Crítica do Filme: Fundo do Mar

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O cartaz ainda é 2D

Assisti o filme Fundo do Mar, documentário sobre a vida marinha, dirigido por Howard Hall, produzido numa parceria EUA/Canadá em 2006. Um documentário de 41mim, sem  muitas pretenções, limitando-se a mostrar mais do que falar. Não teria nada de especial se não fosse uma pequena característica: três-dimensões.

Fundo do Mar 3D, lançado em 16 de janeiro do corrente ano, no Brasil, conferido por mim, in loco, 8 dias após a estréia, no Bourbon Shopping Pompéia/SP. Sendo esse o único local no país em que se pode conferir a tecnologia IMAX-3D, por hora.

A sensação é arrebatadora logo no instante em que o aro dourado, onde o logo da Warner estava circunstrico, gira para fora da tela passando a poucos decímetros dos olhos! Daí em diante, você é involvido na beleza das imagens e músicas(Danny Elfman), navegando submerso nos mares à deriva em correntezas ilusórias que conduz o 3d-espectador a um mundo de espécies exóticas. O que me fez pensar: “Quão longe estão nossos mestres de exobiologia sci-fi da variedade adaptativa da natureza.”


Close dos óculos

Close dos óculos

Durante o filme é inevitável o impulso de levantar os óculos para saber o que ocorre na tela. A magia é perdida completamete, na tela apenas imagens superpostas e trêmulas. De volta ao “mundo dos espelhos”, fica-se tão inserido no ambiente marinho, que é possível ver a poeira tremeluzir no oceano, ao ponto de quando,  se emerge durante o filme, tomámos fôlego.

Depois dos contados quarenta e um minutos, a experiência acaba. Durante a exibição percebi algumas coisas. Em momentos, espectadores (e eu inclusive) tentavam tocar os animais marinhos, mesmo sabendo que nada havia. No meu caso, descobri a sensação de falhar num teste de resistência contra ilusões mesmo tendo sido alertado pelos companheiros de que aquilo que você vê e ouve não é real! Outra coisa importante a saber é que os cabeções que estão na sua frente ainda lhe atrapalham um pouco, mas como não havia legendas (o documentário foi dublado), não deu para saber como isto afetaria a leitura das falas.

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Melhor do que o do MasterSystem

O número de salas em IMAX-3D no mundo ainda é baixo, o cinema porém perde público, em virtude da pirataria na internet, sistemas home-theater e tvs de telas finas. Talvez no futuro as salas 3D sejam uma aposta para transformar o escurinho do cinema novamente em um experiência única e diferente da que pessoas normais possam ter em casa. O preço dos ingressos R$30, contra R$20,80 das salas 2D, revela que o público esta disposto a pagar mais por estas salas, e a tendência é que os preços baixem no futuro. Para nós, cabe apenas esperar e ver como o mercado cinematográfico reagirá aos problemas que o cinema enfrenta nesta era. Pode ser que o 3D seja o ás na manga.

Comentários (3) »

  • Hansi diz:

    Hail! Estou na maior expectativa para a re-estréia de Batman – The Dark Knight na próxima sexta-feira no Imax. A propósito, filmes em 3D não comportam legendas, terão que ser todos dublados.

  • Italo diz:

    Deve ser uma experiência muito foda mesmo!
    Pow, até o vocalista do Blind Guardian lê o pensotopia! Tou impressionado! xD

  • Arquimago diz:

    Queria poder ver esse filme! E o Batman vai ter em 3D?!

    As vezes queria que minha cidade epquena continuasse pequena, mas fosse mais tecnologica…

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