os episódios de Arquivo X), bons tempos aqueles viu ;D

  6. Twerps! CRÁSSSSICO! O único repegê que dá para jogar no ônibus!

  7. Lucas diz:

    Olá!
    Saudações!
    Penso que também seria super legal uma resnha da série DragonLance Fifth Age – Dramatic Adventures… Fico torcendo para que surja uma grande inspiração para alguém escrevê-la!

  8. Lucas Fortunato diz:

    Valeu mesmo Luiz! Pois então, vou então propor uma idéia pra ver no que pode dar…
    Na tua resenha, você poderia abordar tanto o jogo em si, com os conceitos principais, tais como o Dramatic Adventures e o Fate Deck, e além disso, se for o caso, poderia mencionar alguma coisa dos suplementos, como a campanha dos dragões da nova era (a temática geral, talvez, pontos positivos e negativos) e indicar algumas caixinhas de maior destaque. Eu penso que assim ficaria uma resenha não só do DragonLance Fifth Age em si, mas sim da série de publicações que marcaram aquela época, entede?
    Até mais!

  9. [...] em detrimento a aventuras. Claro que há jogos que devem ser apenas one shot: já tentou jogar TWERPS como campanha? Em uma história curta ou aventura as idéias são pré-estabelecidas e há um fluxo [...]

  10. Luiz RGF diz:

    Uhuuuu! Um comentário!!! Já achava que ninguém além de mim iria achar o Twerps legal!
    kkkk

  11. Luiz RGF diz:

    Essa do papael rosa é a da Devir, não é não? Essa minha coloridinha é americana, de 1985!

  12. Daniel R diz:

    Não, era em English. Não sei de que ano era, pertence(ia) ao Leandro, acho que tu conhece.

  13. Luiz RGF diz:

    Crássico mesmo! Mas no busão só rola se as ruas não forem esburacadas. Ou você vai arriscar o dado?
    kkkk

  14. Maurício Linhares diz:

    Aê Luiz, o seu público clama por Dragonlance Fith Age!

  15. Luiz RGF diz:

    Olá Lucas. Atualmente o que estou mestrando é exatamente Dragonlance 5th Age, inclusive tenho a coleção toda do Dragonlance SAGA, com todas as caixinhas e livros. Eu ia fazer a resenha do jogo esta semana, mas não deu certo pois parte do grupo que está jogando ficou de contribuir e me deu bolo. :p

    Mas não se preocupe. Se não sair resenha de Dragonlance 5th na segunda-feira que vem, sai na outra sem falta.

  16. Luiz RGF diz:

    Bem, em minhas resenhas sempre falo do cenário e do sistema. Mas não entrro muito nos suplementos. Estou resenhando neste primeiro momento os livros básicos da minha coleção de jogos de RPG e no futuro (um futuro bem distante pois tenho livro pra chuchu) vou passar a abordar os suplementos individualmente.

E você, o que pensa?