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Para variar, catei na prateleira mais um jogo de ficção científica, com uma dose massiva de elementos cyberpunk, mas que desta vez tem o diferencial de trazer uma boa dose de horror e claro, armas enormes e sangue (aliás, muitas armas enormes e muito sangue, mesmo tratando-se de um jogo cyberpunk). Este meus caros, é um legítimo RPG Lombardi: você ouve falar, mas nunca vê! Trata-se do SLA Industries (se pronuncia “slay”, que significa assassinar), um jogo escocês do qual quase todo rpgista já ouviu algo a respeito, mas muito poucos jogaram de fato, daí o status de jogo Cult que SLA Industries acabou adquirindo.
A primeira edição do SLA vinha em um livro de capa mole (que por sinal tinha a fama de se desmanchar). A versão revisada (ou 1.1 para os íntimos) é a que tenho aqui em casa, sendo, portanto a que vou abordar nesta resenha. Ela vem em um livro de capa dura, publicado pela Nightfall Games, escrito por Dave Allsop e contando 304 páginas. O livro, no entanto, ainda guarda alguns problemas de revisão, pois tem alguns parágrafos contraditórios ou vagos e de difícil compreensão (especialmente na sessão de regras). Além disto, ainda é possível encontrar alguns trechos no livro onde o texto soa incompleto ou faz alusão a coisas que simplesmente não estão onde deveriam estar. Particularmente, acho a leitura do manual do SLA Industries bastante desagradável (chega ser frustrante algumas vezes), mas quando tudo está lido e você sente que o jogo “está na sua cabeça”, vale a pena. Para concluir, a arte é muito boa e em geral passa bem a tônica de violência e desespero que permeia o jogo e o acabamento físico do livro é ótimo.
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