O dia em que minha paciência acabou

daytheearthstoodstill_01Imaginem o filme Guerras dos Mundos(2005), agora substituam o pai nada exemplar, Tom Cruise, por Keanu Reeves. Teremos “O dia em que a Terra parou“(2008).

AVISO DE SPOILER!

Estou falando sério, vejam as semelhanças:

A Terra está em grave ameaça;
Alienígenas invagem o planeta;
As forças da Terra são inúteis;
O presidente americano não aparece;
O humano principal passa o filme correndo;
Uma criança azucrina o protagonista;
Nenhum dos três protagonistas morre;
Os aliens são vencidos de um modo besta;
Apesar da derrota, os aliens ainda estão lá;
A força do amor é a coisa mais importante;

    Se apesar de tudo, você ainda quiser assistir este filme, sinto informá-lo que ainda existem mais sacrifícios. Este filme é um remake de um homônimo de 1951. Fora os efeitos especiais, a estória é a mesma. Só mudaram o problema, na versão anos 50, os humanos iam acabar o mundo com armas nucleares, na atual versão a humanidade vai se extinguir pelo aquecimento global. Por isso os aliens querem, em ambas as versões, destruir a raça humana! Ora, se os ETs sabem cruzar galáxias por que não usam o conhecimento tecnológico para dar uma limpeza no mundo quando a raça humana se destruir sozinha? Lixo tóxico e problemas ambientais não devem ser problema para uma civilização que já domina a tecnologia de dobras espacias e fusão matéria/anti-matéria!

    o-dia-em-que-a-terra-parou-outracoisa

    Genkidama

    O dia em que a Terra parou é baseado no conto de ficção científica “Adeus ao Mestre (1940)” de Harry Bates.  Ao contrário dos filmes, o conto não tem  a doçura capaz de deixar formiga diabética! No conto os aliens são tratados como uma raça superior,  em todos os sentidos, mas sem superpoderes do filme.  O robô GNUT (chamado de GORT no cinema) é indestrutível, mas não se transforma em uma versão sci-fi das pragas do Egito. As únicas semelhanças entre o filme e o conto é Klatuu, o robô e a nave. Todavia no conto Klattu é morto nos instantes iniciais e os terráqueos ficam temerosos por um retaliação da raça do visitante, não sabem quem eles são, de onde vem, ou o que querem. O que resta é o robô, Gnut, ele a peça chave do conto.

    Como no filme, o robô teve seu corpo fulminado por diversas tentativas de destruição, que acreditaram tê-lo inutilizado. O funcionamento do robô é verificado por Cliff, um fotógrafo, que temeroso sobre quais as intenções do robô, investiga-o e se intriga com o comportamento daquela máquina, que tenta reviver Klatuu por

    clonagem. Após alguns eventos Gnut e Cliff partem para a nave possibilitando a ressureição futura do mestre. Cliff se desculpa para o robô, em nome de toda a Terra, demostrando todo o pesar que os humanos sentem pelo que sofreu Klatuu, pedindo encarecidamente que Gnut repasse ao Mestre todo o ressentimento que sentem pelo assassinato. Contudo o robô informa que o humano está equivocado, O MESTRE ERA ELE!

    Está faltando mesmo ousadia em Hollywood, os humanos sempre tem que ser apresentados como seres imperfeitos, ávidos por uma segunda chance e os extra-terrestres como forças do mal. Quando veremos formas de vida inteligentes se portarem como seres inteligentes no cinema blockbuster?

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