
Esta é uma série de contos escritos por mim sobre as profissões relegadas aos personagens do mestre, aqueles sem nenhum poder especial ou mágico. Da próxima vez que estiver numa “dungeon”, não reclame da sorte.
7ª lugar- O Advogado
Stevens é apenas um advogado e vai começar mais um dia de labuta. Estando em um caso complicado, defenderá o litigante de uma acusação grave, roubo de tesouro real.
O acusado contou para ele os fatos e a motivação que tinha. Ele precisava da maça mágica guardada no covil da mantícore, nas masmorras do arruinado palácio antigo. Com esta arma mataria o Vulto que a assola o cemitério onde jazem seus antepassados.
Apesar de reconhecer as boas intenções do seu defendido, Stevens sabe que houve violação de propriedade real; morte de animal alheio, com o agravente de ser um monstro fantástico e furto qualificado, por se tratar de um objeto mágico, a valiosa e ímpar, maça da desintegração.
O seu cliente estava numa situação complicada. A pena para este crime é de no mínimo duas penas capitais! Morte seguida de ressuerreição e mais uma execução para completar a sentença.
Dia do julgamento
Juiz-sacerdote – Sob égide da justiça eu me revisto sob dom da Verdade. [detectar mentiras ativada]. Que os procedimentos legais tenham início.

Ipso Facto, Data Venia, Ex positis...
Advogado -…meu cliente desconhecia que aquele castelo ermo e abandonado pertecia ao rei. Logo não sabia estar praticando um crime contra Sua Majestade. E sem dolo não há pena! Eu encerro aqui meretíssimo.
Juiz-sacerdote - A promotoria pode dar início ao interrogatório do réu.
Promotor-feiticeiro – Eu convoco o réu!… É verdade que o senhor desconhecia que aquelas ruínas abandonadas eram do rei. Mesmo havendo inscrições em todas as paredes?!
Réu- Hã!É…eu não sei ler! [mentira detectada]
Promotor-feiticeiro- Permissão para usar {Percepção Extra-sensorial} no réu Meretíssimo!
Advogado – Eu Protesto! CONTRA LEGEM!

Culpado! O próximo!
Juiz-sacerdote – Protesto negado, CORAM LEGE! Permissão concedida Promotor.
Promotor- feiticeiro:-O senhor, ao roubar a arma, pretendia devolvê-la ao rei?
Réu-{Droga!} Sim digníssimo! [verdade detectada]{um dia quando não precisa-se mais dela}
Promotor-feiticeiro – O réu estava pensando em não devolver tão cedo a arma ao rei Meretíssimo!
Advogado – Protesto!!! Meu cliente é inocente! A acusação do promotor não é de comprovação plena.
O juiz-sacerdote faz mensão para interromper a desordem! Porém o ardiloso Promotor faz mais uma pergunta, desta vez dirigida ao advogado.
Promotor-feiticeiro- Por que afirma que o cliente é inocente Sr. Defensor? Está pensando em subornar o juiz com o ouro que acharam no castelo do rei?
Advogado – Não! [Mentira detectada] {Putz!!!F####}

Comentários (12) »
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!!!!
10!
10!
Adorei!!!
Foda! Simplesmente FOda!!
Parabens!!
kRAk!
Essa é uma série de artigos que nada nesse mundo vai me fazer perder.
(X.x)o-(‘_’Q)
huauahuaa…gostei, vou incorporar este elemento no meu jogo.
Mandou bem, muito bem mesmo!
E de onde vc tirou estes termos jurídicos?
Abraços
hauHAUAh!
Mandou bem! Essa foi ótima!
Entrou para minha lista de “Top10 Piada RPGística!”
Abraços
Ótimo!
Estou ansioso para o próximo!
Termos jurídicos podem ser consultados em alguns dicionário de latim jurídico disponíveis na internet.
Contra legem = contra à lei.
Coram lege = em face à lei.
É foda! pior seria se o juiz fosse o conjurador!
MUito bom!
Eu já li todas as profissões e garanto que a série é ótima. Ninguém perde por esperar!!!
[...] As 7 piores profissões da fantasia medieval (6ª) - Mineiro Por Danielfo Categorias: Sem-categoria Depoimento extraído do processo concluso no primeiro conto da série. [...]